CARÁTER FIRME E NOBRE

Resultado de imagem para moça catolicaCaráter é um modo de pensar e agir adquirido por decidida determinação da vontade, que domina as faculdades da alma e lhe imprime um constante equilíbrio moral. Será um louvor para ti a afirmação de que possuis um caráter firme e positivo; pelo contrário, será uma afronta, o afirmar que não tens caráter. Somente quem possui caráter firme e nobre merece a nossa confiança em qualquer circunstância. Quem confia num homem sem caráter, se verá de ordinário amargamente enganado. Viver ao lado de pessoas de caráter nobre é sobremodo agradável e benéfico; essas pessoas nos comunicam coragem para o bem e confiança no futuro. Ao invés, o tratar com pessoas de mau caráter torna-nos a vida difícil; sentimo-nos como que apertados num cárcere e atormentados pelo desassossego e aborrecimento. Pelos benefícios que influi do bom caráter, podes deduzir quão importante seja que desde a meninice trabalhes na formação e enobrecimento do teu caráter.

Quão são, pois as qualidades do caráter para que se possa denominá-los bom?

1ª – FIRMEZA E INFLEXIBILIDADE

Não sejas como o caniço ou o salgueiro, que se curva profundamente, ao sabor do vento. Sê como o robusto e vigoroso carvalho, que ergue livre e corajoso a sua fronde para o alto, em direção ao céu. Forte e inabalável! Tempestades e tormentas sacodem-no sem cessar, esbravejam em torno daquela soberba copa, agitando-lhe os galhos e a folhagem, e não obstante, mantêm-se o tronco rijo, tranqüilo e imóvel, como nos dias calmos e lindos da primavera. Não há quem o vergue nem arranque nas tempestades; embora os esguios pinheiros e outras árvores, que o circundam, venham abaixo com estrondo, o carvalho persiste ereto e desafia qualquer embate dos vendavais.

Semelhante ao carvalho conserva-te também inflexível, permanece forte e firme em teus bons princípios, inabalavelmente fiel, tanto no próspero como no adverso, nas afrontas e perseguições, nas tempestades e tormentas, nos perigos e tentações.

É o Cristianismo rico em pessoas desta natureza. Lembra-te dos santos mártires dos primeiros séculos da Igreja. Não permitiam que nada lhes abalasse ou quebrantasse a convicção; nem o suplício da tortura, nem as chamas das fogueiras, nem a fúria dos animais ferozes. Se quiseres adquirir tamanha firmeza de caráter, cumpre que te habitues, desde a juventude, a não seguir, em teu proceder a vontade dos homens caprichosos, e sim o desejo de Deus eterno e imutável, que te julgará depois da morte. Esta há de ser sua divisa: “Deve-se antes obedecer a Deus que os homens” (Atos, 5 29) Continuar lendo

DO HORROR DO PECADO MORTAL

Imagem relacionadaO mal que uma grossa saraivada produz num formoso campo de trigo, e que um furacão produz numa árvore cheia de flores, o mesmo mal produz o pecado mortal na infância. Ficai-o sabendo, ó mães cristãs, tanto para interesse de vossos filhos, como para vosso próprio interesse,— «há só uma desgraça séria e temível, uma única prova terrível: o pecado. Os laços que os inimigos nos estendem, os ódios com que nos perseguem, as injustiças, as calúnias, a espoliação de nossos bens, o exílio, as guerras, as tempestades do mar, o terramoto do mundo inteiro, tudo isso é nada. Todos esses males são momentâ­neos; apenas prejudicam o corpo, mas não fazem mal à alma. Mas o pecado mortal rouba-nos a amizade de Deus, e prepara-nos a eterna condenação. 

E o pior é que, com quanto os seus dentes sejam mais mortíferos que os do leão, o pecado lisonjeia a nossa natureza perversa. É um veneno que se oferece à infância, com a doçura do mel, é um precipício cuja profundidade se não pode ava­liar, por causa das flores que lhe cobrem a boca da entrada. A criança bem cedo chupará este pérfido veneno; querendo colher estas cruéis flores, rolará no abismo que elas cobrem, se a sua mãe não tiver tido o cuidado de lhe dizer e repetir: — Ah! meu filho, nunca aproximes os teus lábios deste copo envenenado. Foge destas flores, que estão a ocultar-te um abismo». Todas as santas mães sempre assim o compreenderam. E que vivas e comoventes exortações não empregaram elas, para inspirarem a seus filhos o horror ao pecado? Quem não conhece as sublimes palavras, que dirigia a S. Luís, ainda criança, sua mãe a rainha Branca de Castela? «Meu filho, eu antes queria ver-te morto a meus pés, do que ver-te cometer um só pecado mortal».

Ainda existem, e em maior número do que realmente se pensa, novas Brancas de Castela, es­creve o Padre Ventura. Apenas falaremos duma destas mães heróicas, que conhecemos. É Virgínia Bruni. Tinha ela três filhos: um menino e duas meninas Ora, todas as noites, depois da oração que lhes fazia rezar em comum, e na sua presença, levantava a voz, e em tom enérgico, dizia : «Meu Deus, ponde de parte o meu amor por estas crianças e permiti que todas três morram na minha pre­sença, antes que tenham a desgraça de cometer um só pecado mortal». Educadas assim no santo temor Deus, não admira que estas felizes crianças, viessem a ser três santos, por morte de sua mãe… O me­nino de então é hoje um sacerdote; a mais nova das meninas é religiosa professa, e a outra edifica o mundo pela sua piedade, visto que a sua débil constituição lhe não permitiu entrar na vida clausural. Continuar lendo

A MULHER SEM ALMA

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Régine Pernoud

Em 1975, “ano internacional da mulher”, o ritmo de referências à Idade Média tornou-se estonteante; a imagem da Idade Média, dos tempos obscuros de onde se emerge, como a Verdade de um poço, impunha-se a todos os espíritos e fornecia um tema básico para os discursos, colóquios, simpósios e seminários de todos os tipos. Como eu mencionasse, um dia, em sociedade, o nome de Eleonora de Aquitânia, obtive logo aprovações entusiásticas: “Que personagem admirável! — exclamou um dos presentes. Numa época em que as mulheres só pensavam em ter filhos…”. Eu lhe fiz uma observação sobre o fato de que Eleonora parecia haver pensado assim pois teve dez e, considerando sua personalidade, isto não poderia ter ocorrido por simples advertência. O entusiasmo tornou-se um pouco menor.

A situação da mulher, na França medieval, é na atualidade assunto mais ou menos novo: poucos estudos sérios lhe foram consagrados, pode-se mesmo dizer que se os poderia contar pelos dedos. A sociedade Jean Bodin, cujos trabalhos são tão notáveis, editou em 1959-1962 dois grossos volumes (respectivamente 346 e 770 páginas) sobre a mulher. Todas as civilizações são sucessivamente examinadas. A mulher é estudada na sociedade do Sião, ou de acordo com os vários direitos cuneiformes, ou no Direito malikité-magrebino, mas, para o nosso Ocidente medieval, não se contam mais do que dez páginas relativas ao Direito canônico, outras dez ao período que vai do século XIII ao fim do século XVII, um estudo consagrado aos tempos clássicos até o Código Civil, um outro, a monarquia Franca, e trabalhos mais pormenorizados sobre a Itália, a Bélgica e a Inglaterra, na Idade Média. E eis tudo. O período feudal é completamente esquecido.

É igualmente inútil procurar nesta obra um estudo sobre a mulher nas sociedades célticas, onde, estamos certos, ela tinha um papel contrastante com o confinamento a que estava sujeita nas sociedades do tipo clássico greco-romano. No que se refere aos celtas, para os historiadores de nossa época, o homem e a mulher se encontravam num pé de igualdade completa, tanto que não se ressalta nunca nem um nem outro. Aos celtas, de uma vez por todas, foi recusado o direito de existir.

