SEREMOS, EM BREVE, OS NOVOS LEPROSOS?

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Qualquer pessoa que, razoavelmente, pretenda fugir das injunções estatais e sanitárias, constantemente variáveis ​​e contraditórias, encontra-se marginalizada como um pária.

Fonte: Fideliter n ° 260 – Tradução: Dominus Est

É surpreendente que a própria palavra contágio só tenha surgido no século XIV. Obviamente, bem antes, doenças graves já se transmitiam por aproximação e precisavam de medidas de proteção. O dicionário nos mostra que contágio é um “substantivo feminino que data de 1375, e que vem do latim tangere, tocar”. E se formos um pouco mais a fundo, descobrimos que a ideia de transmissão de uma doença por contato não teve origem na ciência da medicina. Não, não teve! Desde a antiguidade cristã, sempre houve um grande medo da propagação do mal.

Em primeiro lugar, o primeiro e pior dos males, aquele que é transmitido a todos de geração em geração e priva a natureza de sua ordenação, é o pecado original. Ele desordena todas as nossas faculdades entregues à própria vontade, em detrimento do governo da razão. É, até mesmo, a razão de nossa vida mortal e de todos os nossos males. O único remédio é a paixão de Nosso Senhor Jesus Cristo, cujo sacrifício se renova no altar, na Missa, que é um verdadeiro sacrifício propiciatório (que já não se manifesta na nova e atualizada Missa de Paulo VI). “Quem me livrará deste corpo (em que habita o pecado, que é causa de morte espiritual)?” pergunta o Apóstolo.

Outrora, o pecado original e a heresia eram estigmatizados

Mas, além dessa corrupção natural, qual é esse mal que todos os Padres da Igreja combateram, tão justamente, porque era tão contagioso? É a heresia. O caridoso Agostinho é cruel quando se trata de deter este flagelo, em particular, o dos donatistas . E por que, se não porque os hereges de todos os matizes rejeitam os cânones da fé e dissolvem a unidade política e social à imagem dos efeitos do pecado original? Por recusarem as regras de crença e ação que vinculam todos os membros de um corpo social organizado, eles devem ser excluídos. Continuar lendo

AS CRIANÇAS, ALVOS DA NOVA ORDEM MUNDIAL

A Unicef ​​- Fundo Internacional das Nações Unidas para a Infância – reitera essa opinião. Um artigo recente denunciou o laxismo de suas orientações sobre a proteção de crianças em relação a sites pornográficos. Este presente artigo mostra que não foi um lapso isolado.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

É mais uma vez o site C-Fam que alerta: a Agência das Nações Unidas para a infância reivindica ser mandatária na promoção do aborto, a contracepção e os direitos LGBTI nos Estados membros da ONU.

O projeto do Unicef ​​prevê a promoção da “saúde e dos direitos sexuais e reprodutivos”, um termo que inclui o aborto e os direitos LGBT, bem como “educação sexual integral”.

Esses polêmicos elementos foram repetidamente rejeitados pelos Estados-membros da ONU e os planos estratégicos precedentes da Unicef ​​não os incluíam.

Além de comprometer a Agência a trabalhar com “saúde e direitos sexuais e reprodutivos”, o projeto inclui a “saúde sexual e reprodutiva” como uma área de saúde distinta da saúde materna e da AIDS. Isso implica que a Agência está buscando um mandato para promover o aborto e a contracepção. Continuar lendo

NO CANADÁ, 2020 DÁ UM SALTO NO NÚMERO DE MORTES POR EUTANÁSIA

Triste balanço no país do ácer: no ano de 2020, o número de canadenses que deram fim às suas próprias vidas por meio do suicídio assistido aumentou 17%. Números que devem disparar, devido o sinal verde dado pelo Parlamento para ampliar os critérios de acesso à eutanásia.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Em 7 de junho de 2021, Abby Hoffman, Subsecretária estadual da Saúde, manifestou-se à imprensa sobre as últimas estatísticas sobre a eutanásia em seu país: soube-se que 7.595 pacientes sofreram uma “morte ‘medicamente’ assistida” no ano passado, um número que representa 2,5% de todas as mortes no Canadá no ano.

Em comparação, em 2019, 5.631 pessoas haviam morrido de forma semelhante, o que representava cerca 2% de todas as mortes no Canadá.

A fim de relativizar o alcance desses números, Abby Hoffman salientou que a eutanásia representa 4,1% de todas as mortes em Benelux. Pobre consolação!

De acordo com dados fornecidos pelo Ministério da Saúde, o câncer é a causa mais frequentemente associada aos pedidos de assistência médica para a morte.

De acordo com Abby Hoffman, a maioria dos pacientes que recorreram à eutanásia tinham tido acesso a cuidados paliativos, mas sentiam que seu sofrimento não podia ser aliviado por esse meio. Continuar lendo

A IDÉIA É SUPERIOR À REALIDADE?

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“Todos iremos para o céu, quer sejamos ladrões, assassinos, mentirosos, etc.” Tal conceito de santidade ou santificação é um verdadeiro afronta a Deus. É querer fazer de Deus cúmplice das injustiças.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

De um lado, os idealistas respondem afirmativamente. Para eles – quer dizer, infelizmente para um bom número de nossos contemporâneos – a ideia (o conceito) prevalece sobre a realidade (o fato, a verdade). É necessário, portanto, submeter a realidade à ideia concebida ou preconcebida. Do outro lado, os realistas respondem negativamente. Isso, dizem eles, é uma questão de simples bom senso, a realidade tem uma preeminência sobre a ideia, que dela deriva sua origem. O que devemos pensar sobre isso? Qual é a consequência em nossa vida espiritual?

O homem inteligente

O homem não nasce com suas idéias/conceitos infusos. Ao nascer, seu espírito é virginal, tabula rasa (literalmente: uma folha de papel em branco). No decorrer de sua vida, seu espírito será marcado, moldado, “instruído” (no sentido de uma “impressão sensível”) apenas pela experiência. Graças ao seu poder cognitivo, o homem compreende a natureza das realidades que o cercam: seja pela abstração, seja pelo raciocínio (julgamento), ou finalmente pela simples adesão da inteligência.

