ORAÇÃO PELO PRÓPRIO CONFESSOR

Resultado de imagem para confessor"Deus, pois que, com a vossa solicitude paterna, me destes para guardião e guia um vosso tão digno Ministro, concedei-me ainda a graça de por em prática os seus sábios ensinamentos, afim de que eu consiga conquistar todas as virtudes, que, para a Vossa glória e para a minha salvação devem resplandecer em mim.

Peço-Vos para ele, ó Senhor, a mais ardente caridade, o zelo mais iluminado, a santidade mais sublime e a consolação inefável de conduzir para o Vosso amorosíssimo Coração um imenso exército de almas que Vos bendigam, Vos amem, e que formem para sempre no Paraíso a sua gloriosa coroa. Assim seja.

Confessai-vos Bem – Pe. Luiz Chiavarino

A CONFISSÃO POR TELEFONE OU VÍDEO-CHAMADA É VÁLIDA?

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Devido às atuais dificuldades causadas pelo coronavírus, muitos de vocês precisam ficar em casa e se encontram impossibilitados de acessar o sacramento da penitência nas igrejas. Portanto, muitos se perguntam se é possível confessar-se em casa usando o telefone ou os diferentes aplicativos que temos à nossa disposição, como WhatsApp, Skype, FaceTime etc., fazendo uma vídeo-chamada com o sacerdote e confessando-nos on-line.

Então, surge a pergunta: posso ou não confessar-me por telefone ou através dos diferentes aplicativos que o mundo moderno me disponibiliza? Esta não é uma pergunta nova, porque o telefone existe há muito tempo e a teologia moral já respondeu a essa pergunta.

A resposta é “Não”. Não posso usar o telefone nem os aplicativos de celular ou computador para confessar-me. Por que razão? O problema é que a confissão por telefone ou através dos diferentes aplicativos que estão ao nosso alcance é, muito provavelmente, inválida. É muito duvidosa, porque não cumpre os requisitos que Nosso Senhor colocou no sacramento da penitência ao instituí-lo. Vamos desenvolver o tema aproveitando o que diz o Padre Royo Marín em sua “Teologia Moral para Leigos”, na qual ele indica os diferentes pontos que tornam a confissão por telefone, muito provavelmente, inválida e, portanto, ilícita. E isso se aplica, é claro, a aplicativos modernos e chamadas de vídeo.

Podemos dizer que são três as principais razões que tornam a confissão por telefone muito duvidosa:

Em primeiro lugar, diz Pe. Royo Marín, falta a presença real do penitente. Na confissão deve haver um contato pessoal imediato entre o sacerdote e o penitente. Entre o sacerdote, que é o juiz na penitência. Vocês devem se lembrar que a confissão é um sacramento instituído como um juízo: o padre é um juiz que julga os pecados em nome de Deus, em nome de Jesus, e o penitente é o acusado que se auto-acusa. Deve haver uma relação cara a cara entre o juiz e o penitente, ou seja, o acusado. É evidente, diz o Pe. Royo Marín, que o telefone, por sua própria natureza, é usado para falar com uma pessoa ausente, não com uma pessoa presente. O mesmo deve ser dito, e com maior razão, do rádio e da televisão. Não importa que se possa falar com o penitente e até vê-lo na televisão porque, como diremos em breve, a palavra humana não é realmente transmitida pelo telefone ou rádio, e pela televisão não se vê o mesmo penitente, mas apenas sua imagem ou fotografia refletida na tela, exatamente como em um espelho. Falta, absolutamente, a presença real, mesmo moral, do penitente. Não há presença real, podemos dizer, entre o penitente e o confessor. É uma presença artificial.  Continuar lendo

50 ANOS DA NOVA MISSA (PARTE 4): DOM GUÉRANGER E O MOVIMENTO LITÚRGICO

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Os primeiros três artigos desta série nos levaram ao século XIX. Naquele tempo, o Missal Tridentino, que havia sido estabelecido em quase todo lugar, estava sendo desafiado em particular pelo Galicanismo e Jansenismo. Essa dificuldade foi encontrada especialmente na França, mas também na Itália com o famoso sínodo de Pistóia, realizado pelos Jansenistas em 1786.

O estado das coisas no começo do Século XIX

Na França, a diversidade de missais havia se tornado preocupante: quase todas as dioceses tinham uma liturgia particular, em seu próprio modo. Além disso, as fronteiras das novas dioceses  criadas seguindo a concordata de 1801 não coincidiam com aquelas das velhas dioceses. Como resultado, um bispo poderia se encontrar confrontado com várias liturgias diferentes.

Aqui está um exemplo. Após se tornar Bispo de Langre em 1836m Monsenhor Parisis falou de sua perplexidade: “Criado por veneráveis padres, todos confessores da fé, no uso exclusivo das modernas liturgias, eu dificilmente suspeitei que poderia haver dúvidas sobre sua legitimidade tanto mais quanto sua ortodoxia. Aqui está o que eu encontrei na diocese de Langres: Primeiramente, cinco liturgias diferentes respectivamente seguidas por fragmentos de cinco dioceses que agora formam a nova diocese de Langres [Langres, toul, Chalons, troyes e Besançon]; então, vários usos não mais reconhecidos, estabelecidos por todos os párocos que se sucederam ali durante quarenta anos, ou simplesmente [estabelecidos]pelos professores das escolas.Finalmente, na catedral, a missa é rezada e o ofício cantado de acordo com o Rito Romano, mas o breviário recitado de acordo com a edição semi Parisiense que não possui mais do que dez anos de existência.”