No entanto, impõe-se uma imagem, à qual já tive ocasião de me referir (1). Não é, em realidade, surpreendente pensar que nos tempos feudais a rainha é coroada como o rei, geralmente em Reims, às vezes em outra catedral do domínio real (em Sens, como Margarida de Provence), mas sempre pelas mãos do arcebispo de Reims? Dito de outra forma, atribuía-se à coroação da rainha tanto valor quanto à do rei. Ora, a última rainha a ser coroada foi Maria de Medicis; ela o foi, aliás, tardiamente, em 1610, na véspera do assassinato de seu marido, Henrique IV; a cerimônia ocorreu em Paris, segundo um costume consagrado nos séculos anteriores (atingir Reims representava então um feito militar por causa das guerras anglo-francesas). E, além disso, desde os tempos medievais (o termo é tomado aqui em oposição a tempos feudais), a coroação da rainha tinha-se tornado menos importante que a do rei; numa época em que a guerra se alastrava pela França de forma endêmica (a famosa Guerra dos Cem Anos), as necessidades militares começaram a ter primazia entre todas as preocupações, por ser o rei, antes de tudo, o “chefe da guerra”. Tanto assim é que, no século XVII, a rainha desaparece literalmente da cena em proveito da favorita. Basta lembrar qual foi o destino de Maria Teresa ou o de Maria Leszcynska para se convencer. E quando a última rainha quis retomar uma parte deste poder, lhe foi dada ocasião de se arrepender, pois ela se chamava Maria Antonieta (é justo lembrar que a última favorita, a Du Barry, reuniu-se à última rainha no cadafalso). Continuar lendo

ESPECIAIS DO BLOG: CORRIJA SEU FILHO

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Em mais uma “Operação Memória” de nosso blog, trazemos novamente os links para capítulos do Livro: Corrija seu Filho, do Pe. Álvaro Negromonte que, com exemplos, orientações e uma excelente didática, mostra uma maneira católica de educar os filhos.

DO TEMOR DE DEUS

Imagem relacionadaO temor de Deus é o princípio da sabedoria.

«Ensinai à criança desde a sua mais tenra moci­dade, escrevia Bossuet, e por assim dizer, desde o berço, o santo temor de Deus.» Com esta virtude, vir-lhe-ão ao mesmo tempo, todos os outros bens.— «Não é efetivamente, pergunta Mgr. Dupanloup, este temor religioso que inspira à criança o amor do trabalho, a pureza dos costumes, a docilidade, o respeito para convosco, e o respeito para com ele próprio? Que é o pudor, tão belo e tão puro na fronte da mocidade, tão santo e tão nobre nos olhares da idade madura, tão venerável sob os cabelos brancos do velho, senão a mais elevada deli­cadeza do respeito, e do temor de Deus?… Sejam quais forem os defeitos, direi mesmo os vícios natu­rais de uma criança…. se nós pudermos abrir o seu coração ao amor e ao temor de Deus, tudo se torna fácil, com o tempo e com a paciência, e então es­pero tudo, não só pelo presente, mas especialmente pelo futuro.»

Lê-se nos livros santos que o patriarca Tobiasy tendo tido um filho a que deu o seu nome, ensi­nou-lhe a temer a Deus, desde a infância, e a abs­ter-se de todo o pecado.» Mais tarde, este santo velho julgando a morte próxima, chamou o filho e disse-lhe: — «Escuta meu filho, as palavras do teu pai: conserva Deus no teu espírito todos os dias da tua vida, e guarda-te de consentir em algum pecado e de violar os preceitos do Senhor. Passamos, é ver­dade, uma vida pobre, mas teremos muitos bens, se temermos a Deus, e fugirmos de toda a iniqui­dade.»

Não é assim que raciocinam hoje alguns pais indiferentes. Conservando por seus filhos, não sei que solicitude, preservando-os com cuidado do cer­tas desordens, que o próprio mundo sabe exterminar, nada lhes dizem, acerca do respeito que devem a Deus e à Sua lei. Insensatos! edificam sobre areia, vêem menosprezada a sua autoridade, que só o temor de Deus pode fazer respeitar, e deixam os seus filhos, sem defesa, contra os ataques do demônio, do mundo e da carne ! «Ai das educações, exclama o ilustre bispo de Orleans, a que não preside o santo nome de Deus, e onde raras vezes se fala nele.» Ai das mães que não sabem inspirar o temor de Deus a seus filhos! Preparam para si próprias um cálice de amargura bem cheio de lágrimas e de dores! Continuar lendo

O AMOR À VERDADE

Imagem relacionadaO célebre presidente dos estados Unidos, Jorge Washington, quando contava seis anos, recebeu de presente uma machadinha com a qual ia desbastando tudo quanto encontrava; maltratou a tal ponto uma cerejeira inglesa, tirando-lhe a casca, que a árvore devia fatalmente morrer. Na manhã seguinte, quando o pai viu a sua querida árvore em tão lamentável estado, tomou-se de furor e perguntou quem havia praticado aquela ação bárbara. Aparece, entretanto o pequeno Jorge com sua machadinha, e o pai intuiu imediatamente, que este era o culpado. Á vista disso, indagou sério:

– “Jorge, não sabes quem assim maltratou está árvore?” O menino deteve-se por alguns momentos, mas em seguida respondeu com franqueza:

– “Não posso mentir, papai, sabe que não posso mentir, golpeei-a com esta machadinha”.

A resposta abrandou a cólera do pai que, profundamente comovido, assim lhe falou: -“Vem a meus braços, filhinho! O dano que fizeste à árvore reparaste-o, agora, mil vezes com a tua sincera confissão; pois, tal amor à verdade é mais precioso do que milhares de árvores, ainda quando carregadas de frutos saborosos”.

Sim, o amor à verdade é uma bela virtude que te recomendo com toda a energia, e, por isto desejaria prevenir-te contra o feio vício da mentira.

1º – Não mintas – a mentira é abominável a Deus.

Com efeito, Deus é Verdade, a mais pura e a mais límpida, e absolutamente, não pode mentir. Eis porque detesta, em nós, a mentira; esta lhe contraria a essência e se opõe ao escopo que Ele teve em mira ao dar-nos ao dom da palavra. Esta faculdade preciosa, certamente, não nos foi concebida, para camuflar a realidade com a aparência e o engano. A mentira é, portanto, uma subversão da ordem divina, uma revolta contra Deus. Satanás, o primeiro que se insurgiu contra Deus, foi por isso mesmo o primeiro mentiroso, “o pai da mentira”, como denominou o Divino Salvador. Visto, opor-se a mentira à essência divina e à sua santa ordem, Deus a aborrece, e assim se exprime séria e severamente na Sagrada Escritura: “Os lábios mentirosos são abominação para o Senhor”. (Prov., 12,22)

2º – Não mintas – a mentira é também, desdouro na perspectiva humana.

Detestemos a mentira, que é contrária à natureza humana. O homem é, inclinado à verdade, repugnam-lhe a mentira e a falsidade. A criança, ainda não corrompida, diz só o que pensa, seus olhos brilhantes são o espelho fiel de sua alma pura e franca. A primeira que profere, revolta-se a natureza íntima da criança e manifesta-se pelo rubor da face que denuncia a confusão. Detestemos a mentira, porque solapa o fundamento da sociedade humana, que são a veracidade e a confiança, mútuas. Continuar lendo

DA OBRIGAÇÃO DE INCUTIR CEDO A VIRTUDE À CRIANÇA

Resultado de imagem para mãe e filha pinturaJá atrás observamos que contentarem-se os pais com ensinar à criança as verdades e os deveres do cristianismo, sem lhes fazerem compreender o espí­rito, sem lhes incutirem a prática da lei de Deus, seria uma obra muito incompleta. Também, depois de ter ordenado à mãe que instruísse os seus filhos, Deus acrescenta: Cultivai-os e vergai-os sob o jugo da virtude, desde a mais tenra mocidade. É preciso efetivamente começar cedo esta cultura do cora­cão, porque é tanto mais fácil ensinar para o bem as crianças, quanto elas são mais novas e mais tenras. Além disso, as primeiras impressões que recebe a criança são as mais vivas e as que ficam mais tempo gravadas no coração. É como um vaso novo, que conserva sempre o cheiro do primeiro lí­quido que conteve. Fénelon queria que se formasse a criança para a virtude, mesmo antes de falar.