A inteligência humana compreende a natureza das coisas através de uma operação que lhe é própria, a abstração. Ela desenvolve, em seguida, um conceito, uma ideia da realidade (coisa) considerada. Por ideia ou conceito nos referimos à realidade (a coisa) como é conhecida pela inteligência. A inteligência, portanto, capta as realidades externas por meio de conceitos ou idéias. Também pode passar de uma ideia para outra, graças ao raciocínio. A ideia tem sua origem na realidade, na experiência. A verdadeira ideia é aquela que está de acordo com a natureza da coisa. É por esta razão que a verdade é definida, por Aristóteles e Santo Tomás de Aquino, como sendo a adequação da inteligência à realidade, isto é, a conformidade do conceito, da ideia à realidade, à natureza das coisas. Para ser verdadeira ou objetiva, a inteligência humana deve estar submissa à realidade e não o contrário: humildade, essa é verdade! Continuar lendo

AUSTRÁLIA: IGREJA PODE SER EXPULSA DE CEMITÉRIOS

O Arcebispo de Sydney protesta contra um projeto que visa colocar todos os cemitérios de New South Wales (Austrália) sob controle estatal, o que acabaria com o papel que a Igreja tem desempenhado até agora na manutenção dos cemitérios católicos.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Tal decisão colocaria fim a 150 anos de envolvimento da Igreja em cemitérios, para enterrar os falecidos, apoiar famílias em seu luto e manter as sepulturas”, adverte Mons. Anthony Fisher, Arcebispo de Sydney.

Em 25 de maio de 2021, o governo de New South Wales (NSW) tornou público seu desejo de revisar a Lei de 2013 sobre os Cemitérios, prevendo a criação de órgão estatal único – OneCrown – cuja missão será administrar todos os cemitérios de New South Wales.

A OneCrown seria destinada a substituir as cinco empresas independentes que atualmente cuidam dos cemitérios, incluindo a Catholic Metropolitan Cemetery Trust (CMCT).

Para Melinda Pavey, o projeto governamental se faz necessário por uma gestão deficitária dos cemitérios: “os cinco atuais operadores enfrentam um passivo financeiro de mais de 300 milhões de dólares (AUD) – ou cerca 190 milhões de euros, aproximadamente – e Sydney não tem mais espaço para enterrar os mortos ”, explica a Ministra da Habitação, que – por coincidência ou ironia – é a encarregada do processo. Continuar lendo

O BRAÇO DE FERRO ENTRE A UNIÃO EUROPÉIA E A HUNGRIA

Em visita a Belgrado em 8 de julho, o Primeiro-Ministro húngaro, Viktor Orban, insistiu que o espírito de sua lei, criticada por muitos países da União Europeia (UE), especifica que os pais têm o direito de decidir sobre a educação de seus filhos, que é um princípio inviolável da lei natural.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Viktor Orban não se intimidou com os ataques à soberania húngara que foram desencadeados na UE pela Lei [húngara] destinada a proteger as crianças, lei esta que proíbe que menores tenham acesso à propaganda sobre homossexualismo e transgenia, inclusive nas escolas.

O Parlamento Europeu e a Comissão Europeia querem que os ativistas LGBT tenham acesso livre às nossas escolas e jardins de infância, mas isso não vai acontecer porque não é isso que a Hungria quer“, disse o primeiro-ministro húngaro.

Em seguida, acrescentou: “O que quer que façam, não permitiremos propaganda LGBT nas nossas escolas“, numa mensagem direta à Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que ameaçou Orban com cortes de fundos europeus para a reconstrução econômica, se ele não se retirasse a lei, que ela descreveu como “vergonhosa“.

A pressão da UE

Em uma conversa entre os 27 chefes de estado, em 24 de junho, Viktor Orban foi submetido a duras críticas. A primeira salva foi disparada pelo Primeiro Ministro de Luxemburgo, Xavier Bettel, que disse: “A homossexualidade não é uma escolha, você nasce assim” – Xavier Bettel é um homossexual declarado. Continuar lendo

HUNGRIA PROTEGE MENORES DE CONTEÚDOS PERVERSOS

O Parlamento húngaro aprovou uma lei qualificando como crime sexual o fornecimento de material pornográfico e de conteúdo que promova a mudança de sexo e a homossexualidade a todos menores de 18 anos.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Os defensores da lei enfatizaram a necessidade de proteger as crianças e apoiar os pais, citando a necessidade de garantir “a proteção dos direitos da criança”.

As principais medidas

A lei estabelece que “a pornografia e os conteúdos que representem a sexualidade para fins próprios ou que incentive o desvio da identidade de gênero, mudança de sexo e homossexualidade não devem ser disponibilizados a menores de 18 anos”.

Além disso, as aulas de educação sexual “não devem promover a segregação de gênero, mudança de sexo ou a homossexualidade“. Além dos professores, apenas pessoas ou organizações oficialmente registradas podem dar cursos de educação sexual.

Por fim, os canais de televisão deverão afixar uma advertência “18 anos ou mais” nos filmes e programas cujos conteúdos se desviem da lei, limitando o seu tempo de transmissão entre as 22:00h e as 05:00h. Uma autoridade responsável tomará medidas se essas regras forem violadas. Continuar lendo

DISSOLUÇÃO SOCIAL, DISSOLUÇÃO RELIGIOSA

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As atuais restrições sanitárias estão dissolvendo a sociedade e o atual governo do Papa tende a dissolver a Igreja.

Fonte: Editorial da Revista Fideliter n ° 259 – Tradução: Dominus Est

As restrições sanitárias decretadas pelos governantes impuseram à população, voluntariamente ou não, uma dissolução social. As crianças, agora obrigadas a estudar sem ir à escola e seus pais obrigados a concentrarem-se no computador, tiveram que encontrar, sob o mesmo teto, o melhor modo de viver para não interferirem uns aos outros. Todos tiveram que encontrar, ao mesmo tempo e no mesmo lugar, os meios para exercerem suas ocupações completamente díspares umas das outras. O recolhimento em si mesmo tornou-se uma necessidade e o destino de todos. Eis o paradoxo: isolamento universal. Quem pode deixar de ver o terrível dilema com que somos confrontados – um totalitarismo se ergue face a uma democracia que se desintegra? Os pensadores modernos, consumidos pelo modus operandi binário favorecido pelo computador, resolvem tudo usando um algoritmo, e não saem da velha ambiguidade: a escolha entre a multidão ou a unidade. Alguns querem dar prioridade à unidade, mesmo ao custo de esmagar a multidão, enquanto outros reivindicam o contrário e permitem que a diversidade viva correndo o risco de minar a unidade. Pais de família vivenciam essa ambigüidade todos os dias! Cada um dos seus filhos requer uma atenção especial, com a qual está atento para não prejudicar a unidade de toda a sua família. Este é o princípio de todo chefe honrado: “Como são muitos os homens, cada um seguiria o seu caminho se não houvesse quem cuidasse do bem da multidão.” (Santo Tomás de Aquino) A função do poder é precisamente ordenar uma multidão, ou seja, unificá-la sem destrui-la.

O vício da modernidade consiste em ver uma contradição entre unidade e multidão. A partir daí, a primeira se opõe necessariamente à segunda e a instabilidade se torna endêmica porque essa oposição é antinatural. Em seguida, passamos de um excesso de poder para sua ausência. Manter todos em casa dá ao estado poder quase direto sobre todos. O totalitarismo unitário toma o lugar de uma democracia pluralista decadente.