Dom Guéranger: O Homem Providencial

Prosper Louis Pascal Guéranger  nasceu em 04 de abril de 1805 em Sablé, nas várzeas do [rio] Sarthe, e foi batizado no mesmo dia. Aos 17 anos de idade ele entrou no seminário de Le Mans, no ano de filosofia, e entrou no seminário maior no ano seguinte. Ele foi ordenado padre em 07 de outubro de 1827. Sua ordenação foi marcada por um incidente profético: o bispo omitiu uma importante imposição de mãos durante a cerimonia; o Padre Guéranger reclamou sobre isso, até que, tendo reparado seu erro, o bispo seguiu as prescrições pontificais.
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O QUE ACONTECEU DEPOIS DO CONCÍLIO? – A MUDANÇA DOS SACRAMENTOS

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Neste terceiro artigo de uma série que publicaremos, extraídos de uma conferência proferida por D. Lefebvre em Roma, em 6 de julho de 1977, intitulada “A Igreja depois do Concílio“, explicaremos uma a uma as conseqüências desastrosas e a tempestade causada pelas mudanças feitas no Concílio Vaticano II.

Todos os sacramentos foram modificados no sentido de uma comunhão humana, apenas humana – já não mais uma comunhão sobrenatural -, uma espécie de coletivização. Coletivizaram os sacramentos.

O batismo tornou-se apenas a iniciação em uma comunidade religiosa; não é mais a destruição do pecado original para ser purificado no Sangue de Jesus Cristo, para ressuscitar no Sangue de Jesus Cristo, afastar-se do pecado e de Satanás através dos exorcismos que se faziam no batismo. Se é apenas uma iniciação à comunidade religiosa, o batismo pode servir para todos, também aos não-cristãos.

O mesmo conceito é encontrado na comunhão. A comunhão é agora, como dizia, uma assembléia, um tipo de comunidade que se comunica, que compartilha o pão da comunidade. Também temos absolvição coletiva, a penitência coletiva. Daí segue-se que o sacerdote não é mais o santificador marcado pelo caráter sacerdotal para oferecer o santo sacrifício da Missa. Ele se torna o presidente da assembléia. E se o sacerdote é apenas o presidente, ele pode ser escolhido dentre os fiéis. Conseqüentemente, não é mais necessário que o sacerdote seja celibatário. Ele pode, perfeitamente, se casar.

Tudo isso deriva do novo conceito de igreja. Chega agora a dar coletivamente a Extrema Unção. Em Lourdes, na cidade mariana, convidaram para reunirem-se todos os que tinham mais de 65 anos para receberem, coletivamente, a extrema unção. Isso é grave, muito grave, porque assim o sacramento já não é mais válido. O sujeito da extrema unção deve ser um doente. E até agora eu nunca tinha ouvido falar que depois dos 65 anos fossemos todos doentes. Não é por ter 65 anos que estamos doentes.  Si quis infirmatur “, diz São Tiago, “Está entre vós algum enfermo, chame o sacerdote e lhe administre…”, mas se não está doente,  não se pode estar sujeito a extrema unção. Isso é muito sério porque denota uma orientação totalmente nova.

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NOTA DO BLOG: D. Lefebvre explica muito bem isso em sua Carta Aberta aos Católicos Perplexos, no capítulo: O NOVO BATISMO, O NOVO CASAMENTO, A NOVA PENITÊNCIA, A NOVA EXTREMA-UNÇÃO

MAS POR QUÊ? …

Resultado de imagem para mau exemplo paisMeu filho, se em lugar de falar somente a ti, eu pudesse falar a todos os pais e mães de família cristãs, queria dizer-lhes:

Porque, pais e mães, por que quereis trair vossos filhos? Porque não defendeis e protegeis em tempo de inocência? Porque os vestis como os selvagens e lhes favoreceis todos os caprichos, não lhes corrigis os defeitos e lhes desculpais tão facilmente as faltas?

Por que trair vossas filhas? Permitis-lhes as modas mais indecentes, ridículas e imorais?

Fechais os olhos sobre as companhias que freqüentam, sobre relações, amizades e os mesmos namoros.

Concedei-lhes qualquer divertimento, seja ele qual for?

Pais e mães, porque não diligenciais a fim de que sejam ao menos como vós, cristãos, amantes da ordem, da disciplina, do trabalho, da economia, da própria honra e reputação?

Porque não os habituais a obedecer a Deus, provido, bondoso, infinitamente justo, condescendente e benigno? Porque não lhes inculcais em tempo o amor a religião, a oração e a virtude?

Que cena consolante e maravilhosa vos seria reservada no juízo eterno do Senhor!


Casai-vos bem
– Pe. Luis Chiavarino

 

UM ESTUDO ANTROPOLÓGICO FAZ JUSTIÇA AO CASAMENTO CRISTÃO

Fonte: FSSPX Itália – Tradução: Dominus Est

Um estudo publicado pela Science Magazine sugere que a Igreja Católica desempenhou um papel importante no surgimento de elites no Ocidente. Como? Regulamentando a sociedade através da instituição do matrimônio cristão.

Sem muito sentimentalismo, o casamento na igreja pode até ser a chave para o sucesso e a realização pessoal. Pelo menos, de acordo com um estudo aprofundado antropológico, publicado pelo periódico mensal Science, de 8 de novembro de 2019.

Uma equipe de pesquisadores americanos da George Mason University  (GMU) descobriu que o que antes era chamado de “elites ocidentais” constitui um grupo separado de todos os outros tipos de população do mundo: mais altruísta, mais desenvolvida, mais inclinada ao sucesso.

Para explicar esse fenômeno, nossos cientistas sociais usaram “fatores psicossociais” nos quais vêem a herança de um modelo familiar muito específico.

Segundo eles, a Igreja Católica, gradualmente permeando as sociedades, levou lentamente a um novo tipo de relações humanas, cujo clã deixa de prevalecer sobre a unidade familiar. A família pode, portanto, prosperar, para o bem de cada um de seus membros: cônjuges e filhos.

O meio privilegiado desse desenvolvimento foi o matrimônio cristão, que, ao fazer desaparecer a endogamia, permitiu à família adquirir uma irradiação moral, intelectual e social. Isso só foi possível pelo cristianismo, do qual provém o homem ocidental.

Aos olhos do grupo de pesquisadores da GMU, o homem ocidental deve seu sucesso à “instituição familiar duradoura” estabelecida pela Igreja nos séculos passados.