«Talvez pensem que exagero, escrevia ele, mas basta considerar quanto, nesta idade, as crianças procuram as pessoas que as afagam, e evitam as que as contrariam, e como elas sabem gritar e calar-se, para lhes darem aquilo que desejam. Pode-se, pois, coligir que elas conhecem desde então mais, do que de ordinário se imagina. Pode-se, pois, logo nessa idade por gestos, inspirar-lhes o amor das pessoas virtuosas e o horror dos defeitos que mostram as outras crianças. Esses princípios não se devem des­prezar.»

Ocupando-se com inteligência das crianças, desde os mais tenros anos, reprimindo-lhes os primeiros movimentos das paixões, implantando na sua alma, como numa terra própria, os germens das virtudes, não hesitamos em afirmar com o imortal arcebispo de Cambrai: — «Por pouco que o seu natural seja bom, podem-se tornar meigas, pacientes, firmes, alegres e tranqüilas; se, porém, se despreza esta educação na primeira infância, tornam-se ardentes e inquietas durante toda a sua vida. Formam-se os costumes; o corpo ainda tenro, e a alma sem outros recursos, voltam-se para o mal. Forma-se neles uma espécie de segundo pecado original que é a origem de mil desordens quando elas crescem. É dessa forma que as silvas nascem e crescem num campo inculto, o quanto mais fértil é o terreno, mais más ervas produz, não sendo cultivado; enquanto que o mais ingrato terreno produz frutos, sendo bem cultivado, e a árvore estéril dá frutos, sendo enxertada. Continuar lendo

NÃO HÁ PORTA FECHADA

Imagem relacionadaAborrece-se muita dona de casa porque o pó lhe entra por toda parte e lhe dificulta manter o asseio na casa. Pior do que o pó é a dor. Não há porta que possa vedar a entrada. Dores físicas, dores morais provenientes das imperfeições pessoais, das justaposições de naturezas dissemelhantes.

É teu lar feliz e risonho? Cuidado! A felicidade em chegando a certa plenitude já começa a tornar-se uma ameaça. O que importa é ter a alma preparada para os momentos dolorosos. A fortuna rodou, a pobreza tornou-se inquilina da casa, as doenças, as desinteligências chegaram de uma só vez, com bagagem e tudo – eis a hora para a esposa cristã e forte amparar o marido.

O marido, diante de tanto infortúnio, sucumbiu, já não é o mesmo homem. E justamente nessa hora nasceu a mulher, pois o ditado afirma “que o sofrimento mata o homem e faz nascer a mulher“.

Cônscia dessa missão, a esposa abafa suas dores, põe nos lábios o sorriso que alegra, põe nas mãos as sedas que acariciam as chagas. Atira-se ao dever e não admite desânimos.

– Deus foi bom para comigo, disse-me um marido, rico outrora e falido agora. Minha senhora sujeitou-se sem queixas e sem desfalecimentos às exigências da derrocada. É a primeira a ajudar-me e por nada tolera que eu desanime. Continuar lendo

ALEGRIA E BOM HUMOR

Imagem relacionadaEstranharás talvez que um religioso te estimule à alegria e jovialidade e pensarás que haveria coisas mais importantes para as quais poderia ele impelir-te. No entanto, quero mostrar-te que também a alegria é um dom de grande preço que um religioso com muita razão pode colocar em teu coração.

1º – Na alegria bem ordenada se esconde uma grande bênção

A jovialidade que te recomendo é uma pacífica e bem fundada alegria, uma irradiação da paz interna e da harmonia que residem no coração. Vem a ser, para ti, um grande bem. Desta alegria diz João Paulo: “A jovialidade é um céu sob o qual tudo prospera, menos o veneno”. Certo que é grande o encômio, mas verdadeiro. A alegria contribui para que os bons germes e disposições naturais do coração se desenvolvam do melhor modo possível.

A primavera é na natureza a quadra da alegria e dos prazeres. Quão afável e doce nos sorri o céu azul! Sobre montes e vales, derrama o sol seus raios dourados, os quais penetram até o íntimo do nosso coração! Os pássaros, com seus cantos alegres e variados, enchem a floresta! Solícita e contente, esvoaça a abelha, de flor em flor para sugar o mel. As flores ostentam sua beleza à nossa vista, amáveis crianças em trajes festivos!

Por toda a parte deparamos alegria e beleza!

Mercê desta alegria, como tudo se desenvolve e prospera na natureza! Então contemplamos o fermentar e germinar, o abotoar e florescer, como se tudo, montes e vales, estivesse cheio de uma vida nova e misteriosa. Como tudo se transforma e modifica, sob a ação do inverno duro e rigoroso, qual fantasma do terror domina por toda a parte, afugentando a fresca vida da natureza. Eis a imagem do que sucede, também, contigo, jovem cristã.

Quando permite que se apodere de ti uma disposição sombria e triste, que te domina por longo tempo, secam-se em teu coração as fontes da vida, como no inverno fenece a natureza. Torvas imagens e tenebrosas impressões descem sobre tua alma qual fria neve; teu espírito se escurece, entibia-se tua vontade e tua fantasia se povoa de melancólicos devaneios. Como poderão desenvolver-se, cheios de esperança, os bons germes, a inclinação para a virtude, que Deus te concedeu? Continuar lendo

ECONOMIA, PARA AS DONZELAS CRISTÃS

Resultado de imagem para donzela cristãO ouro e os bens temporais, principalmente, têm sem dúvida a sua grande importância para cada indivíduo, para a família e para a vida social. Se o cristão, antes de mais nada, deve dirigir seus cuidados para a consecução dos bens celestes, não pode, todavia, mostrar-se indiferente aos bens terrenos e temporais.

Há de esforçar-se por adquiri-los pelo emprego de meios lícitos e de maneira justa, deve sobretudo usar deles conscienciosamente, e de acordo com a vontade de Deus. Não pode, portanto, dissipá-los; cumpre que os empregue com economia.

Sobre a economia desejo agora dar-te uma breve instrução.

1º – A religião cristã exige de ti a economia.

A economia pertence ao número das virtudes que são mais desprezadas e criticadas. Quem não sabe distinguir devidamente a sua renda e as suas despesas e por isso nunca “chega a um ramo verde” (como dizem os alemães), é precisamente o que murmura da economia daqueles que a aconselham e os difama como sovinas. Eis porque não raro acontece que a gente se envergonha da economia e procura escondê-la quanto possível aos olhos do mundo. No entanto, ela merece, como as outras virtudes, todo apreço e cumpriria que a praticassem fiel e retamente todos os cristãos. Sim, mesmo os ricos, até os milionários, devem ser econômicos, naturalmente de maneira diversa da dos burgueses comuns.

O Cristianismo exige de todos nós uma sensata economia. Diz-nos que Deus é o altíssimo Senhor e Proprietário dos nossos bens terrenos, dos quais só nos confiou o uso e administração. Nesta administração e neste uso devemos acomodar-nos à sua vontade infinitamente santa e sábia, que sem dúvida reprova uma dissipação leviana e insensata dos mesmos bens, e que será denunciada, perante o Seu divino tribunal. Eis porque prescreve a Sagrada Escritura: “Tudo quanto entregares conta e pesa: e tudo anota do que deres e receberes”. (Ecli. 12,7). E assim nos exorta outro passo: “No tempo da abundância, lembra-te da pobreza, e das necessidades da indigência no dia das riquezas”. (Ecli. 18,25). Continuar lendo

AMOR A ORDEM E A PONTUALIDADE

Resultado de imagem para donzela cristãDeus confiou à mulher um encargo duplamente importante: santificar a família por sua vida e trabalhos, e dar aos filhos primeira educação. Cumpra ela, conscienciosamente, esse dever, e grande cópia de graças fará fluir sobre a humanidade. Para torná-la apta à sua missão, comunicou-lhe o Criador, a par de outros dons, o amor à ordem e a atenção às coisas pequenas. Exercitar retamente este amor à ordem é, portanto, um dever que Deus exigirá, principalmente dela.

