O QUE ACONTECEU DEPOIS DO CONCÍLIO? – A MUDANÇA DA MISSA

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Neste primeiro artigo de uma série que publicaremos, extraído de uma conferência proferida por D. Lefebvre em Roma, em 6 de julho de 1977, intitulada “A Igreja depois do Concílio”, explicaremos uma a uma as consequências desastrosas e a tempestade causada pelas mudanças feitas no Concílio Vaticano II.

Na Santa Missa, o Sacrifício foi substituído pela Ceia. Assim, ao invés do Sacrifício da Cruz, se insistirá sobre a Ceia, sobre a comunhão e a participação dos fiéis. Essa orientação é completamente contrária à Tradição da Igreja e à fé da Igreja.

O que é importante em nossa Missa é o sacrifício. O sacrifício da Missa não é apenas uma ceia, não é a ceia evangélica, é um verdadeiro sacrifício. Porque também se o sacerdote oferece, sozinho, o Sacrifício da Missa, isto vale o mesmo que se mil pessoas estivessem com ele, como se houvesse uma multidão na Igreja. Agora, pelo contrário, parece que a Missa é sobretudo uma assembleia e que o padre é o presidente da assembleia. Presidente, e não sacrificador. É uma nova noção da Missa. Como podem ver, é uma mudança radical, muito grave.

Não digo que a nova Missa seja herética, nunca disse isso; mas enfatizo que há cada vez mais Missas inválidas, porque se alteram as bases da mesma. Eu realmente acho que esta Missa é uma Missa equívoca, porque pode ser dita tanto por protestantes como por católicos. Os protestantes concordam em dizer esta Missa. Tenho aqui um documento que prova isso, um documento dos protestantes da Alsácia que se reuniram, documento da “Confissão de Augsburgo na Alsácia-Lorena”. O documento diz: Continuar lendo

SÃO PIO X CONTRA O SIONISMO: “OS JUDEUS NÃO RECONHECERAM NOSSO SENHOR, É POR ISSO QUE NÃO PODEMOS RECONHECER O POVO JUDEU”.

Fonte: Media-Press.Info – Tradução: Dominus Est

Entrevista com o Papa São Pio X, relatada por Theodore Herzl, pai do sionismo, em seu jornal em 25 de janeiro de 1904:

Fui levado à casa do papa através de um grande número de pequenos salões. Ele me recebeu de pé e estendeu a mão, que eu não beijei (…).
Apresentei-lhe brevemente meu caso. Ele respondeu em um tom severo e categórico (…):

Nós não podemos apoiar esse movimento [sionista]. Não podemos impedir os judeus de irem a Jerusalém, mas não podemos de forma alguma apoiar isso. Mesmo que nem sempre fosse santa, a terra de Jerusalém foi santificada pela vida de Jesus Cristo. Como chefe da Igreja, não posso lhe dizer outra coisa. Os judeus não reconheceram Nosso Senhor, e é por isso que não podemos reconhecer o povo judeu. (…)

Eis aí, pensei, o antigo conflito que recomeça entre Roma e Jerusalém; ele representa Roma, eu Jerusalém. (…)

Mas o que o senhor diz, Santo Padre, sobre a situação atual? – perguntei.

Sei muito bem que é desagradável ver os turcos de posse de nossos lugares santos”, respondeu ele. Somos forçados a suportar. Mas apoiar os judeus para que possam obtê-los – os Lugares Santos – é algo que não podemos fazer.

Enfatizei que nossa motivação era o sofrimento dos judeus e que pretendíamos deixar de lado questões religiosas.

Sim, disse ele, “mas nós, e especialmente eu como chefe da Igreja, não podemos. Dois casos podem surgir: Continuar lendo

DÊ-ME A MEDALHA DE CONGREGADO!

Resultado de imagem para medalha congregação marianaEm Dezembro de 1929, na cidade austríaca de Graz, adoeceu um jovem de 18 anos, estudante da academia de comércio. Levaram-no ao hospital, e os médicos constataram que era um caso muito grave de tifo. Durante muitos dias teve mais de 40 graus de febre. Foram-lhe administrados o santo Viático e a extrema-unção.

Em suas fantasias de febre gritava que causava dó. E seu estado piorava de dia para dia. Nos momentos lúcidos repetia inúmeras vezes:

“Meu Deus, ajuda-me!”