Não é comum que as ciências humanas mexam com as convicções daqueles que elogiam a desconstrução e a ideologia do “gênero”, onde é comum ver no matrimônio cristão a fonte de todas as “discriminações”. Diante da generalizada transgressão e da corrupção moral, nunca é tarde para voltar às fontes da verdadeira civilização, aquelas da cidade católica.

O MAU EXEMPLO DOS PAIS – PERVERSÃO DOS FILHOS

Imagem relacionadaO mau exemplo e, pior ainda, o escândalo, é como o câncer, penetra, infiltra-se, estende-se, intoxica e mata. Fujamo-lo como o monstro mais mortífero.

Jesus disse ao escandaloso: “Melhor seria se lhe fosse amarrada ao pescoço uma mó de moinho e fosse lançado ao fundo do mar!”

Os pais devem evitar com extremo cuidado, não só de dar escândalo diretamente, mas também indiretamente; evitem, pois, não só as conversas, mas o comportamento menos digno na presença dos filhos, no vestir, nos gracejos e brincadeiras … Não se diga que são criaturinhas inocentes, sem malícia e que nada compreendem. Mas a malícia, que hoje talvez não têm, pode acordar e lançar raízes, adubada pelo mau comportamento dos pais.

E vós, pais, bem o sabeis, como é grande a curiosidade das crianças.

As crianças querem saber tudo, tudo ver e tudo tocar. Essa curiosidade inocente num sentido é benéfica, mas como volver dos anos, se não for bem orientada tornar-se-á malícia. Convém, pois, que os pais sejam rigorosos em guardar debaixo de chave tudo o que é perigoso: jornais, revistas, livros, fotografias, utensílios particulares destinados a estudos especiais da profissão.

Quantos meninos e meninas não aprenderam o caminho do mal, lendo ou examinando livros, ilustrações, jornais, tratados de medicina que talvez dormiam empoeirados em alguma estante da biblioteca aberta a todos. Continuar lendo

DOR E PROPÓSITO

Resultado de imagem para confissão sacramentoDISCÍPULO — Padre, é coisa importante sentir a dor dos pecados cometidos?

MESTREA dor dos pecados é coisa importantíssima, de todo indispensável mesmo, para cada confissão. Sem ela o Sacramento não terá lugar. Assim como o Sacramento do Batismo não se pode realizar sem água, também não é possível o Sacramento da Penitência sem dor…

DISCÍPULO — Então todos aqueles cuja principal preocupação é a procura dos pecados, e que pouco se importam de excitar a dor, não fazem boas confissões?

MESTRE— Fazem todos confissões sacrílegas ou nulas; sacrílegas quando se conhece a própria falta de dor; nula se se ignora o fato. É verdade que a boa vontade de se confessar bem, e na diligência em fazer bem o exame a dor está incluída; portanto não há motivos para sustos.

DISCÍPULO — Como é que se deve fazer para excitar a dor dos pecados?

MESTRE— Deitemos um olhar para o inferno, merecido com os nossos pecados; contemplemos o Paraíso, perdido, com os nossos pecados. Deitemos um olhar para o crucifixo, onde Jesus agoniza por causa das nossas culpas. Pensemos que Deus é tudo e nós nada; que de uma hora para outra pode abandonar-nos; que muitos, mais moços do que nós, já estão no inferno e que, se nós ainda estamos aqui, é porque Ele usa conosco de misericórdia.

Era uma quinta feira santa. Um oficialzinho elegante chegou ao confessionário e, sem mais nada, foi dizendo:

— Padre, desculpe a minha franqueza: sou militar; não vim aqui para me confessar, mas somente para satisfazer o desejo de minha mãe e de minhas irmãs, que me observam do banco. Elas querem que eu comungue na Páscoa, mas eu não creio nisso, até me rio. Continuar lendo

A CONFISSÃO ABRE AS PORTAS DO CÉU

A confissão é uma obra-prima de Deus. Quem confessa com sinceridade e humildade alcança o perdão de todos os seus pecados, não importando o número ou a gravidade deles. Se expulsa Satanás da alma, se recobra os 7 dons do Espírito Santo e as 3 virtudes teológicas.O pecador recupera a amizade de seu Deus e se torna herdeiro do Reino dos Céus.

CRISMAS E MISSA PONTIFICAL NO PRIORADO PADRE ANCHIETA/SP

No dia 17 de agosto de 2019 Sua Excelência Reverendíssima, Dom Alfonso de Galarreta, conferiu o sacramento da Crisma na Capela São Pio X, em São Paulo. Devido ao grande número de crismandos (mais de 100 pessoas – mais da metade sub conditione) houve duas cerimônias (manhã e tarde).

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“N., eu te marco com o Sinal da Cruz e te confirmo com o Crisma da salvação, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”

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Já no dia 18, D. Alfonso de Galarreta, bispo da FSSPX, oficiou a Missa Pontifical.

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A Missa Pontifical é a Missa Solene própria de um bispo, celebrada com todo o cerimonial próprio de seu caráter.

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Se todas as cerimônias da Santa Igreja Católica têm a virtude de estimular a Fé, fomentar a devoção e elevar o espírito dos fiéis à contemplação das coisas celestiais, com muito mais razão pode-se afirmar o mesmo da Missa Pontifical, tendo em conta a imponente solenidade com que se celebra” – Pe. Joaquín Solans

Fotos por José Roberto dos Santos – Fonte: FSSPX Brasil (aqui e aqui)

QUEM QUER E QUEM NÃO QUER, OU SEJA, DESCULPAS E PRETEXTOS

Resultado de imagem para confissão sacramentoDISCÍPULO — Quanto a mim, estou plenamente convencido de tudo o que foi dito até aqui e das excelentes vantagens da Confissão bem feita e freqüente; mas há também muitos que, ou por não a freqüentarem sempre, ou por não a freqüentarem nunca, arranjam desculpas e pretextos: o senhor quer ter a bondade de me sugerir um modo de combatê-los e convencê­-los?

MESTRE — De boa vontade. Exponha as “desculpas e pretextos” de uns e de outros.

DISCÍPULO — “Eu não tenho pecados para confessar”, dizem alguns.