Infelizmente, esse desvio revolucionário entrou na Igreja. A monarquia divina fundada por Jesus Cristo tende a se tornar uma pluralidade chamada sinodal, em detrimento do poder do Papa. Passamos da unidade para a pluralidade não apenas porque o poder do Vigário de Cristo tende a se dissolver em todos os tipos de assembleias, mas ainda mais porque a Igreja Católica está definhando através do ecumenismo em meio a um conjunto de religiões mais ou menos idólatras. Esta gangrena da Igreja de Jesus Cristo, que a priva da sua unidade fundamental, a transforma na Igreja “conciliar”. A catolicidade se tornou uma vaga universalidade sem regras, onde cada um encontra seu próprio caminho com base em seu sentimento pessoal. Eis a outra forma de isolamento universal que sub-repticiamente conduz a um poder excessivo. Continuar lendo

O ARCO-ÍRIS AMERICANO DESAFIA O VATICANO

A Embaixada dos Estados Unidos junto a Santa Sé decidiu hastear a bandeira do arco-íris durante todo o mês de junho, para celebrar o mês do “Orgulho LGBT”.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Nesses primeiros dias de junho de 2021, os romanos que passam em frente à Via Sallustiana, 49, ficaram confusos: enquanto o céu está azul, sem nenhum vestígio de nuvem ou chuva, um estranho arco-íris surge em uma das varandas de a Embaixada dos Estados Unidos junto à Santa Sé.

No caso da mensagem não ter sido clara, a embaixada comunicou imediatamente nas redes sociais: “Os Estados Unidos respeitam a dignidade e a igualdade das pessoas LGBTQI +. Direitos LGBTQI + são direitos humanos”, podemos ler no Twitter.

A decisão, na verdade, vem do alto escalão do governo Biden: algumas semanas antes, o secretário de Estado Antony Blinken, antecipando o “Dia Internacional contra a Homofobia” marcado para 17 de maio, encorajou os representantes diplomáticos americanos a hastear a “bandeira do orgulho” durante todo mês de junho.

Um mês que, no Ocidente secularizado e moribundo, já não é mais dedicado ao Sagrado Coração, mas ao “orgulho“, ou seja, à promoção da homossexualidade e da ideologia de gênero. Continuar lendo

NÚMERO RECORDE DE EUTANASIAS NA HOLANDA

Quase 7.000 pessoas foram “eutanasiadas” ou cometeram “suicídio legal” na Holanda em 2020. Um aumento acentuado em comparação com a diminuição na vizinha Bélgica.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Os comitês regionais de monitoramento da eutanásia, responsáveis ​​por monitorar essas mortes e verificar se os critérios são elegíveis a tal procedimento, registraram 6.938 mortes no ano passado, um aumento de pouco mais de 9% em relação a 2019.

O pico anterior foi de 6.585 mortes em 2017. Os números caíram para 6.126 mortes em 2018. Parece que essa diminuição estava ligada a questões jurídicas envolvendo médicos que realizam a eutanásia na Holanda e na Bélgica.

O diagnóstico de câncer foi o motivo mais comum – 5.000 casos – para solicitar a eutanásia. No entanto, deve-se destacar que em 4 dos casos, as pessoas optaram pela morte em razão do sofrimento causado pela infecção do Covid-19.

O presidente dos comitês de monitoramento, Jeroen Recourt, não se surpreendeu com esta inflação de suicídios assistidos.

Ele observou, infelizmente com exatidão, que “cada vez mais gerações consideram a eutanásia como uma solução para um insuportável sofrimento”. Acrescentou que “a ideia de que a eutanásia é uma opção em caso de sofrimento irreparável dá (às pessoas) muita paz”.

Devemos lembrar que a Holanda permite a eutanásia desde 2002: particularmente quando o sofrimento do paciente é insuportável, não há perspectiva de melhora e o paciente pede para morrer.

Descendo ainda mais na ladeira dos critérios de elegibilidade para morte, o país incluiu “condições mentais e psicossociais” como “perda de função, solidão e perda de autonomia” entre os critérios aceitáveis ​​para a eutanásia.

Em outubro de 2020, o governo anunciou que elaboraria uma legislação para permitir que as crianças se submetessem legalmente ao suicídio assistido por médico com o consentimento dos pais (LEIA AQUI).

O país também está considerando estender seus critérios de eutanásia para pessoas que não têm problemas médicos, mas que estão “cansadas de viver“.

Este desenvolvimento, que manifesta a incapacidade de uma sociedade e seus indivíduos em ajudar as pessoas mergulhadas no sofrimento, é uma demonstração em “escala real” da desumanização inelutável que se segue ao abandono da fé cristã. Este abandono foi particularmente marcado na Holanda, após a terrível desilusão que se seguiu ao Concílio Vaticano II e ao “Concílio Pastoral Holandês”.

Os fiéis, liderados por clérigos que já haviam perdido sua fé, acreditavam que podiam transformar a Igreja. O sonho deles foi destruído e eles abandonaram da fé. Esquema esse que agora ameaça a vizinha Alemanha.

MONS. LEFEBVRE PROFETIZA SOBRE A SOVIETIZAÇÃO DE NOSSA SOCIEDADE

Trecho de um discurso de Mons. Lefebvre em 22 de agosto de 1979, em Shawinigan, Quebec:

“O socialismo está fazendo progressos consideráveis, mas isso com todo o poder da maçonaria presente em toda parte, em toda parte, que está em Roma e em toda parte. A Maçonaria está em toda parte e dirige tudo. Em breve estaremos listados (conectados) com computadores, todos teremos nosso número e não poderemos fazer nada sem que tudo esteja indicado na planilha que teremos, e tudo isso pelo computador. Estaremos em uma situação pior que de um país soviético. Dirão que são países livres, mas não são países livres: não seremos mais livres para fazer nada. Imagine só, é absolutamente inacreditável.

(…)

É chocante, não podemos imaginar para onde estamos indo neste momento, em direção a uma socialização que aparentemente não nos parece tão dura como a do comunismo, mas que, no final, será simplesmente uma imagem do comunismo, mas alcançada por meios científicos ao invés da força como fizeram os comunistas, mas será similar.

Então serão eliminados da sociedade todos aqueles que não quiserem se submeter a esta ordem, a esta ordem socialista. Eles serão eliminados. Sempre haverá uma maneira de eliminá-los. Agora estão eliminando as crianças que incomodam, em breve se eliminarão os idosos. Em breve os idosos passarão por isso também, e então não será difícil dar uma injeção ou fazer qualquer coisa a alguém que está doente, que é um incômodo; os farão desaparecer. Eles os farão desaparecer da sociedade sob o pretexto de que essas pessoas são um incômodo, que não conseguem ser enquadrados nos padrões que foram estabelecidos. Estamos realmente caminhando para uma sociedade terrível, que afirma ser livre e que não terá mais nenhuma liberdade, não terá liberdade alguma”.