Um tio seu visitou-o muitas vezes. Por ocasião de uma dessas visitas, o enfermo pediu a medalha de congregado mariano que deixara em casa. Mas custou muito a articular a palavra. Não conseguia dizer tudo.

Assim que o tio compreendeu de que se tratava, correu a busca-la e a trouxe. O doente parecia que morreria de minuto por minuto. A Irmã enfermeira colocou a medalha sobre o peito do enfermo e em seguida pregou-a aos pés da cama de modo que ele podia enxerga-la. Dirigiu para ela, então, o olhar suplicante e não mais tirou a vista dela.

De repente, por todo o corpo do doente apareceu abundante suor e tendo sempre gemido e gritando, ficou imóvel e calado de maneira que a Irmã pensou que tivesse morrido. Mas vendo o suor disse: “Está salvo!”

E de fato, desde aquele momento o enfermo ficou calmo e o espírito tornou-se lúcido. Devagar foi melhorando e após algumas semanas, restabelecido, deixou o hospital.

Nossa Senhora teve pena de seu congregado e ajudou-o otimamente.

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Felizes são os que bem cedo se inscrevem na congregação Mariana. É a salvação de tantos meninos e moços. O mesmo vale, naturalmente, da Pia União das filhas de Maria. Os bons filhos de Maria têm o Céu garantido. Por isso não há necessidade de eu pedir que cada qual consiga alistar-se no glorioso exército da Imaculada.

Como Maria Santíssima é boa! – Frei Cancio Berri

NUNCA TE APRESSES NAS TUAS ORAÇÕES

Resultado de imagem para nosso senhor getsemaniFonte: Capela Santo Agostinho

Jesus Cristo orou no horto por três vezes, dizendo: “Meu Pai, se é possível, passe de mim este cálice sem que o beba, mas faça-se a vossa vontade, e não a minha”. A oração de Jesus Cristo no horto foi muito breve; mas ainda que breve, ele a fez por três vezes, e cada vez por espaço de uma hora.

Atende a isto, alma apressada; tu que fazes muita oração, e tens pouco tempo de oração, ah! bem podes temer que sejam pecado, ou perdidas as tuas orações! Sobre o que deves saber, que a meditação é o fundamento, é a alma da oração; por isso quanto possa ser, não deve passar uma só palavra, que não seja acompanhada da meditação; se a tua oração assim fora feita, o teu coração se moveria, as tuas resoluções seriam fortes, os teus propósitos seriam firmes, os teus afetos para com Deus seriam grandes; finalmente, desprezarias o mundo com todas as suas vaidades, e de todo te entregarias a Deus: mas porque já fazes a oração há tantos anos, e ainda não tens colhido estes frutos, é sinal muito provável que não têm sido boas as tuas orações.

Portanto, nunca te apresses nas tuas orações; porque a pressa, diz um dos Santos Padres, é a peste da oração; e na verdade, onde há pressas, há sempre irreverências, faltas de atenção e de respeito. Todo aquele que se apressa nas suas orações, mostra claramente o pouco peso que dá às coisas santas; e ainda melhor mostra o que é, quando nas coisas do mundo é mais bem pronunciado e aperfeiçoado, do que nas conversas que tem com Deus na oração. E quanto há disto? Nas conversas do mundo muita atenção, muita gravidade e respeito; e vai-se a conversar com Deus na oração, já tudo são pressas, irreverências, faltas de atenção e de respeito, e muitas vezes sono; finalmente, tudo vai com fastio e aborrecimento!… E que significa tudo isto? É que já há muito pouca fé, ou não consideram com quem falam na oração, nem disso se lembram; não conhecem a Deus, nem formam a ideia que devem formar da sua grandeza e Majestade!…

Assim é, meus irmãos; reza-se muito mal, muito mal!! As orações vão quase todas perdidas por não serem feitas como devem ser; se todos fizessem boas orações, elas eram despachadas, a vida reformava-se, e todos seriam Santos. Ora pois, daqui por diante fazei as vossas orações o melhor que puderdes; ide considerando no que fordes rezando, para desta sorte serem ouvidas, e despachadas por Deus.