MESTRE — Será verdade?… O Espírito Santo diz que até o justo peca sete vezes por dia e São João Evangelista escreve: “Se dissermos que não temos culpas enganaremos a nós próprios e em nós não haverá verdade. Os que dizem que não têm pecados para confessar são pobres cegos que não conhecem a própria miséria e, se não a conhecem, é justamente porque não se confessam com bastante freqüência. As pessoas asseadas não toleram nem as pequeninas manchas. Mas as pouco asseadas não se apoquentam nem com manchas grandes e nem com sujeira.

Um oficial perguntou certa vez a um sacerdote:

— Diga-me uma coisa, Padre: Quem não peca é obrigado a se confessar?… Eu nunca me confesso porque nunca peco.

O sacerdote respondeu de pronto:

Senhor oficial, eu só conheço duas categorias de pessoas que não pecam: crianças, que ainda não atingiram a idade do uso da razão e… os loucos que, infelizmente, já o perderam.

DISCÍPULO — “Eu não sei o que dizer ao Confessor.”

MESTRE — É muito simples. Mesmo quando não tiverem nem roubado, nem morto, nem odiado, nem dado escândalo, etc… e na sua consciência um tanto grosseira não tiverem achado nem mesmo pequenas mentiras, murmurações, maledicências, pensamentos inúteis, afeições, distrações, omissões, negligências e outras muitas coisas parecidas, apresentem-se do mesmo modo ao Confessor e declarem simplesmente que não sabem o que lhe dizer. Podem estar certos de que, com a sua caridade e prudência ele saberá fazer com que descubram o que não foram capazes de achar. Além disso, ele terá sempre muitas coisas para lhes dizer, muitos conselhos para lhes dar e também um pouco de penitência, de modo que, quando o deixarem, estarão melhorados, terão mais fervor, sentir-se-ão satisfeitos e felizes pelo contacto que tiveram com Jesus, cujo ministro é o Confessor. Continuar lendo

OUTRA MEDITAÇÃO PARA O XI DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES:O SURDO-MUDO E AS CONFISSÕES SACRÍLEGAS

Resultado de imagem para confissões sacrilegasSumário. O surdo-mudo de quem fala o Evangelho é uma imagem daqueles pecadores que por vergonha calam os pecados na confissão e agravam a alma com sacrilégios horrorosos. Meu irmão, se, por desgraça fores do número daqueles infelizes, pede a Jesus Cristo que renove em ti o milagre; e que, para te levar a desatar a língua, te abra primeiro os ouvidos, afim de que compreendas as ilusões do demônio. Reflete que, enquanto estás meditando, tantas pobres almas estão ardendo no inferno, por terem, como tu, calado os pecados na confissão.

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O surdo-mudo de quem fala o Evangelho, é uma imagem daqueles pecadores que por vergonha calam os pecados na confissão e agravam a alma com sacrilégios horrorosos. Para curar semelhantes infelizes e induzi-los a fazerem uma confissão sincera, é necessário que Jesus Cristo, como fez com o surdo-mudo, os tire à parte de entre a multidão de tantos pensamentos mundanos, e que, antes de lhe desatar a língua, lhes abra os ouvidos, afim de que compreendam bem as ilusões do demônio.

Representemo-nos uma pessoa que, cega por alguma paixão, caiu em um falta grave. Afim de que ela não procure recuperar a graça de Deus, o demônio restitui-lhe o pejo, que primeiro lhe tirou para pecar, e diz: “Que dirá o teu confessor, quando ouvir a tua queda? De certo, sabendo a tua fraqueza, t’a lançará em rosto e se irritará”. – Eis aí a primeira ilusão do demônio; eis aí como o lobo infernal agarra as ovelhas de Jesus Cristo pelo pescoço, para que não possam gritar por socorro.

Que dirá o Confessor? Responde: Dirá que sou um infeliz, como são quantos vivem neste mundo, e que estou exposto a cair; dirá que, se pratiquei o mal, fiz também uma ação gloriosa, vencendo a vergonha e confessando sinceramente o meu pecado. Continuar lendo

A CONFISSÃO GERAL

Imagem relacionadaDISCÍPULO — Padre, uma última pergunta. O quê é a Confissão geral?

MESTRE Chama-se confissão geral a revisão de todas as culpas cometidas durante a vida, ou em grande parte dela.

DISCÍPULO — E a confissão geral é necessária?

MESTRE — Para muitos pode ser necessária; para outros é somente útil, enquanto que para alguns é nociva.

DISCÍPULO — Em que caso é necessária?

MESTRE — É necessária quando as confissões precedentes foram sacrílegas ou então nulas.

DISCÍPULO — E quando é que as confissões são sacrílegas? e quando são nulas?

MESTRE — As confissões são sacrílegas quando se calaram propositadamente culpas graves, sabendo que tinha obrigação de confessá-las; ou então quando não sentimos a dor necessária ou não fizemos o propósito de evitar o pecado no futuro. São nulas, quando o penitente ignorava essa falta de dor e de propósito.

DISCÍPULO — Então, quais são os que têm necessidade de uma confissão geral?

MESTRE — Tem necessidade absoluta de fazer uma confissão geral, quem, seja por malícia, seja por vergonha, calou ou negou nas confissões precedentes algum pecado mortal ou então alguma circunstância que muda a espécie do pecado; ou não indicou com precisão o número dos pecados mortais que conhecia bem; ou exprimiu suas culpas ao confessor de tal modo que ele não as compreendeu; ou então o enganou com mentiras graves quando respondeu às suas perguntas. Continuar lendo

MODO PRÁTICO DE SE CONFESSAR

Resultado de imagem para confissãoDISCÍPULO — Padre, depois dessas coisas tão bonitas que me disse até agora sobre a confissão, tenha a bondade de acrescentar algumas palavras sobre o modo de se confessar. Tenho medo de não ser capaz e de me confessar bem.

MESTREE por que esse medo? “A confissão, como a definiu o suavíssimo Papa Pio X, é a descoberta mais oportuna que Jesus soube fornecer à enfermidade humana”.