ENTENDENDO A INSANIDADE

Fonte: SSPX/District of Great Britain – Tradução: Dominus Est

Insanidade no mundo

Meus queridos fiéis,

Parece haver uma escalada alarmante de conflitos e insanidades em nossa sociedade atual. Um “zeitgeist” (sinal dos tempos) frenético de desequilibradas ideologias está acelerando a queda da Igreja Católica e de toda a civilização ocidental: liberalismo, feminismo, construtivismo, amor livre, ideologia de gênero, direitos reprodutivos, ambientalismo, ideologia pandêmica, teoria crítica racial e outros. 

Estes são promovidos e impostos pelos pilares do poder mundial: governos, acadêmicos, corporações multinacionais, bancos, mídia e celebridades. Nunca antes eles foram tão coordenados e sem oposição em seus esforços. A hierarquia da Igreja Católica, outrora poderosa no cenário mundial como guardiã tanto da verdade como da moralidade, natural e sobrenatural, repete pateticamente sua mensagem em linguagem pseudo-teológica para não ser deixada para trás.

Como tantos podem abraçar a insanidade? De onde vem isso?

Motivos para aceitar a insanidade

Que as novas ideologias do “zeitgeist” são insanas é fácil de ver, pois elas contêm múltiplas contradições internas e têm consequências catastróficas na sociedade quando implementadas (ver Figura 1).

Alguns realmente não se importam se o zeitgeist é um vento favorável ou desagradável, mas cinicamente abraçam múltiplas e insanas ideologias para ganho pessoal – desde que seguir a ideologia do mundo “seja bom para mim”. 

Alguns outros querem apenas prosperar no mundo e, assim, apesar de suas reservas quanto às ideologias, capitulam às suas exigências. Continuar lendo

CHILE: UM PASSO EM DIREÇÃO AO ABISMO

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Os deputados chilenos aprovaram a primeira leitura de um projeto de lei que legaliza a eutanásia e o suicídio assistido no país. O texto agora deve ser examinado pela alta Câmara. Se os senadores aprovarem o projeto de lei, o decreto de implementação deverá ser publicado pelo Ministério da Saúde no prazo de três meses.

Sobre Santiago, o céu cinzento e pesado parece ter tomado as cores do luto da tarde de 20 de abril de 2021. A Câmara dos Deputados acaba de aprovar por 79 votos a favor, 59 contra e 1 abstenção, um projeto de lei que prevê um marco legal para a eutanásia.

O texto, com 40 artigos, foi submetido ao exame dos deputados no último dia 14 de abril. Ambíguo em seu título – “Morte com dignidade e cuidados paliativos” – o projeto foi votado quatro dias depois por uma câmara situada na “centro-direita” do espectro político.

A fim de fazer os parlamentares engolirem a pílula, pacientes com transtornos mentais foram excluídos do projeto durante os debates. A futura lei será, portanto, aplicável a maiores de 18 anos, portadores “de uma doença incurável, irreversível e progressiva, sem possibilidade de resposta aos tratamentos curativos e com um tempo de vida limitado”. Continuar lendo

TEMPO DE TRIBULAÇÃO, TEMPO DE ESPERANÇA E DE GRAÇA

trib“Porque o estipêndio do pecado é a morte…

Mas a graça de Deus é a vida eterna em Nosso Senhor Jesus Cristo” (Rom. 6, 23)

“Suplicamos-Vos, Senhor, afastai propício a morte e a epidemia, a fim de que nossos corações mortais reconheçam que sofrem os flagelos da vossa ira, e que vós também sois quem faz eles cessarem pela vossa grande misericórdia. Por Jesus Cristo, Senhor nosso” (Rogações no tempo de epidemia).

Caros fiéis e amigos,

As tribulações deste mundo: o preço do pecado.

Um grande pensador católico, Romano Amerio, na sua obra-prima Iota unum, comenta: “O cristão, na sua condição de pecador, não pode medir o preço da reparação que, pelos seus pecados e os do mundo, deverá suportar em dores e penas”.

O autor apenas lembra a doutrina do pecado original, segundo a qual ‘em Adão todos [os homens] pecaram’ (S. Paulo), e que Santo Tomás comenta: “Segundo a fé católica, é preciso afirmar que a morte, assim como todas as deficiências da vida presente, são penas devidas ao pecado original”.

Fatal e triste constatação que não precisa de demonstração, pois é evidente a abundância de males que acompanham a vida do homem nesta terra apenas pelo fato de ser homem.

Ora, a diferença essencial entre o homem que padece os males desta vida, e o cristão, filho de Deus, é que este sofre e padece em união com Cristo. Ele, nosso Salvador, não quer poupar-nos todas as penas temporais, enquanto sim nos tira da pena eterna, o inferno, pelos méritos de sua Paixão e Morte. Assim, o cristão não esquece que a felicidade do homem na terra é feita de esperança, pois o nosso fim é o bem infinito e eterno, não os bens finitos da terra. Enquanto chega a recompensa, devemos suportar como pena do pecado (o pecado original, os pessoais, os do mundo) os males inevitáveis da vida; devemos, mais ainda, aceitá-los por amor e gratidão a Jesus, nosso Redentor, que sendo o Cordeiro sem mancha de pecado, sofreu gratuitamente para salvar-nos. É assim que a oração da Igreja faz sentido e nos reconforta: “Perdoai, Senhor, perdoai ao vosso povo, para que, castigado por justos flagelos, respire na vossa misericórdia” (Oração na quinta feira de Cinzas). Continuar lendo

EM UM MUNDO DE MUDANÇAS…

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Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

A Igreja deve ser a casa construída sobre a rocha que permanece firme contra ventos e marés.

É isso que Nosso Senhor recomendou na conclusão de seu Sermão da Montanha (Mt 7, 24). Nosso Senhor queria Pedro como chefe de Sua Igreja (Mt 16,19), indicando assim que ela seria uma monarquia sólida e não uma democracia dominada pelos sobressaltos da colegialidade (esta palavra evoca para mim, inevitavelmente, as confusões de alunos secundários!).

A rocha é a fé expressa no Credo.

A rocha também é a moralidade expressa nos Dez Mandamentos.

Há um escândalo quando, no dia das comunhões solenes, as “profissões de fé” sejam abandonadas à iniciativa individual das crianças que se dirigem ao microfone para dizer no que querem acreditar. Eis os novos Padres da Igreja! Eles mal sabem como dizer a “Ave Maria”, mas são capazes, ao que parece, de integrar todas as religiões na Fraternidade Universal de amanhã.

Há escândalo também quando altos dignitários religiosos e eclesiásticos elogiam o Ramadã, o laicismo, o nirvana budista na imprensa ou na televisão e querem inventar uma ética que ocuparia o lugar – agora vago – da moralidade.