Texto retirado da Obra “Missão Abreviada”, do Padre Manoel José Gonçalves Couto

RECRUTAMENTO DE BISPOS: A SURPREENDENTE OBSERVAÇÃO DO CARDEAL OUELLET

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Se alguém aspira ao episcopado, deseja uma boa função“, escreve o apóstolo São Paulo (1Tim 3,1). Quase dois mil anos depois, essa aspiração parece ser mais rara, acredita o cardeal Marc Ouellet, prefeito da Congregação para os Bispos. 

O prelado explica: “Quando cheguei à Congregação para os Bispos há quase uma década, um em cada dez recusava o episcopado, citando razões pessoais entre outras. Agora, são três vezes mais.” O cardeal acrescenta: “Talvez isso se deva ao fato de que eles não se sentem capazes, que lhes faltem fé ou que tenham dificuldades pessoais; ou então preferem não correr o risco de prejudicar a Igreja”. 

Essa situação, continua Mons. Ouellet, deve estar relacionada à “crise geral de fé” predominante em grande parte do mundo, que também se manifesta “no casamento, na vida consagrada, na vida sacerdotal e na cultura”. Essa lúcida constatação não chega a questionar a orientação da Igreja há mais de cinquenta anos. Não há ligação entre a crise geral da fé, do sacerdócio, da vida religiosa e da moral católica e as profundas reformas empreendidas em nome do Concílio Vaticano II?  

Criado cardeal em 2003 por João Paulo II, Mons. Ouellet foi chamado a Roma por Bento XVI em 2010. Sua análise permanece, de fato, sucinta e “bergogliana“. Assim, desenhando o retrato-falado do candidato ideal para o episcopado, ele afirma: “não basta enfatizar as verdades da fé, porque a cultura mudou muito nos últimos quarenta anos, uma nova era de diálogo se abriu”

Usando elementos da linguagem caras ao Papa Francisco, o alto prelado lembra que a Igreja precisa de “menos professores do que pastores, que têm empatia e estão interessados ​​nos pobres e nas periferias“. Palavras vazias que ignoram as soluções reais. 

Por outro lado, a lei da Igreja enumera as qualidades daqueles que são chamados ao episcopado: eles devem ter “boa moral e ter piedade, zelo pelas almas, prudência e outras qualidades que os tornam aptos para governar uma diocese”; eles devem dedicar seus esforços “à preservação da pureza da fé e dos costumes do clero e do povo, especialmente entre as crianças e pessoas menos instruídas; devem garantir que a educação de crianças e jovens seja dada de acordo com os princípios da religião católica.” (Cânones 331 a 336 do código de 1917). 

O que a Igreja precisa para sair da crise geral de fé são os bispos santos, fiéis aos deveres de seu ofício de conservar e transmitir a pureza da fé e dos costumes. 

ORAÇÃO PARA A PASSAGEM DO ANO

Resultado de imagem para rezando joelhoMeu Jesus  adorado, queremos vos oferecer nesta hora em que o tempo vira uma página da história dos homens, nosso olhar e nossas orações, contemplando o Mistério do Natal, do Vosso Presépio, onde nascestes para nos salvar.

E assim como fostes não mais do que uma frágil criança, dependendo em tudo de Vossa Mãe Santíssima e de S. José, Vosso Pai adotivo, assim queremos ser, diante de Vós e de Vosso Pai.

Antes  de tudo, queremos agradecer por todas as graças que recebemos ao longo deste último ano, graças de perdão, graças de amor, vindo em nossos corações pela Santa Comunhão. Também por todas as forças e ajudas que recebemos de Vós para bem realizar nossas obrigações e deveres, tanto materiais quanto espirituais.

Nós sabemos, ó Bom Jesus, que por causa do abandono em que vos deixamos por nossos pecados, tudo o que temos nos vem da pobreza da gruta em que nascestes, da Cruz que  aceitastes por nossa causa. E que, pela gloriosa Ressurreição alcançaremos, nós também, o Céu onde habitais.

Hoje o mundo se prepara para festejar um ano que termina, outro que começa. Nós queremos nos lembrar, antes de tudo, que foi o Vosso nascimento em Belém que deu origem a todos os séculos. Ali, naquela hora sublime,  o tempo parou de contar para dar início a uma nova era, marcada por Vossa presença sobre a Terra.

É assim que queremos viver todos os dias, lembrando que um dia, estivestes pisando o pó das nossas estradas, falando com nossa gente, morrendo sobre uma Cruz para  mostrar o caminho do Céu. Dessa lembrança virá nossa felicidade neste novo ano.