Isso quer dizer que é o Sacramento mais fácil de se receber, ao alcance de todos, e que não requer condições difíceis, de modo que, todos os que têm boa vontade para fazer uma boa confissão, sempre o conseguem. Aqueles então que têm muito medo de se confessarem mal, são os que se confessam melhor, justamente por causa do medo.

DISCÍPULO — Devemos também rezar antes da confissão?

MESTRE— Sendo uma verdade de fé que, sem o auxílio da graça, não nos podemos confessar bem, devemos pedir esse auxílio com a oração:

1) Avivando a fé nesse Sacramento, que é o principal meio de santificação.

2) Agradecendo a Jesus que quis dar-nos tão valioso presente à custa da sua paixão e morte.

3) Recomendando-nos à nossa querida mãe. Maria Santíssima, refúgio dos pecadores, ao nosso Anjo da Guarda, às Almas do Purgatório.

Depois disso fazemos o exame de consciência.

DISCÍPULO — Ah, Padre, aqui começam as minhas inquietações. Eu não sou capaz de fazer o exame de consciência: ou não me lembro dos pecados, ou então me esqueço deles quando chego ao confessionário. Continuar lendo

OBEDIÊNCIA AO CONFESSOR, RESPEITO E GRATIDÃO

Resultado de imagem para confissãoDISCÍPULO — Padre, e da obediência ao Confessor o senhor não diz nada?

MESTREA obediência ao confessor é virtude tão necessária ao proveito da alma, que se ela faltar ou for defeituosa, todos os esforços serão inúteis. Ela, diz o Beato Cafasso, não conhece nem inferno, nem purgatório, mas só o Paraíso.

DISCÍPULO — Em quê consiste essa obediência?

MESTRE — Consiste em estar-se sinceramente disposto a fazer, omitir tudo e logo, o que o Confessor mandar.

DISCÍPULO — Dizer é fácil! Mas quando não se consegue?

MESTRE — Quanto a conseguir, isto é questão de tempo e depende da graça de Deus, o qual dará o seu auxílio em proporção aos esforços e à obediência de cada uMestre Ninguém fica santo em um dia! O Confessor sabe disso, e não perde a coragem, apesar das caídas repetidas, certo de que dentro de um tempo – mais ou menos breve — ele e o penitente serão consolados pelo êxito mais satisfatório.

Você se lembra que São Felipe Néri trabalhou durante mais de um ano ás voltas com a alma daquele rapaz, sujeito a pecados de impureza, e conseguiu curá-lo inteiramente e fazer dele um anjo de pureza, só com a imposição de voltar á confissão a cada recaída?

DISCÍPULO — Lembro-me muito bem! De modo que, Padre, não convém ficar desgostoso nem desanimar quando não se consegue logo essa obediência?

MESTRE — Pelo contrário; convém humilhar-se sempre mais e renovar confiante os bons propósitos. Esta é a história de quase todos os santos célebres que afinal eram feitos de carne e osso como nós e sujeitos ás mesmas misérias.
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DOCILIDADE PARA COM O CONFESSOR

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DISCÍPULO— Padre, devemos, além do mais, ser dóceis para com o Confessor.

MESTRE — Tudo o que foi dito quanto à confiança, pode aplicar-se ao que diz a respeito á docilidade; em outras palavras, devemos crer no Confessor, ter confiança nele, deixar que nos julgue, pôr em prática as suas ordens, proibições e conselhos.

DISCÍPULO— Padre, alguma vez acontece que o Confessor diz: “basta, eu compreendi”. E então?

MESTRE — Então, devemos calar-nos no mesmo instante e passar a falar de outra coisa.

DISCÍPULO— Mas se temos a impressão de não ter dito tudo!

MESTRE — Quando o Confessor fala assim, é sinal de que, desde as primeiras palavras, teve a intuição do estado da alma e pôde conhecer o que ainda não dissemos ou que não soubemos explicar.

DISCÍPULO— Portanto, não fazem bem os que, quando o Confessor os interrompe, ou para fazer uma pergunta ou para pedir uma explicação, no lugar de prestarem atenção no que ele lhes diz, pensam nas faltas ainda não confessadas para não as esquecerem?

MESTRE — Não, não fazem bem. Devemos prestar toda a atenção ao Confessor, mesmo que seja para esquecer as culpas que ainda não foram ditas, estas poderão ser acrescentadas mais tarde, quando o Confessor nos convidar a fazê-lo.

DISCÍPULO— E se as esquecermos?

MESTRE — Se isso acontecer paciência. Confessá-las-emos nas confissões seguintes.

DISCÍPULO— E tal confissão é considerada bem feita? Continuar lendo

CONFIANÇA NO CONFESSOR

Imagem relacionadaDISCÍPULO— Padre, como deve ser a confiança no confessor?

MESTREDeve ser ingênua, sem inquietação ou duplicidade. Em outras palavras, devemos, abrir-lhe o nosso íntimo sem reserva alguma, devemos agir justamente como as crianças que sentem a necessidade de dizer tudo aos que procuram a sua felicidade.

DISCÍPULO— O que significa abrir-lhe o nosso íntimo?

MESTRE — Significa que devemos contar-lhe tudo, os pecados, os defeitos e as más inclinações, quando prejudicam a consciência, seja quanto ao passado, seja quanto ao presente.

O demônio, diz santo Inácio, age com os incautos como os jovens dissolutos com as moças tolas que querem seduzir. Temem que as infelizes contem aos pais as palavras, as confidências, os dizeres argutos que usaMestre Assim o demônio emprega toda a astúcia possível para que não demos a conhecer ao confessor as suas artimanhas e os seus enganos..

DISCÍPULO— O demônio teme essa nossa confiança, por que ela corta todos os seus laços e descobre todos os seus enganos: não é verdade, Padre?

MESTRE — Justamente! E para sufocá-la ou diminuí-la enche as almas de dúvidas, temores, suspeitas, desconfianças contra o próprio confessor. É preciso, portanto, ter coragem e mostrar ao padre até essas insídias e tentações da nossa alma.