Neste mundo em movimento, estou muito surpreso que as pessoas da Igreja estejam se movendo em vez de permanecer firmes na pedra estabelecida por Jesus Cristo.

São Paulo disse aos Gálatas: Admiro-me de que, assim tão depressa, passeis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro Evangelho. Evidentemente que não há outro (Evangelho diferente que eu vos preguei), mas há alguns que vos perturbam e querem inverter o Evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie um Evangelho diferente daquele que vos temos anunciado, seja anátema. Como já vo-lo dissemos, agora de novo o digo: se alguém vos anunciarum Evangelho diferente daquele que recebestes, seja anátema.(Gal1, 6-9)

Pe. Philippe Sulmont

ELES TREMIAM DE MEDO ONDE NÃO HAVIA NADA A TEMER

medo

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Pe. Frédéric Weil, FSSPX

Os tempos não são mais de festa. Há alguns anos, o medo invadiu nossas sociedades. A esperança está desaparecendo do nossos horizontes em favor de um mundo de incertezas. O católico deve se juntar ao terror que o cerca?

Terror ambiente

Terrorismo, aquecimento global, tensões sociais e raciais, censura, confrontos urbanos, fluxos migratórios e ainda por cima o famoso vírus: estes são os novos avatares do terror contemporâneo que pairam sobre este mundo como pássaros de mau agouro. De novembro de 2015 a 2017, a França passou 2 anos em “estado de emergência” através de 6 prorrogações devido aos atentados. Em janeiro de 2019, a jovem Greta Thunberg falou na cúpula de Davos sobre o aquecimento global: “Quero que entrem em pânico, quero que sintam o medo que sinto todos os dias“, como uma profetisa de um apocalipse sem revelação divina. Mais recentemente o jornal Liberation, em sua edição de 4 de outubro de 2020, publicou um artigo sobre o perigo dos “tranquilizadores” que erraram ao quebrar o consenso do medo. “Eles me assustam muito“, disse um médico sobre essas pessoas. Era preciso temer quem tranquilizava.

As posições se invertem quando se fala em vacina. O campo do medo então se torna o de “tranquilidade” e vice-versa, de modo que não podemos designar de maneira unívoca um campo do medo. Um medo é correlativo a um outro: uma pessoa que não teme o vírus pode temer medidas governamentais, anátemas jornalísticos, crítica de colegas, discussões acaloradas, denúncias da vizinhança, multa ou mesmo a perda de um trabalho.

O que varia é o que tememos: o objeto de nossos medos é um indicativo de quem somos. Continuar lendo

QUANDO OS INIMIGOS SE TORNAM AMIGOS

Abbé Philippe Toulza • La Porte Latine

Pe. Philippe Toulza, FSSPX

Como explicar o declínio da evangelização na Europa? A rigor, a resposta a essa pergunta é que qualquer decréscimo no Cristianismo tem como sua causa, ao menos na porção adulta que afeta, uma falta de cooperação com a ação de Deus. De fato, a graça nunca falta; se a evangelização não se consuma, então isso se dá porque o homem, a quem ela está destinada, apresentou um obstáculo a ela. A descristianização ocorre quando, em um grupo humano, uma proporção crescente de almas não mais adere à fé ou, embora se mantendo católica, negligencia seu progresso em direção a Deus ou mesmo abandona a fé (ou a vida católica). Durante o iluminismo, o filósofo Julien de la Mettrie (1709-1751) foi um desses casos; ele nasceu em uma família católica na Bretanha, e seu pai achava que ele poderia ser um Padre. Ele preferiu dedicar-se ao estudo da medicina, o que o levou ao materialismo, ao ateísmo e ao libertinismo; ele espalhou essas convicções em seus escritos e entrou para a história como um exemplo lamentável de secularização. Aqueles responsáveis pela descristianização são, portanto, homens como ele e outros que rejeitam, em maior ou menor grau, para si mesmos ou para aqueles sob seus auspícios conforme o caso, as exigências do Reinado de Cristo.

Essa explicação põe a culpa em várias portas de entrada e, portanto, não é muito específica. Por essa razão, muitos preferem explicar essa descristianização não pelas suas verdadeiras causas, que devem ser buscadas nas almas, mas por aquilo que incita as almas a se afastarem de Cristo. Algumas dessas causas começaram a agir em Pentecostes: o demônio e o mundo. Outras causas estão mais intimamente conectadas a circunstâncias específicas, e são essas causas que nos interessam: quais delas levaram à secularização da Europa?

O pensamento moderno

Uma realidade tão complexa quanto a descristianização e realizada em um continente inteiro ao longo de vários séculos, necessariamente, é resultado de diversas causas: a perda das raízes [de um povo] devido à industrialização, a subversão das sociedades intelectuais, o apoio eclesiástico à escravidão, o avanço do hedonismo, etc. E alguns fatores trabalharam no sentido de promover outros fatores. Porém, o consenso geral é que a principal causa da descristianização é a modernidade. A começar com o Renascimento, a Europa pensou que estava redescobrindo a grandeza da natureza humana que o teocentrismo medieval, supostamente, havia escondido. Havia dúvida quanto a se a raça humana realmente tinha o pecado original e se o homem realmente precisava bater no próprio peito. Então, com o ímpeto da reforma protestante, toda autoridade religiosa parecia perigosa à liberdade; seguindo Rousseau e, após, Kant, a Europa divinizou a autonomia do homem. Assim como Descartes, no Século XVII, havia recusado argumentos que apelassem à autoridade na Filosofia, os pensadores modernos questionaram o dogma; eles não tinham mais a fé da mãe de Villon. No fim, levantes políticos como aqueles de 1789 desafiaram as instituições. Pedia-se liberdade de expressão do pensamento. A aliança entre o trono e o altar era denunciada. Padres eram suspeitos de serem gananciosos e o jugo da moralidade foi jogado fora; o ódio de Voltaire se espalhava. A diversidade religiosa, mesmo aquela entre católicos e protestantes, tornou-se um pretexto para rejeitar a autoridade dos Padres; havia tantas religiões na terra… o fato do Catolicismo ser a religião de nossos pais bastava para torná-lo mais crível que as outras? Continuar lendo

EUGENIA CONTRA CRIANÇAS COM SÍNDROME DE DOWN

Fonte DICI / La Nuova Bussula Cotidiana – Tradução: Dominus Est

A descriminalização do aborto, associada à ampla disponibilidade de testes que permitem a detecção precoce de anomalias no feto, desencadeou a implacável lógica da eugenia. O caso da trissomia do cromossomo 21 é emblemático nesta área.

Era inevitável, e aqueles que ainda escondem o rosto ou são hipócritas ou são ingênuos, para usar de um eufemismo. Se, por um lado, a autoridade permite o assassinato do bebê no útero materno e, por outro lado, os laboratórios estão desenvolvendo testes cada vez mais eficientes e previdentes para anomalias genéticas, não há necessidade de um especialista para prever o que acontecerá.