A ordem agrada. Agrada, principalmente, a Deus, Deus ama a ordem, porque Ele mesmo é ordem, a mais maravilhosa e a mais amável harmonia. Unem-se nEle as três Pessoas, numa perfeita unidade de substância; nEle estão todos os atributos em perfeita consonância entre si – a justiça com a misericórdia, a onipotência com a bondade, a majestade com a assombrosa singeleza de Seu amor; todos os Seus atributos infinitos forma a unidade absolutamente perfeita do Seu Ser, numa ordem e harmonia inconcebíveis. Não há nEle a menor sombra de desordem ou dissonância.

Deus ama a ordem. Eis porque comunicou à Sua obra (a natureza) uma ordem admirável. Com quanta precisão os inumeráveis corpos celestes executam as órbitas que o Senhor lhes traçou! Que ordem surpreendente as manifesta na criação das mais pequeninas plantas e dos mais insignificantes insetos, que nós podemos examinar suficientemente apenas com o microscópio! E não estabeleceu também na Sua Igreja, uma ordem santa, uma hierarquia, por meio da qual todos os seus membros, desde o Papa até o último dos fiéis, uns a outros se ligam numa grandiosa e estupenda unidade? Suprima-se esta ordem santa, e dentro em breve perderá a Igreja sua unidade e sua força, e o Reino de Jesus Cristo se malogrará, suas partes dispersarão como o vento que espalha em todas as direções a pedra moída e reduzida a pó.

Assim como Deus ama a ordem, também tu deves ter sempre em vista um método em tua vida e nos teus trabalhos, seguindo assim a admoestação do Apóstolo dos gentios: “Faça-se tudo decentemente e com ordem”. (I Cor. 14,40).

A ordem agrada também aos homens.

Quando entramos num jardim e encontramos tudo bem ordenado, as plantas tratadas com cuidado, as árvores dispostas com perícia e inteligência, ordem e proporção, no desenho dos caminhos, dos canteiros e divisões, imediatamente e desde o primeiro aspecto sentimo-nos cheios de alegria e satisfação, e esta alegria ainda sobe de ponto à medida que dirigimos nossa atenção, para cada coisa em particular. Continuar lendo

FOTOS DA TOMADA DE HÁBITO E PRIMEIROS VOTOS DAS IRMÃS CONSOLADORAS DO SAGRADO CORAÇÃO

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Na sexta-feira, 23 de junho de 2017, Festa do Sagrado Coração de Jesus, foi realizada em Vigne di Narni, no Distrito da FSSPX na Itália, a cerimônia de tomada de hábito e profissão religiosa dos primeiros votos para, respectivamente, 2 postulantes e 3 noviças da comunidade Irmãs Consoladoras do Sagrado coração .

Duas novas noviças tomaram o hábito e receberam como nome: Irmã Maria Madelena do Amor Misericordioso e Irmã Maria Bernadette de Jesus Crucificado. Ao lado delas a irmã Marie Catherineirmã Claire e Irmã Marie Véronique fizeram seus primeiros votos.

Foi o Padre Emmanuel du Chalard, sacerdote da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, Assistente do Superior do Distrito da Itália e Capelão Geral das Irmãs Consoladoras do Sagrado Coração de Jesus (que cuidam de um orfanato e uma escola na Índia) quem oficiou a cerimônia. Estavam juntos a ele uma dúzia de confrades, incluindo Pe. Alain-Marc Nély, Segundo Assistente do Superior Geral da FSSPX e Pe. Robert Brucciani, Superior do Distrito do Reino Unido .

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Há 21 anos, em 1996, quando a cooperação entre comunidade das Irmãs Consoladoras do Sagrado Coração e a Fraternidade São Pio X começou, elas eram 6 religiosas professas. No final de 2016 já eram 16 professas, 5 noviças e 2 postulantes.

– Na Casa Mãe de Vigne di Narni (Itália): 7 professas, 3 noviças e 2 postulantes.

– No Priorado de Montalenghe (Itália): 4 professas.

– No orfanato que mantém na Índia: 5 professas e 2 noviças são dedicam a 70 meninas e 10 idosos ou enfermos.

Elas são ajudadas por voluntários – muitos jovens ocidentais que oferecem vários meses de serviços no orfanato – além dos responsáveis pela cozinha e casa de manutenção, sem contar o motorista, o segurança e o responsável por cuidar de 10 vacas.

O TRABALHO

Resultado de imagem para mulher do lar“Ora et labora – Reza e trabalha!” Era esta a divisa usada por uma antiga Ordem. Quanto mais fielmente os membros daquela Ordem se apegavam a esta divisa, tanto melhor se tornava para a sua virtude e perfeição, para a sua alegria e felicidade, para o bom êxito e prosperidade de seu trabalho. Mas, isto que com proveito se aplica aos habitantes do claustro, tem também a sua repercussão para as pessoas do mundo, e para estas, talvez, com mais vantagens do que para as primeiras. Como já incuti em teu coração o amor à oração, quero agora recomendar-te o trabalho.

1º- Trabalha com fidelidade e diligência; pois o trabalho é um dever.

Já no paraíso o homem devia trabalhar, segundo a vontade de Deus. Está escrito no Gênesis (2,15): Deus, o Senhor, tomou o homem e o colocou no paraíso, para que ele o cultivasse. Aliás, o trabalho, era para o homem uma distração doce e suave. Depois da queda, Deus renovou a ordem, o preceito do trabalho. Dirigindo-se a Adão, que representava toda a humanidade, disse: Comerás o pão no suor da tua face, até que tornes a terra, donde foste tirado. (Gênesis 3, 19). Homem algum está isento da lei do trabalho, nem o rico, nem pobre, nem o rei, nem a mocidade (esta principalmente) que é a primavera da vida, o tempo da semeadura.

Na mocidade é que se deve preparar a terra, para que há seu tempo, se logre colher, com abundância: a mocidade é a quadra em que se deve cuidar da árvore, para que mais tarde não produza frutos amargos, insípidos e envenenados. Na mocidade é que se hão de aprender os meios de ganhar a vida e sustentar-se na idade futura. Se a mocidade transcorre-se na vadiagem, então está perdida, e esta perda é, na maioria dos casos irreparável, irremediável. De modo que, justamente para ti, na tua mocidade, a obrigação de trabalhar é muito séria e importante, e deverás cumpri-la conscienciosamente.

Trabalha com fidelidade e diligência, pois o trabalho é uma honra. Não é de fato uma honra o tornar-se semelhante ao divino Salvador, trabalhar, como Ele o fez? Como Jesus trabalhava com diligência e boa vontade! Na oficina de Nazaré, no decorrer de muitos anos, dia a dia, o suor Lhe gotejou de face, quando com a enxó na mão, desbastava a madeira. Continuar lendo

DONS DO CORAÇÃO

Resultado de imagem para imaculado coraçãoA castidade das jovens é de capital importância para a conservação dos bons costumes na sociedade. Se as moças guardarem, rigorosamente no trajar e em todo o proceder, decoro e modéstia, será este o melhor impulso para a moralidade. Sendo, portanto a pureza de coração do sexo feminino de tamanha importância para a moralização da sociedade, deverás gravar bem, no espírito e no coração, e seguir fielmente as normas expostas neste capítulo.

Tem sempre, em alta estima e grande amor, a castidade; pois ela comunicará à tua alma, antes de tudo, particular beleza e graça. “É, sem dúvida a castidade – como diz São Cipriano – a mais formosa flor no jardim da Igreja, o ornamento da beleza, o encanto da graça e a característica da virgem cristã. É por ela que se produzem, na Igreja, os mais deliciosos frutos, e quanto maior for o número das donzelas puras, tanto mais crescerá a alegria desta mãe espiritual”.

São Francisco de Sales escreve: “A castidade é o lírio entre as virtudes; torna os homens semelhantes aos anjos. Nada há belo que não seja puro, e a beleza do homem é a castidade”.

Muitas vezes nas agradáveis manhãs primaveris és arrebatada pelos encantos da natureza. Para onde quer que teus olhos se dirijam, alegram-se com a vida mais luxuriante; montes e vales atapetados de relva fresca banhadas pelos raios dourados do sol. A pomposa florescência das árvores de cujos galhos, cantores alados lançam no espaço, suas canções argentinas. Milhares e milhares de flores abrem as mimosas corolas, exalando suave perfume. Sim, magnífica e admirável é a terra, com seu ornato da primavera.