DISCÍPULO— Mas o confessor não se aborrecerá com essas misérias? Continuar lendo

ESCOLHA IMPORTANTÍSSIMA

Imagem relacionadaDISCÍPULO — Padre, estou admirado com tantas coisas bonitas que ouvi até agora sobre a confissão, porém, para dizer a verdade, de minha parte, apesar de me confessar freqüentemente há já alguns anos, quase não percebi esses efeitos admiráveis e extraordinários.

MESTRE — E você quer saber por quê? Porque aqui, como em qualquer outro trabalho, há modos diferentes de fazer as coisas. Isto é, não basta confessar-se com freqüência, de qualquer jeito e com qualquer confessor, é preciso escolher um verdadeiro pai e confessar-se com ele humilde e devotamente, comportando-se como verdadeiros filhos.

DISCÍPULO — Então é importante saber escolher um bom confessor?

MESTRE — É importantíssimo! Assim como, para os nossos negócios, nós escolhemos pessoas de maior confiança, assim também é preciso fazer quando se trata da escolha de um confessor; a ele devemos confiar a santificação e a salvação de nossa alma, o que é bem mais importante do que os outros interesses.

D.Bosco conta como foi bom para ele o ter encontrado quando moço, na pessoa de D. Calosso, o seu primeiro Diretor espiritual, e nas suas Memórias escreve: “Cada palavra, cada pensamento, cada ação, era-lhe prontamente referida… Desse modo, ele podia guiar-me com fundamento no caminho do temporal e do espiritual, e eu conheci então o que significa um verdadeiro guia estável, um fiel amigo da alma”.

DISCÍPULO — Padre, os que vão à procura de um confessor indulgente procedem mal? Continuar lendo

COM QUÊ FREQUÊNCIA?

Resultado de imagem para confissãoDiscípulo. — E agora, Padre, tenha a bondade de me dizer: com que freqüência é bom chegar-se à Confissão?

Mestre.Com a máxima freqüência possível. Os Santos foram os primeiros a dar-nos o exemplo, tanto que pode parecer exagero a freqüência com a qual se chegavam à Confissão.

Citarei alguns deles: São Francisco no seu regulamento de vida, escrevia: Confessar­me-ei de dois em dois e, no máximo, cada três dias. São Vicente de Paula confessava-se duas vezes por semana, São Felipe Néri um dia sim e outro não, e o mesmo queria que fizessem os seus religiosos. São Vicente Ferrer, São Carlos Borromeu, Santo Inácio de Loiola, São Luiz Bertrando, Santo André Avelino e muitos outros se confessavam diàriamente.  

— Mas, Padre, isso é exagero; talvez o fizeram por passatempo ou por escrúpulo.

— Nada disso. Todos eles eram trabalhadores, bem longe estavam, de se deixarem dominar pelos escrúpulos. Faziam-no para se manterem numa grande pureza de consciência, e para poderem gozar das inúmeras vantagens deste Sacramento.

São Leonardo de Porto Maurício, o infatigável apóstolo italiano, depois de ter tido o belo hábito de se confessar diariamente com constância, chegando aos quarenta e dois anos, pensou em duplicar a dose e escreveu no seu regulamento particular: “De agora em diante confessar-me-ei duas vezes por dia, para aumentar a graça que espero tornar maior com uma única confissão do que com muitas boas obras, de qualquer espécie”.

— Padre, creio que aqui podemos aplicar provérbio: o apetite vem comendo! Continuar lendo

OUTROS EFEITOS ADMIRÁVEIS

Resultado de imagem para confissãoDiscípulo — Padre, todas as belíssimas coisas que o Sr. disse até agora acerca da confissão, tratam só dos que estão sujeitos a cometer pecados mortais, mas quem comete só faltas veniais pode dispensar a confissão?

Mestre — A confissão, meu caro, é muitíssimo útil, também para aqueles que só
cometem culpas veniais, porque, mesmo quando ela não é indispensável para obter o perdão, é sempre o melhor meio para apagar as faltas.

D. — Desculpe, Padre, mas há muitos outros meios para cancelar os pecados veniais:
as orações, as esmolas, a água benta por exemplo.

M. — É verdade; e estes remédios chamam-se “sacramentais”, mas operam só ex opere operantis, ou seja, na medida, quase sempre bem diminuta, da devoção de quem os recebe, enquanto que, a confissão opera, ex opere operato, isto é, por si mesma, em virtude dos méritos de Jesus Cristo, por essa razão remite todas as faltas de modo mais seguro.

D. — Então, também no que diz respeito aos pecados veniais, que são no entanto matéria livre, isto é, que se podem ou não confessar, a confissão é a melhor cura e a mais certa?

M. — Justamente. E não é só isso: a confissão não só remite os pecados e nos dá a vida eterna, como também nos remite toda, ou parte da pena temporal que pode ainda restar.
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QUEM MANDA, FAZ LEIS

Resultado de imagem para sacramento confissãoDiscípulo — E agora, Padre, tenha a bondade de esclarecer ainda mais alguns pontos. Antes de tudo, a Confissão é mesmo necessária para apagar os pecados?

Mestre — Sim, a confissão é indispensável. Assim como a água é necessária para lavar as manchas, não podemos lavar e destruir os pecados sem a confissão. Foi estabelecida por Deus, e Jesus Cristo a confirmou.

— Não lhe teria sido possível estabelecer as coisas diferentemente?

— Sim, podia tê-lo feito, sendo Ele Deus, mas desde que achou preferível proceder assim, não nos resta senão obedecer. De mais a mais haveria uma maneira mais fácil? Não! Suponhamos que, por exemplo, para cada pecado tivesse ordenado uma esmola grande: quantas não a achariam penosa e impossível? Suponhamos ainda que tivesse estabelecido um jejum; quantos não poderiam ou não quereriam fazê-lo? Suponhamos ainda que tivesse exigido uma longa peregrinação; quantos nesse caso, mesmo querendo, não a poderiam realizar? Mas com a confissão não há nada disso, para quem quer que seja, por qualquer pecado e número de vezes, só é necessária uma coisa: confessar-se a um Ministro, cuja escolha é livre, no modo mais secreto e tudo está perdoado. Ah! diga-me: se a lei humana ou civil agisse da mesma maneira, se bastasse apresentar-se a um juiz e confessar a culpa para receber o perdão, haveria ainda prisões e penitenciárias?