Se, finalmente, como vimos em muitos países, o sistema de “saúde” reembolsa esses testes, o que equivale a um incentivo, os ingredientes para a eugenia estatal estão lá. E, embora os responsáveis possam ​​sempre tentar negá-lo, explicando que são os pais decidem, não é difícil contrapor que eles forneceram as armas para matar.

O que era tão previsível e já observado aqui e ali em alguns estudos, acaba de ser trazido à luz por um artigo no European Journal of Human Genetics , publicado a 31 de outubro.

Os autores estudaram ao longo de 5 anos, de 2011 a 2015, a evolução da percentagem de nascimentos de crianças com síndrome de Down em toda a Europa. Parece que, em 5 anos, essa taxa diminuiu 54%: ou seja, caiu praticamente pela metade. Continuar lendo

O ABORTO É A PRINCIPAL CAUSA DE MORTE NO MUNDO

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Nossa época é repleta de números. Tudo é medido, catalogado, numerado: toda a vida humana está ligada a números. Estatísticas sobre tudo e qualquer coisa são publicadas regularmente. No entanto, prefere-se ignorar algumas delas.

Mas infelizmente os gráficos, as tabelas, as curvas estão diante de nós e impõem a rudeza impiedosa de sua luz. Estatísticas globais de aborto permitem entender até que ponto o mundo está sob o controle do maligno.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulga os números … para lamentar que muitos abortos são feitos em condições péssimas e perigosas para as mulheres. Mas admite que entre 2010 e 2014 houve quase 56 milhões de abortos por ano. Desde 2014 os números não diminuíram.

Em 2019, o número de mortes registradas se aproximava de 60 milhões. Mas a principal causa de morte no mundo, as doenças cardíacas, ceifaram menos de 10 milhões de vidas. Mesmo juntas, as 10 principais causas de morte não causaram tantas vítimas quanto o aborto. Continuar lendo

NADA SERÁ COMO ANTES – O MUNDO DEPOIS DA COVID – PARTE II

Perguntas e Respostas sobre a Covid-19 | Postal Saúde - Caixa de  Assistência e Saúde dos Empregados dos Correios

Fonte: Permanência

  1. Os efeitos reais do COVID-19

Para não evocar as consequências econômicas que se revelarão no futuro, basta-nos observar as repercussões imediatas das medidas:

– Redução drástica das liberdades: de circulação, de atividade profissional, de cuidados, de educação, encontros públicos e privados, de culto…

– Efeitos sobre as pessoas: efeitos psicológicos observados em consequência do isolamento, do confinamento, do distanciamento: conflitos familiares, dúvidas mórbidas, temor, medo, paralisia e atrofia da personalidade… tanto em adultos como em crianças.

– Efeitos na vida social: divisão entre as pessoas até as raias da denúncia. Um clima de suspeita: o próximo se torna um inimigo temível; cada um se torna um perigo vivo para todos, quer estejamos com boa saúde (incluindo portadores assintomáticos) ou doentes infectados… “Toda pessoa saudável é um doente que se ignora “(Knock, ou o triunfo de medicina, por Jules Romains).

Hoje em dia, a sociedade está dividida em três classes:

– Por um lado, os defensores indiscriminados de máscaras, luvas, viseiras, pulseiras de som, medidas sanitárias de distanciamento, gaiolas de plexiglass, aplicativos de rastreamento, vacina para todos; Continuar lendo

NADA SERÁ COMO ANTES – O MUNDO DEPOIS DA COVID – PARTE I

Perguntas e Respostas sobre a Covid-19 | Postal Saúde - Caixa de  Assistência e Saúde dos Empregados dos Correios

Um mal que espalha terror,

Mal que o Céu em sua fúria

Inventa para punir os crimes da terra,

O COVID (já que deve-se que chamá-lo por seu nome),

Capaz de enriquecer em um dia o Aqueronte,

Faz guerra aos humanos.

Nem todos morrem, mas todos são atingidos …(1)

 Fonte: Permanência

Este último verso prende nossa atenção uma vez que o frisson da morte adquiriu dimensões globais.

A mensagem de alerta internacional de profissionais da área de saúde para governos e cidadãos do mundo lançado pela United Health Professionnals (2), recebe a cada dia novo apoio: “Parem o terror, a loucura, a manipulação, a ditadura, as mentiras e a maior falcatrua sanitária do século XXI”. Em uma escala mais modesta, a Dra. Nicole Delépine, em um recente fórum do France-Soir(3), lançou a questão: Fim de uma epidemia ou de um pânico organizado. Por quê.

Por falta de competência, não nos cabe mais do que uma opinião pessoal. Não podemos nos posicionar sobre assuntos que devem ser reservados a profissionais de verdade, e não a ´cientistas de opereta´, a ilustres anônimos encerrados em um comitê científico ou a profissionais de redes de televisão.

Contudo, o constante assédio da mídia, o zelo frenético das autoridades para intervir, nos conduzem a refletir e tentar entender o que está em jogo nesta agitação planetária (4).

Algumas observações e perguntas

1.1. O Grande espetáculo

Com grande espalhafato de imagens e repercussão televisiva, pudemos assistir os fechamentos de aeroportos, as crônicas do obituário diário, os transportes TGV-COVID, a repetição incessante da mídia sobre a utilidade dos hospitais de campanha ou do plano Branco e Azul, a implementação abortada de drones de vigilância…

1.2. Origem do vírus

Natural ou projetado em laboratório? Este debate sobre a origem do vírus não é sem importância porque é uma fonte de interrogações para a pessoa comum: Se houve manipulação, por qual motivo? mera pesquisa ? objetivo curativo, político? O que é evidente é que o COVID-19 é atualmente objeto de consideração, tanto de autoridades locais como de organismos internacionais, a exemplo do que diz Klaus Schwarb, fundador e presidente executivo da World Fórum Econômico (WEF), mais conhecido como Fórum de Davos (5)“A pandemia apresenta uma oportunidade rara e limitada de repensarreinventar reerguer nosso mundo do zero.” Continuar lendo

NA HOLANDA, O ANJO DA MORTE PAIRA SOBRE OS BERÇOS

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Hugo de Jonge, Ministro da Saúde da Holanda, anunciou na Câmara dos Deputados que o governo examinaria a possibilidade de permitir a eutanásia de crianças e pré-adolescentes. A Conferência Episcopal do país se pronuncia contra uma medida que, se adotada, tornaria essa prática gravemente ilícita, aplicável agora a todas as idades.

À primeira vista, não ousamos acreditar. Mas temos que lidar com a terrível realidade: a Holanda está pensando seriamente em legalizar o assassinato de crianças a partir de um ano de idade.