Que este ano bom seja para nós e para todos os nossos queridos pais, parentes e amigos, de verdadeira felicidade e sincera paz, e que os fogos e festejos dessa hora só nos faça estar mais próximos do tempo sem fim da Vossa Eternidade.

FRANCISCO E NOSSA SENHORA CORREDENTORA

Resultado de imagem para nossa senhora corredentora"Pe. João Batista de A. Prado Ferraz Costa

A cada dia que passa torna-se mais evidente a insensatez de certos católicos conservadores que afirmam que, diante das inúmeras declarações desconcertantes e dos ensinamentos heterodoxos do papa Francisco, a única atitude correta (deveriam confessar, a única atitude cômoda), a única postura coerente de um católico é limitar-se a rezar pelo papa, disfarçando ao máximo seus desvios, numa dissimulação, num acobertamento de seus erros. Ao contrário dessa posição cômoda, que evita os dissabores de todo tipo de perseguição, Santa Catarina de Sena, que chamava o papa “o doce Cristo na terra”, dizia que o silêncio tudo corrompe.

Como ficar calado quando vemos a dignidade excelsa de nossa Mãe Maria Santíssima rebaixada por uma recente declaração de Francisco Bergoglio que disse que é uma “tonteria” proclamar Nossa Senhora Corredentora? Impossível guardar silêncio em face de quem tripudia sobre o título mais glorioso da Rainha dos Mártires.

Se o papa, em tom sereno e digno, se reportasse às dificuldades teológicas que o título de corredentora atribuído à Maria Santíssima implica, acataria respeitosamente as palavras do Santo Padre. Mas não é o caso.

A declaração infeliz de Francisco exige uma reparação pública, porque qualquer palavra, qualquer gesto tendente a diminuir a dignidade da Medianeira de todas as graças – a qual não é um simples membro ilustre do corpo místico de Cristo que intercede pelos seus filhos, como pretende a teologia modernista -, sobre ser suspeita de heresia, é nociva à piedade das pessoas mais simples e contradiz a doutrina tradicional resumida nos célebres dizeres de São Bernardo: De Maria nunquam satis.

É verdade que o título de corredentora suscita certas dificuldades, coisa admitida por  teólogos abalizados como o cardeal Pietro Parente no Dizionário di Teologia Dommatica (cf. verbete “Corredentrice”, Roma, 1957), mas não se trata de dificuldades insanáveis. Continuar lendo

FIDELIDADE NA TEMPESTADE – PALAVRAS DE D. LEFEBVRE

“Se tivermos que sofrer o martírio moral que supõe ser, de certo modo, desprezados e repreendidos pelos que deveriam ser nossos pais na fé, pois bem, vamos encarar esse sofrimento e antes de tudo guardemos a fé”.

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Se temos que sofrer, pois bem, soframos por nossa fé! Não somos os primeiros: quantos mártires antes de nós sofreram para manter a fé! Deus o quer e também a Santíssima Virgem, que é nossa mãe. Como somos da família da Virgem, queremos manter a fé que Ela sempre professou. Existe algo no coração da Virgem que não seja o nome de Nosso Senhor Jesus Cristo? Pois bem, também queremos ter em nossos corações um único nome, o nome de Jesus, assim como a Santíssima Virgem.

Temos certeza de que um dia a verdade voltará. Não pode ser de outra forma, porque Deus não abandona sua Igreja.

Portanto, sem nenhuma rebelião, amargura ou ressentimento, prossigamos nosso trabalho de formação sacerdotal à luz do magistério de sempre, convencidos de que não podemos prestar maior serviço à Santa Igreja Católica, ao Sumo Pontífice e às gerações futuras.

Trabalhando assim, com a graça de Deus, o socorro da Virgem Maria, de São José e de São Pio X, estamos convencidos de que permanecemos fiéis à Igreja Católica e Romana e a todos os sucessores de Pedro, e que somos dispensadores fiéis dos mistérios de Nosso Senhor Jesus Cristo, pelo Espírito Santo.”