No entanto muito mais, bela e mais formosa é a alma juvenil que se apresenta pura aos olhos perscrutadores de Deus, não profanada pelo sopro do pecado, espargindo os fúlgidos raios da graça santificante. É tão bela, que os anjos do céu, com grande prazer, a contemplam, e o próprio Deus que com sua bondade onipotente, criou tudo o que há de belo, no céu e na terra, como que encantado com sua magnificência, exclama: “Oh! Quão formosa é a geração casta com seu brilho! Oh! Quão formosa é a geração casta com seu brilho! Imortal é a sua memória e é louvada diante de Deus e diante dos homens” (Sab, 4.1). Continuar lendo

USURPADORAS DE AUTORIDADE

Resultado de imagem para casal catolico– Escute, meu bem: eu obedecerei a você, unicamente, nas coisas que forem razoáveis e aprovadas por Deus…. – Assim me dizia minha ilustre esposa. Mas porque, ao mesmo tempo, se julgava árbitra do que era razoável e permitido por Deus, ficou minha autoridade reduzida a figura de retórica. De resto, porém, tenho uma mulherzinha adorável. Assim vem classificada por um marido a usurpadora da autoridade na família.

De fato, esta senhora achou uma boa saída para seguir a própria cabeça. Digamos, porém, que o fez para seu juízo e desdouro da sujeição cristã na família. Se os filhos a imitassem, ela veria a autoridade materna reduzida a zero. Será, por ventura, o marido incapaz de saber o que é razoável e lícito aos olhos de Deus?

Outra sorte de esposas há que usurpam a autoridade à força de meiguices e carinhos e até de caretas. Desarmam proibições, arrancam licenças, impedem ordens, porque o esposo se vende por pouca coisa.Essa abdicação feita pelo marido deixa a família à mercê de muita coisa incoveniente. Não faltam as que, de armas na mão, conquistam a autoridade. Para cada exercício de autoridade travam uma escaramuça, discutem, tomam ares de vítima, alegam a independência de outras, têm crises de nervos. Desejoso de se ver livre desses conflitos permanentes, o marido renuncia ao mando, fonte de discórdia. Prefere fechar os olhos e deixar a revoltosa seguir seus caminhos e por eles levar os filhos. Continuar lendo

O TESOURO ESCONDIDO

Resultado de imagem para violetaA violeta, flor tão apreciada e procurada, não apresenta, nas cores de suas pétalas, beleza singular que nos impressione a vista. Possui apenas uma vestimenta simples e completamente lisa. Não procura, por meio de beleza cintilante atrair sobre si os olhos dos homens, mas parece comprazer-se na sua forma pequena e pouco vistosa. Não cresce, por via de regra, nas praças públicas, onde poderia ser divisada por todos, mas de preferência em lugares escondidos, nas orlas silenciosas das matas e ao longo de cercas espinhosas; e ainda nesses lugares procura com suas folhas formar uma espécie de esconderijo, para se furtar as vistas dos transeuntes, e ocultar as suas próprias flores.

Tudo, no entanto, é em vão, pois o aroma suave a denuncia. Se alguém a descobre, não a admira, mas aprecia-a e deleita-se com sua balsâmica fragrância. Esta florzinha, pouco vistosa, mas geralmente querida, é símbolo daquela amável virtude, que tão insistentemente o Espírito Santo recomenda aos cristãos, com estas palavras: “Seja vossa modéstia conhecida de todos os homens”.(Fil., 4,5)

A humildade e a modéstia honram e ornam todos os homens, mesmo o sábio que, por sua sabedoria e seu gênio pasma o mundo; até o príncipe, que governa um grande reino. Sejam tais homens humildes e afáveis, tanto quanto lho permite a posição, e conquistarão de assalto, os corações dos seus compratiotas, granjeando por toda a parte honras e afeições entusiásticas. Mas, se a humildade convém a todo cristão, a todo homem, ela, no entanto, se ajunta principalmente aos jovens e de modo particular à donzela cristã, que deve exercitar-se na virtude, e tantas vezes há de reconhecer e dizer que é uma criatura fraca e inclinada para o mal.

Só onde se encontra a humildade, existe a verdadeira virtude; sem aquela, esta nada mais é que uma aparência vã. O rochedo que levanta orgulhoso o cabeço a uma enorme altura, lá permanece solitário e despido; em vez de reflexos dourados, não apresenta senão gelo e neve. Os campos ondulantes e auspiciosos situam-se, pelo contrário, nas planícies e partes baixas da terra. Continuar lendo

MAU HUMOR – ISSO NÃO É CATÓLICO!

Resultado de imagem para mal humorNo meio de tudo guarde a cristã seu bom humor e calma! – Faltando esse bom humor, os menores desacordos avolumam-se em conflitos e choques. Morre então a união, esfria o mútuo amor. Mau humor só presta para contagiar os outros: marido, filhos e até os animais domésticos. Gato atropelado pela manhã, devido ao mau humor da patroa, anda arredio o resto do dia. Esse “nervo” é mais contagioso do que caxumba e gripe. É belicioso, compra as briguinhas e brigonas, altera o sossego dos pacíficos, espanta o riso e provoca a solidão. Cada um procura um canto seguro dos raios, com receio das descargas elétricas do mau humor. 

O marido vai para a rua, batendo a porta quando é malcriado, ou inventando um pretexto quando é delicado. E lá na rua vai invejar os outros, que têm “esposas mansas e delicadas”. Que perigo há nessa inveja! A criançada cala-se e espia de soslaio a cara feia da mãezinha. Parece uma ninhada … orfã.

E Deus? e a sua benção e os seus anjos da paz?

Explode a força do bom humor! – eis o princípio. É ele uma chave misteriosa que abre todos os corações. Nem o pequeno amuado, nem o marido casmurro, nem a filha grevista, nem a criada vingativa resiste ao invencível bom humor da mãe e esposa e dona de casa. 

Torna-se qual ave cantora ou raio de sol espantando a solidão e as sombras. Logo a criançada interessa-se pela ave cantora, compra esse bom humor e espalha-o pela casa no sorriso barulhento das almas inocentes. Até a graça de Deus conta com esse ambiente. Bom humor, ou paciência sorridente, leitora, custe o que custar! É ele o pão de cada dia que a todo preço precisa ser quebrado para os famintos da alegria de teu lar. É moeda a ser trocada em troco miudo o dia inteiro.

As três chamas do lar – Pe. Geraldo Pires de Souza

TOMADAS DE HÁBITO E PROFISSÕES NAS IRMÃS DA FSSPX

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Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Mais de cem Irmãs – das 195 que compõem a Congregação das Irmãs da Fraternidade São Pio X estabelecidas nos cinco continentes – estavam presentes na festa de Quasimodo, neste 23 de abril de 2017 para os primeiros votos de duas noviças, a tomada de hábito de outras duas e a emissão dos votos perpétuos de três outras religiosas.

D. Tissier de Mallerais, bispo auxiliar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, foi quem oficiou durante uma Missa Pontifical celebrada na Igreja da Abadia de Ruffec, adquirida e restaurada pelas freiras. Ele foi assistido pelos padres Christian Bouchacourt, Superior do Distrito da França como padre assistente e Patrick Troadec e Michel Simoulin como diáconos assistentes.

Em 26 de setembro de 2014, a Congregação fundada pela própria irmã de Dom Marcel Lefebvre, comemorou seus 40 anos de existência .

Deo Gratias!

INSTRUÇÃO RELIGIOSA DOS FILHOS – SUA NECESSIDADE

Resultado de imagem para mãe ensinando filhaNada mais acrescentamos acerca da instrução intelectual, porque não é essa a que hoje mais escasseia. Os pais que a não receberam na sua mo­cidade, lamentam vivamente essa falta; os que a receberam, por sua própria experiência lhe reconhe­cem as vantagens, e todos à porfia a querem procu­rar para seus filhos.