Como fazer para alterar a legislação, em uma civilização secularizada onde qualquer forma de transcendência se reduz ao mínimo de saúde e bem-estar? Basta confiar nos relatos de médicos e especialistas, os oráculos contemporâneos.

Assim, em 2019, três hospitais universitários holandeses publicaram um relatório quase inacreditável, afirmando que “84% dos pediatras na Holanda querem a eutanásia ativa para crianças entre 1 e 12 anos“. Continuar lendo

A PSICOLOGIA DO AMOR

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Dom Lourenço Fleichman OSB

No mundo em que vivemos é moeda corrente as pessoas só quererem fazer o que lhes agrada. Que seja por prazer do corpo, ou pelo prazer de ter dinheiro, ou pelo prazer de se sentir influente, livre e independente, somos formados, à nossa revelia, a detestar as coisas árduas, maçantes, rotineiras, obrigatórias. Que elas tenham um quê de dificuldade ninguém discute. Que a nossa tendência seja a de diminuir a dureza das suas realizações, é compreensível. O que não pode ser é a revolta tomar conta do nosso coração sempre que temos alguma coisa obrigatória a fazer. No fim das contas, tudo o que é de nosso dever é feito com pressa, de qualquer maneira, sem a atenção necessária ou pelo dinheiro que vamos receber. A revolta a que me refiro não é necessariamente uma revolta barulhenta e explosiva. Pode ser apenas o sentimento surdo e escondido de um ódio acumulado.

Se examinarmos com atenção o ambiente cultural em que vivemos, constatamos, por exemplo, que os homens do nosso tempo passam a semana em função da sexta-feira, aguardando o fim do serviço do último dia útil para, enfim, voltar a ser “normal”. O que significa ser “normal”? Para uns, passar o tempo numa festa, numa discoteca, na porta de um botequim assando uma carninha na brasa e tocando um som com os amigos. Para outros, o sofá e a televisão, umas latinhas de cerveja. Muitos preferem passar duas horas num engarrafamento para ir à praia. Tudo isso, é claro, regado com algum sexo, muita alegria, e a sensação de que não há entrave para nada, que somos poderosos para fazer tudo, ao menos durante algumas horas, até que o monstro da segunda-feira volte a rosnar nos obrigando a retomar a vida maçante do trabalho. Vejam que não trato aqui do descanso merecido e legítimo, mas da busca de uma liberdade total que é mais um posicionamento cultural – melhor seria dizer espiritual: não enquanto coisa religiosa propriamente, mas enquanto coisa do espírito humano.

Quando se trata das crianças, já de há muito que é assim. Não se pode mais imaginar um adolescente que ame o seu estudo, como aquela obrigação amorosa que o eleva e o forma no saber. Nem se pode dizer que é culpa deles, pois há décadas que o estudo é sinônimo de dinheiro. Eles se arrastam até uma faculdade e são precipitados no liquidificador do que se chama “mercado de trabalho” onde brilha a purpurina de um futuro paradisíaco do dinheiro que tudo compra. Eles também, pobres crianças, só pensam na sexta-feira e nas férias. Depois, é a praia, as festinhas, a liberdade. Daí a grande revolta típica do nosso mundo “evoluido” quando os pais procuram orientar seus filhos em alguma atividade formadora, cultural ou religiosa. Eles encaram esta tentativa como o grande obstáculo à sua liberdade e já não temem mais enfrentar os pais e lhes jogar em rosto uma série de insultos. Continuar lendo

“…OS IDIOTAS AMANHECERAM NOVOS E CONFIANTES…”

Resultado de imagem para boca com ziperEm homenagem ao Homo postconciliarius (que Corção cita no texto)…..

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[…] O que pude garantir ao meu amigo não-católico é que antigamente a atitude média dos idiotas era tímida, modesta e respeitosa. E isto que se observava nas ruas, nas aulas particulares, nos salões de bilhar e nos clubes de xadrez, observava-se também na Igreja. De repente, em certo ângulo da história, mercê de algum gás novo na atmosfera, ou de algum fator ainda não deslindado, os idiotas amanheceram novos e confiantes. Já ouvi e li muitas vezes o termo “mutação” surrupiado das prateleiras da genética e aplicado à história, à Igreja, ao dogma e aos costumes. Dois ou três bispos franceses não sabem falar dez minutos sem usar o termo “um mundo em mutação”. 

Se mutação houve, estou inclinado a crer que foi naquele ponto a que atrás aludimos: os idiotas que antigamente se calavam estão hoje com a palavra, possuem hoje todos os meios de comunicação. O mundo é deles. Será genético o fenômeno e por conseguinte transmissível?

— “Receio muito”, gemeu a voz de meu amigo, “você não leu os jornais da semana passada?”

— O quê? — perguntei com a aflição já engatilhada.

— A descoberta do capim!

Não tinha lido tão importante notícia, e o meu amigo explicou-me: um sábio, creio que dinamarquês, chegou à conclusão de que o capim é um dos melhores alimentos do homem. Meu amigo não me explicou que se tratava do Homo Sapiens, do Everlasting Man – de Chesterton, ou do Homo postconciliarius. Seja como for, dentro de quatro ou cinco anos teremos a humanidade de quatro e espalhada nos pastos.

Trecho do incrível texto de Corção: ANTIGAMENTE CALAVAM-SE (Leia por inteiro clicando nesse link)

DERRAMAR SANGUE INOCENTE É UM PECADO MUITO GRAVE

Aborto: “Meu corpo, minhas regras”, mas e o corpo do bebê?No quinto mandamento, Não matarás (Ex 20:13), Deus nos proíbe de causar a morte a nossos semelhantes ou de golpeá-los ou feri-los; Ele proíbe também de causar-lhes qualquer dano: em sua pessoa, em sua honra e em seus bens materiais. Matar inocentes e abortar crianças é um pecado gravíssimo que clama ao céu. Na Bíblia Sagrada, lê-se que Deus perguntou a Caim: “O Senhor disse-lhe: ‘Que fizeste! EIS QUE A VOZ DO SANGUE DO TEU IRMÃO CLAMA POR MIM DESDE A TERRA‘” (Gn 4,10-12). Os homicidas são assediados pelo medo e torturados pelo remorso da consciência, embora nenhum homem os persiga.

Três são as causas que tornam lícita a morte de alguém: a autoridade pública, a legítima defesa e a guerra justa. Fora destes três casos, é sempre um pecado matar o próximo assim como feri-lo ou golpeá-lo.

O ABORTO também é um pecado gravíssimo que clama vingança ao céu. O aborto é o assassinato a sangue frio das crianças mais indefesas e inocentes. E é ainda mais grave quando essas crianças são assassinadas precisamente por aquelas pessoas que têm maior obrigação em defendê-los. Deus diz: “Não matarás o inocente e o justo, porque não absolverei o culpado” (Ex 23,7).