+ Monsenhor Marcel Lefebvre

Retirado do livro: A Missa de Sempre

EXCELENTE TEXTO PARA RELEITURA: AS SETE IGREJAS E AS SETE IDADES

seteO Apocalipse relata o estado das sete igrejas da Ásia, para as quais São João teve de escrever, com o fim de lhes comunicar advertências para sua salvação. Ora, as sete igrejas figuram as sete épocas ou sete idades da Igreja universal, desde a Ascensão do Senhor até o Segundo Advento. Todas se denominam por nomes místicos que designam profeticamente o traço característico de cada uma das épocas.

A primeira igreja é a de EFÉSIO (2, 1-7). Em grego, Efésio significa impulso, o princípio da expansão ou do direcionamento a uma finalidade. Esse nome convém à idade apostólica, pois que os apóstolos pregaram por todo o mundo, com crescente êxito, após receberem o sopro impetuoso do Espírito Santo; Deus os ajudava, confirmando suas palavras com sinais. Mas a advertência epistolar convém igualmente, nesta época de que falamos, aos falsos apóstolos mencionados amiúde por São Paulo, e à seita dos nicolaítas, fonte primeva do gnosticismo impuro, criada por um dos sete primeiros diáconos.Escrito ao anjo a Igreja de Éfeso: Conheço tuas obras e teu trabalho… tu provaste os que se declaravam apóstolos e não o eram, apanhaste-os em mentira… Contudo, tens em testemunho de teu fervor o ódio pela obras dos Nicolaítas, obras que eu também odeio etc.

A segunda igreja é a de ESMIRNA (2, 8-11). Este termo designa a mirra, e também a idade durante a qual, em razão da crueldade das perseguições e da grande amargura das tribulações, se cumpriu na Igreja o que predissera a boca profética: a mirra caiu gota a gota de minhas mãos, e meus dedos estão cheios da mais excelente mirra (Ct 5, 5). Por isso, afirma o anjo à igreja de Esmirna: Eis que o diabo vai lançar alguns dentre vós no cárcere, para vos pôr à prova, e vossa aflição durará dez dias, significando claramente as dez perseguições gerais.

A terceira igreja é a de PÉRGAMO (2, 12-17). Célebre por sua literatura profana, Pérgamo é a cidade que deu origem ao pergaminho, batizando-o com seu nome. Quando alguém se refere à “pele de Pérgamo”, mais conhecida sob o nome de pergaminho, logo vem ao espírito os livros publicados e os embates e controvérsias travados com a pluma. Corresponde a igreja de Pérgamo à terceira idade, à época de Constantino, em que cessaram as perseguições cruéis aos santos e doutores, e se propagaram também as grandes heresias que satã perpetrara – os arianos, os maniqueus, os pelagianos, os nestorianos etc.. Deus suscitou grandes homens para defender a verdade, homens dignos de eterna memória: Atanásio, Basílio, Gregório Nazianseno, Ambrósio, Jerônimo, Agostinho, os dois Cirilos, e muitos outros ainda, que ilustraram magnificamente a fé católica em seus escritos. Logo, é de justiça que Pérgamo represente a terceira idade. É de justiça que se enviasse a advertência ao anjo desta igreja que, apesar de louvada pela constância da fé, está de contínuo exposta a grandes perigos, visto que habita na sé do trono de satã, havendo de se defender do sítio das doutrinas heréticas: Escrito ao anjo da igreja de Pérgamo: eu sei que habitais na sé do trono de satã, e que preservastes meu nome e não renegastes a fé etc.. Continuar lendo

CONFERÊNCIA PADRE HESSE 1: SOBRE A VALIDADE OU INVALIDADE DA NOVA MISSA E A ECCLESIA DEI

Padre Gregory Hesse S.T.D., J.C.D., S.T.L., J.C.L., Canonista, Doutor em Teologia Tomística, amigo e secretário pessoal do Cardeal Stickler no Vaticano de 1986-1988 .

Pe. Hesse conheceu aproximadamente 45 Cardeais enquanto estudava e trabalhava em Roma por 15 anos. Possui um conhecimento amplo e substancial da Crise da Igreja .

Ele nasceu em Vienna, Áustria em 1952, tendo parentesco sanguíneo com a linhagem real dos Habsburgos. Foi ordenado em 21 de novembro de 1981 na basílica de São Pedro e conquistou Licenciatura e Doutorado em direito Canônico e Teologia pela Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino (Angelicum) de Roma após conhecer a Tradição e perceber a Crise na Igreja, afastou-se do Novus Ordo e aproximou-se da Fraternidade Sacerdotal São Pio X trabalhando para a mesma na Europa, traduzindo e gravando áudios das homilias de Dom Marcel Lefebvre para utilização dos seminaristas de Zaitzkofen sob o comando do Pe. Franz Schmidberger.