Mas há uma outra espécie de instrução, sobre que devemos mais insistir, porque é mais necessária, e mais desprezada que a instrução intelectual: que­remos falar da instrução religiosa.

É a mãe obrigada em consciência a dar ou a mandar dar a seu filho uma instrução cristã? Não hesitamos em responder: É; é a isso obrigada, é esse um dos mais graves e dos mais sagrados dos seus deveres. Em quantas passagens dos nossos san­tos Livros, reitera Deus aos pais a ordem de instruir os seus filhos nas verdades e nas práticas da reli­gião? «Instruí vosso filho para que ele vos não leve ao desespero» está escrito no livro dos Provérbios. E noutra parte: «Instruí vosso filho, e educai-o com cuidado, afim de que vos não cubra de confusão». E ainda num outro sítio: «Instruí vossos filhos, e desde a sua mais tenra idade, vergai-o sob o jugo da lei de Deus». Os santos doutores, intérpretes da palavra divina, dizem aos pais, com S. João Crisóstomo: «Não te esforces em fazer do teu filho um sábio, mas fá-lo instruir, de forma a fazer dele um cristão. Vós sois, ó pais, os apóstolos de vossas famílias, perten­ce-vos governá-los e instruí-los». Os vossos lábios são os livros onde os vossos filhos devem encontrar o conhecimento dos seus deveres de cristãos.

«Sem a fé, disse o grande Apóstolo, é impossí­vel agradar a Deus» e, por conseguinte, sem ela, é impossível à criança viver da vida da graça. Mas como terá fé essa criança, se não foi instruída nas verdades reveladas? Além disso, a fé sem as obras, é morta, e incapaz, por conseguinte, de abrir o Céu a ninguém. É pois necessário que a criança, ao mesmo tempo que aprende as verdades da fé, seja formada na prática dos deveres, que ela impõe. Continuar lendo

A FIDELIDADE AOS PAIS

Resultado de imagem para mães e filhas modestiaConforme a vontade de Deus deve antes de tudo dedicar aos teus pais amor e fidelidade. São Jerônimo refere-se um belo exemplo desta fidelidade na vida da Santa Eustáquia, filha de Santa Paula, notável dama romana. Segundo conta, ela portou-se em tudo, como boa filha, ternamente amorosa para com a sua mãe. Amava a mãe de todo o coração e se empenhava por imitá-la em todo o bem.

Assinalavam-se, constantemente, por uma voluntária e pontual obediência, e cumpria-lhe prazerosa os menores desejos. Sempre ficava satisfeita, quando podia proporcionar-lhe alguma alegria. Seu maior gosto era permanecer em sua presença e assisti-la, com incansável dedicação e ilimitada diligência, tanto nos dias de saúde, como nos de doença, até o derradeiro momento de sua existência. Tais foram às disposições e o procedimento de uma filha verdadeiramente boa, que tu, donzela cristã, deverás ternamente imitar.

Sim, cumpre com absoluta fidelidade, os teus deveres para com teus pais que, segundo a determinação de Deus são os teus maiores benfeitores. Lembra-te, por um instante que tudo deve agradecer a teus pais. Vê quanto por ti se afadigou teu pai, no decorrer de muitos anos. Todos os dias, pela manhã, erguia-se do leito e, depois de curta oração, encaminhava-se para os duros trabalhos de sua profissão. Quantas pesadas gotas de suor derramou para satisfazer às suas obrigações! Quantas vezes sentia que as forças ameaçavam abandoná-lo, e as mãos denunciavam cansaço! Sem embargo, o pensamento em ti, o amor por ti, estimulava-o sempre a continuar o trabalho, não obstante toda a fadiga.

Enumera, se puderes, os penosos passos que deu por ti, as muitas alegrias e prazeres de que se privou para que nada te faltasse, os gastos incalculáveis que fez para que tivesses o necessário e te instruísses convenientemente. Contempla os duros calos de suas mãos, os sulcos de sua fronte, a gravidade que lhe transparece na face e em todo o ser – tudo isso te fará lembrar uma infinidade de incômodos e cuidados que teu pai suportou por tua causa. Interpela, depois tua mãe, sobre o que tem feito. Responder-te-á: Minha filha, não te posso narrar, é impossível. Horas e dias consecutivos trouxe-te em meus braços, acalentei-te ao meu coração e velei-te no berço; cumulei-te de carícias, antes que tu as pudesses compreender. Tu me fatigaste, muitas vezes; longas horas me roubaste ao repouso noturno pelo qual suspirava e do sono de que eu tanto necessitava. Sustentei a tua fraca vida, alimentei-te e tanta coisa suportei, até que pudesses falar, andar e de algum modo agir por ti mesma. E, que de cuidados eu não sentia por tua vida, quando ela de qualquer modo corria perigo! Como eu oscilava entre a angústia e a esperança, esquecendo o comer e o beber, quando alguma doença te retinha no pequeno leito.
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O RESPEITO HUMANO

Resultado de imagem para filhas de mariaDistinta e rica dama desejava adotar uma filha de Maria, cujo procedimento lhe agradava sobremaneira. Mas estabeleceu como condição que se retirasse da associação mariana e depusesse a medalha da Mãe de Deus. Firme e resoluta, embora gentil e cortês, respondeu a donzela que a esta exigência não satisfaria por nenhum preço: preferia ser filha de Maria, a se tornar rica e notável.

A dama encontrou nesta franqueza e firmeza tanta satisfação, que tomou consigo a jovem e – o que é mais notável – adotou-a para sua própria santificação. O bom exemplo da moça reconduziu-a a piedade e à virtude. Se esta filha de Maria, no seu covarde respeito humano, tivesse satisfeito à exigência da rica dama, mui provavelmente, não voltaria esta para Deus, mas cairia na indiferença religiosa.

Eu desejaria animar-te, jovem cristã, a imitares a firmeza desta filha de Maria, e a jamais te tornares infiel a Deus e aos teus deveres, por causa do respeito humano.

1º – Contentar a Deus, há de ser sempre tua principal preocupação.

“Teme a Deus e observa os seus mandamentos, porque nisto está o homem todo” (Ecl. 12,13). Lembra-te de que Deus é Teu soberano Senhor, a quem tudo deves agradecer e de quem dependes em qualquer circunstância; reflete que dentre poucos anos deverás comparecer perante Ele, que será Teu reto Juiz, a fim de lhe prestar contas de toda a tua vida, e que da Sua sentença dependerá a tua eternidade.

Pondera, ainda mais, que os homens são criaturas frágeis, as quais hoje possuem a vida e amanhã desaparecerão no túmulo, e que da grandeza e fausto do homem mais rico, mais honrado e mais célebre, nada mais restará, senão um punhado de terra e pó. O Padre Clemente Hoffbauer, a um senhor importante, que se ufanava da sua distinta posição, quis um dia fazer-lhe ver o que é o homem. Curvando-se para o chão, tomou um pouco de pó na mão e mostrou-lho com as seguintes palavras: “Vede, isto é o homem, uma mão cheia de pó!” Continuar lendo

AMA A TUA MÃE

Resultado de imagem para nossa senhora menino jesusO conhecido jesuíta Alexandre Baumgartner viajava certa vez com dois companheiros pela Islândia. De uma feita tiveram de pernoitar numa quinta, pertencente a uma família protestante, onde foram servidos de maneira modesta e simples, mas sincera e leal. No momento de separação, o Pe. Geyer, um dos companheiros de Baumgartner, convidou a senhora da casa a escolher como lembrança uma das três imagenzinhas que lhe foram apresentadas: a de Cristo, a da Mãe de Deus, e a do Anjo da guarda. A senhora fixou bem as três imagens e escolheu a da Mãe de Deus. Perguntou-lhe então o Pe. Geyer se ela venerava também a Maria. Sem delongas respondeu a protestante: “Certamente, pois Ela é a Mãe de Nosso Senhor!”

Se essa mulher que não tinha a felicidade de pertencer à nossa Igreja Católica, possuía tais sentimentos para com a Bem-aventurada Virgem Maria, não se esforçará uma boa católica, muito mais ainda, em honrá-lA fielmente e com todo o zelo? Faze-o também e alcançarás muitas bênçãos.