— Absolutamente não! todos se confessariam, mesmo os mais velhacos.

— Por que, então, achamos penosa a confissão sacramental?

— Pois seja: mas não chegaria uma confissão feita diretamente a Deus? Quê necessidade há de se, correr ao Sacerdote, pondo-o ao corrente dos nossos interesses?

— Quem manda faz leis! Ouça: O Presidente e o governo mandam que paguemos impostos; pois bem, faça uma experiência; vá ao Rio de Janeiro para pagar diretamente ao Presidente e ao Governo. Dir-lhe-iam: vá ter com o nosso encarregado, o coletor e pague a ele, você poderia protestar à vontade que a situação não mudaria. Querem que paguemos, mas ao coletor. O mesmo dá-se com a confissão. Deus perdoa, mas por meio dos seus encarregados, que são os confessores.
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OS BATIZADOS DOS BEBÊS VIOLAM OS “DIREITOS HUMANOS”? SEGUNDO A EX-PRESIDENTE IRLANDESA, SIM!

news-header-imageFonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Mary McAleese, ex-Chefe de Estado da República da Irlanda entre 1997 e 2011, não hesitou em afirmar que o batismo de crianças na Igreja “viola os direitos humanos”.

Faz-se “conscritos infantis que são mantidos em obrigações vitalícias de obediência”, exclamou a ex-Presidente irlandesa em 23 de junho de 2018, em uma coluna do Irish Times. Ela adicionou:

Você não pode impor, realmente, obrigações a pessoas com apenas duas semanas de vida e não pode dizer a elas aos 7 ou 8, 14 ou 19 anos: eis o que você contratou, eis o que você assinou” porque na verdade elas não o fizeram.

As observações da antiga chefe de Estado baseiam-se em uma noção absoluta da liberdade total: “Vivemos agora em tempos em que temos o direito à liberdade de consciência, liberdade de crença, liberdade de opinião, liberdade de religião e liberdade para mudar de religião. A Igreja Católica ainda precisa abraçar esse pensamento por completo”, concluiu.

Não há nada de surpreendente nisso; embora ela tenha sido criada na religião católica e tenha um diploma em Direito Canônico, Mary McAleese se distanciou da Igreja. Conhecida por seu apoio à causa de homossexuais e às “mulheres sacerdotisas”, a ex-presidente acusou o ensinamento da Igreja sobre o casamento de ser “homofóbico”.

SEGREDO INVIOLÁVEL

Resultado de imagem para sacramento confissãoDiscípulo — Padre, será que alguma vez não acontece que o confessor conte algum pecado ouvido na confissão?

Mestre — Absolutamente nunca! Um tríplice segredo fecha-lhe a boca; nisto entra a vontade de Deus que não permite que se cometam faltas no que diz respeito a este capítulo.

De fato, a confissão existe há mil e novecentos anos, e nunca aconteceu que um confessor, por nenhum motivo, tenha divulgado um único pecado ouvido na confissão. Martinho Lutero que era um frade zeloso, renegou a sua fé, fez se protestante, tornou-se inimigo da igreja falou e escreveu contra a Igreja calúnias infâmias sem fim, mas nunca, nem uma vez sequer, falou de coisas ouvidas na confissão.

Um dia, achava-se ele numa estalagem com alguns amigos, estes, vendo-o meio embriagado, tiveram a idéia de interrogá-lo, justamente a esse respeito. Antes nunca o tivessem feito! Lutero, de um momento para o outro, ficou furioso, e, agarrando uma garrafa, teria quebrado a cabeça daqueles malvados se eles, mais do que depressa, não tivessem fugido.

O segredo da confissão é inviolável, mesmo diante da morte.

D. — Até diante da morte?!

M. — Certamente! Eis aqui um dos mil fatos que eu poderia citar como prova: Justamente durante a quaresma de 1873, um missionário famoso pregava com grande sucesso numa das principais Igrejas de Paris. No meio da multidão enorme que acorria para ouvi-lo, havia também alguns incrédulos, os quais, tendo-o ouvido falar sobre a inviolabilidade da confissão, quiseram fazer uma experiência. Depois de terem combinado o plano, um deles se finge de doente e outros dois procuram o sacerdote e o convidam para acudir junto ao leito do enfermo. O missionário de Deus, concorda de pronto, e acompanha os dois homens que, fazendo-o entrar num carro fechado, vendam-lhe os olhos; depois de uma meia hora de corrida, fazem-no descer na frente de um palacete, e subindo por uma escada o introduzem em um apartamento junto a cabeceira de um homem que se confessa realmente. Acabada a confissão, voltam os dois companheiros e o fazem descer por escadas até um subterrâneo, onde lhe tiram a venda e apontando-lhe duas pistolas carregadas o intimam a referir o que ouvira na confissão .
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TERNO PAI

Resultado de imagem para confissãoDiscípulo — E agora, diga-me Padre: ao ouvir certos pecados, será que o confessor não se surpreende, não fica ofendido, não perde a estima… não nega a absolvição?

Mestre — Mas como é que ele deve ficar surpreendido? Qualquer que seja o confessor, ele já conhece o mundo. Os mesmos pecados que você cometeu, ele já os ouviu mil vezes; por mais que você lhe diga, não lhe dirá nada de novo. Além disso, ele está ali para ouvir misérias e não para ouvir milagres. Nem se ofende se você lhe disser coisas graves, porque, com os pecados, não foi ele que você ofendeu; pelo contrário, como um terno pai, ficará mais comovido, terá mais compaixão de você; alegrar-se-á, pensando que, perdoando muito, aumentará a alegria e a glória de Deus. Será que os pescadores se sentem ofendidos quando puxam na rede peixes enormes?

— Nunca, pelo contrário, ficam satisfeitíssimos .