O padre Gregorius Henricus Laurentius Diego Dagobertus Hervinus Hesse (conhecido como Gregorius Hesse ou Gregory Hesse) moreu em 25 de janeiro de 2006 de um derrame fulminante decorrente de seu diabetes e hipertensão. Pe. Hesse deixou muitas conferências e entrevistas em vídeo e áudio quem fez nos EUA demonstrando seu profundo conhecimento e Amor por Nosso senhor Jesus Cristo, por Maria Santíssima e pela Igreja.   

50 ANOS DA DECLARAÇÃO DO PE. CALMEL

Há cinquenta anos, o Pe. Calmel escrevia esta declaração para proclamar publicamente sua escolha de recusar o novus ordo de Paulo VI e de manter a Missa de sempre.

A MISSA TRADICIONAL

Eu conservo a MISSA TRADICIONAL, aquela que foi codificada, não fabricada, por São Pio V no século XVI, conforme um costume multissecular. Eu recuso, portanto, o ORDO MISSAE de Paulo VI.

Por quê? Porque na realidade, este Ordo Missae não existe. O que existe é uma Revolução litúrgica universal e permanente, patrocinada ou desejada pelo Papa atual, e que se reveste, momentaneamente, da máscara de Ordo Missae de 3 de abril de 1969. É direito de todo e qualquer padre recusar-se a vestir a máscara desta Revolução litúrgica. Julgo ser meu dever de padre recusar celebrar a Missa num rito equívoco.

UMA REFORMA REVOLUCIONÁRIA

Se aceitarmos este rito, que favorece a confusão entre a Missa católica e a Ceia protestante — como o dizem de maneira equivalente dois cardeais e como o demonstram sólidas análises teológicas — então cairemos sem tardar de uma Missa ambivalente (como de fato o reconhece um pastor protestante) numa missa totalmente herética e, portanto, nula. Iniciada pelo Papa, depois abandonada por ele às igrejas nacionais, a reforma revolucionária da Missa seguirá sua marcha acelerada para o precipício. Como aceitar ser cúmplice?

Perguntar-me-iam: Mantendo a Missa de sempre, em oposição a todos e contra todos, o senhor refletiu a que se expõe? Sim. Eu me exponho, se assim posso dizer, a perseverar no caminho da fidelidade a meu sacerdócio, e, portanto, prestar ao Sumo Sacerdote, nosso Supremo Juiz, o humilde testemunho de meu oficio de padre. Exponho-me a dar segurança aos fiéis desamparados, tentados de cepticismo ou de desespero. De fato, todo e qualquer padre que conserve o rito da Missa codificado por São Pio V, o grande Papa dominicano da Contra-reforma, permitirá aos fiéis participar do Santo Sacrifício sem equívoco possível; comungar, sem risco de ser enganado, o Verbo de Deus Encarnado e imolado, tornado realmente presente sob as sagradas espécies. Aliás, o padre que se submete ao novo rito, inteiramente forjado por Paulo VI, colabora, de sua parte, para instaurar progressivamente urna Missa falsa, em que a presença de Cristo já não será real, mas transformada num memorial vazio; e por isso mesmo o Sacrifício da Cruz já não será real e sacramentalmente oferecido a Deus; enfim, a comunhão não passará de uma ceia religiosa em que se comerá um pouco de pão e se beberá um pouco de vinho; nada mais do que isso; como entre os protestantes. Continuar lendo

29 DE NOVEMBRO: ANIVERSÁRIO DE NASCIMENTO DE MONS. MARCEL LEFEBVRE

Resultado de imagem para MARCEL LEFEBVRE"Na quarta-feira, 29 de novembro de 1905, nasceu em Tourcoing Marcel Lefebvre, terceiro filho de René Lefebvre e Gabrielle. Já era muito tarde para batizar o recém-nascido. Assim, foi no dia seguinte, na festa do apóstolo Santo André, que Marcel, François, Marie e Joseph foram levados à fonte batismal da igreja de Notre-Dame.