1º- Venera, fielmente, a Bem-aventurada Virgem Maria, por Sua relação íntima com o Salvador.

Nenhum homem, por mais perfeito, nenhum anjo, ainda o mais puro e mais elevado, esteve em relação tão intima e tão estreita com Deus como a Virgem Maria. O Filho Eterno e consubstancial de Deus, quando assumiu no tempo a natureza humana para nossa salvação, A escolheu para Sua verdadeira Mãe carnal. Ela trouxe, portanto, em Seu seio virginal Aquele que o Céu dos céus não pode conter; deu à luz, no tempo, Aquele que desde toda a eternidade foi gerado pelo Pai Celeste; recebeu diariamente em Nazaré provas de reverência e obediência Daquele cujo aceno obedecem os anjos do céu.

Ela se acha numa relação toda singular e extraordinária para com o Divino Salvador; criatura alguma pode nisto equipar-se a Ela. Se amamos a Jesus Cristo sobre todas as coisas, se Ele é nosso tudo, como realmente deve ser, porventura não será também Maria digna de veneração toda particular? Objetos que se relacionam com o Divino Salvador apenas de modo extrínseco e transitório têmo-lo nós os cristãos por santificados; pensamos, com amor e veneração na Sua Gruta; na Sua Cruz e no Seu Sepulcro. Maria, que conviveu com Ele, na mais íntima relação que podemos imaginar, não será mil vezes mais digna da nossa veneração?
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ASSEIO E ARTE

Resultado de imagem para MÃE CATOLICAAgradável pelo asseio e pela arte; quente e acolhedor pelo teu devotamento; confortável pela ordem e trabalho – farás de teu lar uma – atração e uma saudade.

Não se discute que a falta de asseio desacredita uma dona de casa. Que se refira esse desasseio à casa ou à pessoa de sua dona, é a mesma coisa.

A beleza e asseio de uma casa influem sobre a moral do homem por causa de certa força secreta. Numa casa bem asseada, ordenada, inundada de luz, exercita-se a vigilância, a linguagem e os pensamentos são mais cultos, o caráter é mais alegre.

O contrário se dá em caso de desasseio. É funesta a influência que sobre a família exercem a sujeira e a desordem de uma casa. As idéias, os sentimentos, os costumes ficam num nível baixo.

Por isso, leitora, teu princípio rezará: asseio, custe o que custar. Não temas a luta com o marido e com os filhos para obrigá-los a amar e praticar o asseio. Roupas, sapatos, móveis, utensílios de cozinha, escadas, varandas, hall, jardim, quartos, salas – tudo terá o brilho da limpeza.

O cansaço imposto para manteres o asseio, em tudo e em todos, é um cansaço por Deus. É um mérito que adquires como educadora. Além disso, esse trabalho te prenderá à casa, livrando-te do ciganismo das ruas e lojas. Continuar lendo

DOS RECREIOS

Resultado de imagem para recreio criançasO trabalho e a aplicação das crianças devem ser interrompidos por meio de recreios, e animados por meio de recompensas.

Não pode o arco conservar-se sempre retezado, dizia S. João ao caçador, que parecia censurar-lhe a sua distração, quando caçava uma perdiz. Mas é principalmente às crianças que uma longa tensão de espírito é funesta ou impossível; é preciso, pois, procurar-lhes momentos de descanço, que ao mesmo tempo que recreiam o espírito, fortificam e avigoram o corpo. — «Afinal, o cuidado que se tomar em mes­clar de prazer as ocupações sérias, servirá de muito para afrouxar o ardor da mocidade pelos divertimentos perigosos. A sujeição demasiada é que ori­gina a impaciência pelos divertimentos, disse Fénelon. Se uma menina se não enfastiasse de estar junto de sua mãe, não teria tanta vontade de lhe fugir, para ir procurar companhias que lhe podem ser prejudiciais.» Todavia nada seria mais perigoso para a criança do que um descanço ocioso e sem vida; longe daí encontrar a alegria e o ardor para o estudo, apenas conseguiria ganhar costumes impróprios, e talvez mesmo viciosos. 

— «É ordinariamente um mau indício, quando uma criança não folga, ou não gosta de brincar», diz Mgr. Dupanloup. Mas um recreio bem escolhido, um exercício mode­rado do corpo aumenta a atividade do espírito, e preserva das incitações para o vício. Mas os recreios só produzem estes resultados, quando não são demasiadamente prolongados. O nosso corpo, se lhe con­cedemos algum descanso no trabalho, torna-se mais vigoroso, e mais bem disposto, enquanto que um longo descanso apenas o torna fraco e preguiçoso. O mesmo sucede ao espírito: uma curta recriação excita-o, e uma longa inação fá-lo cair no torpor. «Nos divertimentos, é conveniente evitar as socie­dades suspeitas; nada de rapazes juntos com rapa­rigas» disse sem rodeios Fénelon. Já muito tempo antes dele, dizia S. Jerônimo, escrevendo a Gaudêncio: «Não permitais que Pacatula brinque senão com meninas como ela, de forma que nunca saiba brincar com crianças doutro sexo, nem mesmo que assista aos seus divertimentos.» Como já acima dis­semos, Pacatula apenas tinha sete anos. Continuar lendo

O AUGUSTO SACRIFICIO DA MISSA

Resultado de imagem para missa véuCom muita razão diz o Pe. Martinho de Cochem: “Assim como sol sobreleva em esplendor a todos os planetas e é mais útil à terra do que todos os astros reunidos, assim também a piedosa assistência à Santa Missa sobrepuja, em merecimentos e utilidade a todas as nossas obras”.

Outro Padre afirma: “Se todas as criaturas do mundo fossem outras línguas, que louvassem e exaltassem ao Criador; se tudo quanto se acha entre o céu e a terra, desde o ser mais ínfimo até o mais elevado, apregoassem em altos sons o nome de Deus, tudo isso agradaria ao Senhor infinitamente menos do que a Hóstia consagrada, que na Santa Missa se levanta em sublime holocausto de adoração e amor”.

Jesus Cristo nos remiu sobre o Gólgota e nos mereceu todas as graças.

Ela tem, portanto, um valor infinito e não poderás jamais apreciá-la devidamente. Seja-me, pois, lícito pedir-te com empenho que quando tiveres tempo e oportunidade, assistas diariamente a ela, o que te será de grande proveito.

1º- Se assistires freqüentemente, com piedade, ao santo Sacrifício da Missa, pecarás menos.

Na santa Missa, o Divino Salvador te manifesta, por assim dizer, as suas sagradas chagas e te faz esta advertência: contempla o Meu corpo lacerado, fixa o teu olhar sobre minhas fundas e hiantes chagas nas mãos, nos pés, e no lado; olha para a minha cabeça coroada de espinhos; medita sobre a minha morte dolorosa da Cruz; vê, tudo isso, eu padeci por causa dos pecados teus e de todos os homens. Pondera, ainda, quão grande mal é o pecado aos olhos de Deus, pois, somente por meio da minha morte pode ser expiado.

Se com tais pensamentos sobre a dolorosa Paixão do nosso Divino Salvador assistires, freqüentemente, ao Santo Sacrifício da Missa, não se apossará necessariamente, pouco e pouco do teu coração um grande horror, um ódio vivo ao pecado? Não andarás depois acautelada e vigilante, a fim de te preservares dele? É o que indica a experiência de cada dia. Demonstra, ainda que as jovens, que até nos dias úteis, freqüentam a santa Missa, quando podem, premunem-se contra os devaneios e pecados em que a mocidade feminina cai facilmente, porque se priva daquele santo exercício. Continuar lendo

DA INSTRUÇÃO INTELECTUAL

Resultado de imagem para george dunlop leslie alice in wonderlandPassemos agora das considerações gerais, que acabamos de fazer, aos diversos ramos de educação, que são: a instrução, a vigilância, a correção, o bom exemplo, e a oração.

A instrução intelectual faz muita diferença da instrução religiosa. Falemos primeiramente da ins­trução intelectual.