Ajudar e proteger os assassinos é tornar-se responsável por seus crimes; e isto é precisamente o que fazem os governos que permitem o aborto, e os cidadãos que, com seus votos, ajudam o governo abortista! Isto atrai a maldição de Deus sobre a terra e causa muitos problemas na sociedade. Toda pessoa que colabora em um aborto é excomungada da Igreja Católica.

Trecho do post OS PECADOS QUE CLAMAM VINGANÇA AO CÉU

DO CORONAVIRUS AO REINO DE SATANÁS

COVID-19 – Wikipédia, a enciclopédia livre

[Reproduzimos aqui a carta enviada pelo Pe. Laurent, capucinho, aos terciários franciscanos, sobre a questão do coronavirus] 

Fonte: Permanencia

Caros terciários,

Desde a nossa última carta, muita coisa aconteceu. A chegada repentina do coronavírus, as ações tomadas em seguida pelos governos da maioria dos países: levará algum tempo até que se tenha o recuo necessário para uma análise completa da situação. No entanto, desde já, importa considerar tudo de um modo católico, afim de nos portarmos em tudo como filhos de Deus.

Em primeiro lugar, gostaríamos de exprimir nossa compaixão por todas as famílias afetadas pela epidemia. Que Deus conceda descanso eterno a todas as almas que se foram, e que se digne a secar as lágrimas de todos que choram (Is 25, 8). Nossa compaixão também se estende a todos vocês, que foram privados dos sacramentos, especialmente durante a Semana Santa e a Páscoa. Seus padres fizeram o possível para contornar o problema com as medidas toleradas pela lei. Tenham certeza de que continuam rezando especialmente por vocês.

Mas o dever do sacerdote é também, e acima de tudo, o de jogar a luz da fé nessas provações.  Ora, as pragas que nos tocaram são um castigo e visam a nossa conversão. “Minha vontade é a morte do ímpio? diz o Senhor Deus. Não é antes que ele se converta e viva?” (Ez 18, 23).

Uma punição coletiva

Nossos pecados pessoais merecem nosso castigo pessoal, neste mundo ou no outro. Quanto às sociedades, elas não sobreviverão a este mundo. Assim, é a partir desta vida que a justiça divina se exerce contra elas. Deus costuma enviar um castigo coletivo (epidemias, guerras, desastres naturais ou sociais), para que as sociedades ‘entrem em si’ (Lc 15,17) e voltem-se para Ele. Continuar lendo

O QUE É A OMS?

OPAS/OMS | ONU Brasil

Fonte: Boletim Permanencia

Desde o início da pandemia, a Organização Mundial da Saúde foi alçada a um patamar de grande respeitabilidade mundial. Seria uma espécie de heroína na batalha contra o coronavirus. As declarações de alguns dos seus membros ganham a primeira página dos jornais, que lhe conferem grande autoridade.

No entanto, é preciso dizer que se trata de um organismo notoriamente empenhado na promoção do aborto e de ideologias ostensivamente contrárias à moral natural e, por isso, mais do que nunca, é preciso que seja denunciado.

O que é a OMS?

A Organização Mundial da Saúde (OMS ou WHO, em inglês) surgiu em 7 de abril de 1948, mas podemos remontar suas origens as International Sanitary Conferences, realizadas em Paris no ano de 1851.

O seu objetivo é advogar pelo cuidado da saúde universal, monitorar riscos à saúde pública, coordenar respostas para emergências de saúde e promover a saúde humana e o bem estar.

Atualmente, conta com 196 membros e é presidida por Tedros Adhanon (2017-2022), ex Ministro da Saúde e ex Ministro do Exterior da Etiópia. Ele mesmo não é médico nem possui qualificação alguma na área de saúde.

O orçamento da OMS gira em torno de US$ 4,4 bilhões, financiado principalmente por EUA, Alemanha e Reino Unido, investidores particulares e pela indústria farmacêutica — chama a atenção, entre os primeiros, a participação da Fundação Bill & Melinda Gates e da Fundação Rockefeller. Até recentemente, os EUA eram os principais financiadores.

Qual a autoridade da OMS?

Alguns jornais, partidos políticos e órgãos governamentais têm condenado toda a iniciativa contrária às resoluções da OMS. Um Ministro do STF chegou a ameaçar invalidar qualquer iniciativa que as contrariasse.

“A OMS tem ao seu lado o grande respaldo da ciência, da tecnologia e da racionalidade, o que lhe confere grandes poderes”, afirma o diplomata Marcos Azambuja, que chefiou a delegação do Brasil para Assuntos de Desarmamento e Direitos Humanos em Genebra. “Porém, é um órgão que apenas recomenda e sugere ações, ou seja, não tem poder de polícia, de controlar ou impor sanções contra países”. Continuar lendo

MÍSERA SORTE! ESTRANHA CONDIÇÃO.

O gemido está no quarto canto de Os Lusíadas e quem o pronuncia é um ancião de “aspecto venerando” que não vê com bons olhos o esplendor da nova civilização que os varões da ocidental praia lusitana querem inaugurar.

Ó glória de mandar, ó vã cobiça

Desta vaidade a quem chamamos Fama!

Todas as almas afinadas, um Pascal, um Péguy, a seu turno, e cada um com seu modo, dirão que o homem é um incôngrua criatura, “un monstre de contradictions, un puits d’inquietude”. O próprio Camões, mais de uma vez volta à obsessiva idéia do “desconcerto do mundo” trazido pela mesma conturbada condição humana. Nós sabemos pela Fé que tais desconcertos e contradições são conseqüências do pecado de nossos primeiros pais, e Chesterton dizia que, de todos os dogmas e mistérios da fé, o mais claro, o mais evidente é sem dúvida o do pecado original. Basta efetivamente olhar em torno de si com alguma atenção para descobrir que o animal racional é o menos razoável dos seres, e para começar a crer que algum grave mal-entendido está na origem do homem, e perdura em sua condição ao longo dos séculos.

O Concílio de Trento nos diz majestosamente: “Adão perdeu para si e para seus descendentes a inocência e a santidade de seu primeiro estado ficando assim sujeito à morte e ao cativeiro do Diabo”.

No mesmo contexto o Concílio de Trento nos ensina que, além da perda da justiça original que lhe assegura a Vida Eterna, os descendentes de Adão ficaram privados dos dons preternaturais, e da natural integridade, ficando assim decaída a natureza humana: a inteligência torna-se obnubilada para as coisas mais altas, e o livre-arbítrio se torna fraco, vacilante e com certa inclinação para o mal. Além disso, nas profundezas da alma decaída, o pecado original deixará o veneno do amor-próprio, que o Catecismo de Trento, mantendo a fórmula paulina, chama de “carne”, e que está na origem de todos os pecados, a começar especialmente pelo orgulho e pela cupidez. Continuar lendo