D. Tissier de Mallerais escreve:

A mãe nunca esperou estar de pé para ter seus filhos batizados. A família foi sem ela à igreja, e foi apenas em seu retorno que ela consentiu em beijar o bebê, renascido para a vida divina e adornado a com graça santificante. Ao abraçar Marcel, a quem sua empregada Louise lhe apresentou, ela foi iluminada por uma daquelas intuições que lhe eram habituais e disse: “Este terá um grande papel a desempenhar na Santa Igreja junto ao Santo Padre“.

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Para saber mais sobre sua vida há um DOCUMENTÁRIO em vídeo que pode ser adquirido clicando AQUI ou AQUI

Há também um SITE DA FSSPX DEDICADO À D. LEFEBVRE

E em nosso blog uma PÁGINA COM O RESUMO DE SUA VIDA e dois de seus livros que são importantíssimos no entendimento da crise na Igreja: CARTA ABERTA AOS CATÓLICOS PERPLEXOS e DO LIBERALISMO À APOSTASIA.

EM FÁTIMA, O CATECISMO DE NOSSA SENHORA: CONSOLAR A DEUS

Nossa Senhora apareceu na Cova da Iria para lembrar ao mundo que a “única coisa necessária” consiste em buscar, em primeiro lugar, todo o reino de Deus e Sua justiça.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Isso significa que devemos prestar a Deus o que lhe é devido: toda honra e toda glória. Se sua majestade é ofendida pelo orgulho do homem, então a justiça consiste em perfeita reparação à sua majestade ultrajada, através da penitência, da expiação e de todos os atos que restauram a ordem verdadeira.

Qual é então a resposta mais perfeita que podemos dar, pobres pecadores confrontados com a agonia de Nosso Senhor e Sua cruel paixão? Qual, então, poderia ser esse ato perfeito de amor que Deus nos pede em seu primeiro e maior mandamento? Nosso Senhor mesmo nos dá a resposta: “Busquei em vão a compaixão, busquei um consolador, mas não encontrei ninguém“. A devoção ao Seu Sagrado Coração não é senão um ato de reparação e de expiação a fim de consolá-Lo. O coração repleto de amor diz a Nosso Senhor: “Se em todos os lugares onde Vós bateis ninguém Vos responde, se Vós fostes expulso da sociedade, das instituições, das famílias e até mesmo de Vossas próprias igrejas, se Vós estais sozinho e desprezado, Vós, o Criador e Mestre de tudo, então desejo abrir-Vos largamente o meu coração, oferecer-Vos conforto e refúgio, para que Vós sejais bem-vindo, certamente pobre, mas sincero, onde podeis descansar Vossa cabeça e encontrar um lugar de descanso. Quanto mais Vos rejeitarem, mais Vos quero receber; quanto mais Vos esquecerem, mais eu quero lembrar de Vós; quanto mais distantes estão de Vós, mais quero me voltar a Vós; quanto mais desprezam o Vosso amor, mais eu quero honrá-Lo; quanto mais encherem Vossa alma de tristeza e lágrimas, mais quero consolar-Vos! 

Nossa Senhora escolheu as crianças de Fátima para nos ajudar a entender a grandeza e a importância desses desejos do coração. O pequeno Francisco não foi capaz de levar uma vida de missionário ou de monge contemplativo; ele só podia oferecer suas simples orações e seus sacrifícios, assim como Santa Verônica só podia apresentar um lenço a nosso Senhor torturado e desprezado. Externamente, essas coisas não são nada, mas interiormente há um ato supremo de amor que deu à Verônica o mérito de tornar-se santa e de ver Cristo com seu rosto sofrido impresso não apenas em seu véu, mas em sua própria alma. E quem, entre nós, não é capaz de imitar as ações simples de uma pequena criança para consolar Nosso Senhor e Nossa Senhora?

Como o mundo nega a glória e a honra devidas a Deus, é necessário fazer um ato de reparação. Isto é feito principalmente através do amor, e o primeiro ato de amor é estar com o Ser amado, de Lhe contemplar e viver sempre em Sua presença. O segundo ato de amor é reparar a ofensa por um movimento oposto. Talvez não haja nada mais emocionante do que o coração agradecido de uma criança que deseja dar alegria ao seu pai e à sua mãe e que os consola com um sorriso e uma chama ardente de amor.