Quem poderá contestar-lhe as preciosas vanta­gens? A criança sem educação é muito difícil ensi­nar, de modo a ficar compreendendo, as verdades que deve saber, como cristão. Também a ignorância de tudo quanto diz respeito a salvação, acompanha ordinariamente, sobretudo no campo, a falta de ins­trução. Além disso, quantas carreiras ficarão para sempre fechadas a criança, de quantos empregos será ela excluída, se não for instruída! A ilustração enfim torna o estudo possível e fácil, e adiante tra­taremos das vantagens de que o estudo é fecundíssima origem.

Como, pois, desculpar essas mulheres negligentes, que longe de darem a seus filhos uma instrução de harmonia com a sua condição, deixam a sua inteligência sem cultura, e condenam-nos a mirrar-se toda a vida na ignorância? Se se trata de mandar os filhos; para as escolas, não sabem impôr-se nenhuma pri­vação, e recuam diante dos mais insignificantes sacrifícios. Não julgam necessário dar ao filho senão os conhecimentos indispensáveis para a profissão, que mais tarde hão de abraçar. É certo que não simpatizamos com esses pseudo-sábios, que tendo uma instrução medíocre, ostentam um louco orgu­lho; mas quereríamos que todos os filhos do povo, sem excluir as raparigas, aprendessem a ler e a es­crever corretamente e as operações elementares de aritmética. Era para eles o necessário.

Nas famílias mais elevadas, os pais gostam de ornar o espírito dos filhos de todos os conhecimen­tos úteis. Não contestamos esse zelo. Quem quiser saber o que a este respeito pensava Mgr. Dupanloup, leia a sua obra acerca da Educação. Continuar lendo

SAGRADA COMUNHÃO

Resultado de imagem para moça comunhão véuLembra-te ainda muito bem do belo dia da tua primeira Comunhão. Que profunda comoção se apoderou de teus queridos pais naquela ocasião! Que é que os sensibilizava tão intimamente o coração? Era o pensamento de que naquele dia uma grande felicidade te ia ser concedida, porque o Divino Salvador, pela primeira vez, entrava em teu coração infantil e te enriquecia com graças preciosas. Teus pais tinham toda a razão! O dia da Comunhão é, sem dúvida, um dia de bênçãos, e isto se diz não somente da primeira Comunhão, senão também de cada uma das que se seguem, contanto que seja recebida digna e piedosamente.

1º- A Sagrada Comunhão te robustece e dá forças contra os perigos que ameaçam a salvação da tua alma.

É justamente no tempo da mocidade, que podem invadir-te numerosas tentações e perigos. Instalam-se, no coração inexperto nesse período de transição todas as espécies de agitações e inclinações que o querem impelir as veredas do pecado. Vêm de fora sugestões perigosas que, justamente nesta quadra, são numerosas. A donzela freqüentando a companhia de outras, ouve conversas levianas que corrompem o coração puro, ou lançam o desprezo e a zombaria sobre a doutrina e a organização cristã!

Quão perniciosamente atua a liberdade de costumes na mocidade, que já não permite se lhe fale de outra coisa! Como são sedutores os exemplos das paixões e abundantes as ocasiões de tornar a vida agradável, cômoda! Como é corrosivo o veneno que inúmeros livros e revistas instilam no coração da mocidade! Sobremodo funesto e pernicioso pode tornar-se para uma donzela, e às vezes por toda a vida, o capitular-se, na presença do perigo e submeter-se ao seu mau influxo. Talvez já tiveste ocasião de observar como toda a esperança, que se deposita numa árvore magnificamente florida, fica inteiramente destruída por uma geada noturna ou por um granizo. Coisa semelhante acontece também com muitas jovens nas quais os pais e parentes depositavam grande esperança. Quão amarga foi à decepção destes! Quão triste lhes saiu e experiência com sua filha que, nesta contínua agitação do mundo, veio a ser cada vez mais leviana! Continuar lendo

OS INIMIGOS DA OBEDIÊNCIA DA ESPOSA

Resultado de imagem para casal catolico1º – É uma indignidade a servidão de um cônjuge para com outro. Pois são iguais os direitos de ambos. A esposa há de viver emancipada. Três são os modos dessa emancipação: social, econômica e fisiológica.

R – Todos os que empanam o brilho da fidelidade e castidade conjugal, atiram por terra também, facilmente, a confiante e nobre sujeição da mulher ao marido. Esta não é a verdadeira emancipação da mulher, nem a digníssima liberdade que compete ao nobre e cristão ofício de esposas. Muito ao contrário, é a corrupção do caráter próprio à mulher e da sua dignidade de mãe. É o transtorno de toda sociedade familiar, pelo qual ao marido se tira a esposa, aos filhos, a mãe, e ao lar, a dona vigilante.

Essa igualdade antinatural só acarreta danos à mulher, pois a faz descer do trono em que o Evangelho a colocara dentro dos muros do lar.

2º – Nas inovações sobre os direitos políticos, sociais e econômicos da mulher, basta ter em vista as correntes ideológicas dos tempos, as exigências da ordem social.

R – Não; tenha-se em conta o que reclamam a índole diversa do sexo feminino, a pureza dos costumes e o bem comum da família… A sociedade doméstica foi estabelecida por uma autoridade mais excelsa do que a humana. Por conseguinte, não pode ser mudada nem por leis públicas, nem por preferências privadas.

As três chamas do lar – Pe. Geraldo Pires de Souza

A PENITÊNCIA

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Foi uma palavra da onipotência divina a que o Divino Salvador pronunciou: “Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhe-ão perdoados e àqueles a quem retiverdes, ser-lhe-ão retidos”. (Jô. 20,23). Contra esta palavra, pela qual Jesus Cristo instituiu o Sacramento da Penitência, levantou-se uma oposição multissecular; todas as paixões se insurgiram contra ela. No entanto, para o Divino Salvador e Sua palavra nenhum obstáculo existe. É assim que, a despeito do mais encarniçado ataque dos inimigos de Cristo, em todo o mundo, aí permanece o Instituto da Penitência. Ainda hoje, milhares de cristãos confessam humildemente seus pecados no Tribunal da Penitência e se fortalecem por meio deste sacramento, contra a tentação e más inclinações. Também tu, donzela cristã, faze por que nada te embarace de freqüentar o tribunal da penitência. Confessa-te muitas vezes, pois, isto te será sumamente salutar.

1º- A confissão freqüente levar-te-á ao conhecimento de ti mesma.

Sem o conhecimento de si próprio, não há regeneração, não há combate às más inclinações. Eis porque é muito triste que tantíssimas almas não se conheçam a si mesmas. Conhecem os personagens e os acontecimentos da história dos povos; sabem descrever as montanhas e os rios dos países estrangeiros; todavia, o seu próprio interior é para elas uma região estranha, da qual não possuem nenhum conhecimento. Se alguém lhes chama a atenção para alguma falta, logo se mostram admiradas, agastadas de que se faça delas tal conceito; enquanto outras, que muitas vezes se deixaram arrastar para essa falta, dela não têm absolutamente nenhuma idéia ou lembrança.

A confissão freqüente, portanto, facilita-nos sobremodo, o tão importante conhecimento de nós mesmos. Se cada vez, por ocasião da confissão freqüente, diriges a teu coração um olhar sério, não verás acaso, as profundezas e não se tornarão os olhos de teu espírito penetrantes, de tal modo, que muitas coisas, as quais à primeira vista permaneciam ocultas, pouco a pouco se manifestam no seu verdadeiro aspecto? Continuar lendo

NOVA PÁGINA EM NOSSO BLOG – MODÉSTIA

Devido à importância desse assunto nos meios tradicionais católicos, porém tratado de forma tão secundária nesse mundo moderno e também na “igreja conciliar”, criamos uma Página exclusiva com todos os posts que publicamos sobre Modéstia, para que as moças possam adquirir conhecimento sobre tal virtude e para que possam buscar sua santificação.

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Rezemos para Nossa Senhora auxilie essas moças na busca e compreensão das virtudes necessárias para serem boas filhas, boas esposas e boas mães, se portarem como verdadeiras católicas e que possam, principalmente, ser exemplos de humildade, castidade, piedade e pureza.