— Pois bem, o mesmo acontece com o Confessor. Ouça o que lhe vou contar: Um dia, um pecador que tinha culpas bem graves foi confessar-se com S. Luiz Bertrano. Apesar de intensamente arrependido, tinha ainda muito medo e muita vergonha, por isso a cada pecado deitava uma olhadela para o confessor para ver qual a impressão que causavam as suas culpas.

Tendo observado que o Santo não mostrava nem um sinal de espanto, criou coragem e confessou até os pecados mais feios e enormes, e então, muito admirado viu passar pelos lábios do Santo um sorriso muito doce. Como o Padre lhe perguntasse se ainda tinha mais coisa a dizer, respondeu tristonho:

— Padre; ainda tenho mais uma coisa a dizer, mas me falta a coragem…

— Como é que não ousas, se já disseste tantas e com tamanha bravura?

— Porque cometi essa falta neste momento.

— Tanto melhor; assim ela será morta agora mesmo, enquanto está fresca.

— Mas, Padre, eu a cometi contra o Senhor…

— Contra mim? Pois bem, quê importa? Se eu devo perdoar os pecados cometidos
contra Deus, por que, não perdoarei um pecado contra mim?

— Padre, quando eu estava confessando aqueles pecados enormes o vi sorrir e disse comigo mesmo “Este certamente ainda os cometeu maiores do que eu…”

A estas palavras, São Luiz Bertrano respondeu sorrindo:
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EFEITOS ADMIRÁVEIS

Imagem relacionadaDiscípulo  — Padre, além do perdão dos pecados, a confissão traz mais outras vantagens?

Mestre — Traz; e muitíssimas e surpreendentes. Nós todos temos três inimigos implacáveis, deploráveis e obstinados, os quais, dia e noite armam ciladas contra a nossa alma. São eles: a concupiscência, o demônio e o mundo. Da infância ao túmulo, perseguem-nos sempre, onde quer que estejamos e ceifam inúmeras vítimas de todas as idades e condições. Ai de quem não se previne com o remédio divino, que é a confissão.

— E a confissão consegue vencer esses inimigos?

— Uma confissão isolada, não; é preciso que seja repetida frequentemente. Esses inimigos, feridos uma vez com a confissão, não morrem, mas tornam a tentar a prova, mais maliciosos do que antes, modificam e multiplicam os seus lagos para nos causar danos maiores. Oh! quantos, apesar de sinceramente arrependidos, tornam a cair, depois de breves intervalos, nas mesmas faltas.
São Felipe Néri conta que um jovem o procurou, resolvido a abandonar, custasse o que custasse, certos pecados impuros, que tinha o hábito de cometer. Ele ouviu-o, e, vendo a firme vontade que tinha de se emendar, absolveu-o em nome de Jesus Cristo e lhe disse que fosse em paz, e que, se por acaso, aquilo acontecesse de novo, voltasse logo para se confessar.

No dia seguinte, eis de novo o rapaz aos pés de São Felipe.

— Padre, o demônio foi mais forte do que eu, tornei a cair na mesma falta.

— Você está arrependido?

— Sim, padre.

— Pois bem, eu o absolvo, vá em paz, mas na primeira recaída, volte. No terceiro, no quarto, no quinto dia, ei-lo sempre de novo aos pés do Santo confessando as recaídas de sempre, e assim aconteceu doze, treze vezes com intervalos mais ou menos longos, até que finalmente venceu o seu defeito, tornou-se tão puro e tão casto que São Felipe o acolheu entre os seus filhos e ele se tornou um apóstolo zeloso. E assim, a confissão, constantemente repetida, acabou por ser a mais forte, venceu o demônio impuro e os seus mais obstinados assaltos.
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DEUS PERDOA SEMPRE

Resultado de imagem para confissãoDiscípulo — Porém, se alguém reconhece a tempo as suas faltas e se confessa bem, Deus perdoa sempre não é verdade, Padre?

Mestre — Sim, Deus perdoa sempre a quem volta arrependido. Você se lembra da
parábola do “Filho pródigo?”

D. — Ouvi-a mais de cem vezes e acho-a sempre lindíssima e. muito consoladora.
Conte-ma, Padre.

M. — O infeliz rapaz foge de casa, gasta todos os seus bens em excessos. Reduzido à
miséria extrema é obrigado a ser guardião de porcos, e reparte com os animais imundos os restos de comida, para não morrer de fome. Por fim cansado de uma vida tão mesquinha, cheio de remorso, resolve voltar para junto do pai. Vence a vergonha e decidido exclama: “Surgam, et ibo ad patrem meus. — Erguer-me-ei irei para junto de meu pai”. De fato volta, e assim que chega atira-se aos pés do pai implorando: Pai, perdão, porque pequei.

O pobre pai, que desde o triste dia em que o filho partira, não tinha conhecido nem paz nem sossego, não o repele: abre-lhe os braços, ergue-o, aperta-o contra o peito, beija-lhe a fronte, cobre-o com o próprio manto para que ninguém o veja naquele estado. Ordena aos servos: Corram, tragam as roupas mais belas para que eu vista de novo o meu filho; tragam os anéis de ouro e os colares preciosos para que eu o enfeite.

E vocês, diz a outros, matem a vitela mais gorda e preparem um grande jantar.

Convidem parentes e amigos, chamem também os músicos; quero uma grande festa, porque meu filho que estava perdido voltou!

Poucas horas depois, já cada coisa está em ordem: cheia a sala, postas as mesas. O filho que, pouco antes causava dó, aparece todo enfeitado, radiante de alegria, ao lado do pai. E, sentado no lugar de honra, torna-se o “rei da festa”.

Você sabe quem é ele? É o pobre pecador, e seu pai é Jesus. Cada vez que o mais infeliz pecador atira-se aos pés de Jesus e diz, arrependido: “Padre, perdoai-me porque pequei” a mesma cena se repete. O confessor, que representa Jesus, ergue o infeliz; aperta-o nos braços, dá-lhe o beijo do perdão, reveste-o da graça santificante, adorna-o com seus conselhos, leva-o ao casamento de Jesus que é a Comunhão. Continuar lendo