LEMBRETE: MUDANÇA NAS DATAS DA MISSÃO DA FSSPX EM RIBEIRÃO

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Conforme publicado em fevereiro, lembramos que as Missas em Ribeirão não são mais rezadas no segundo domingo do mês.

Dessa forma, não teremos a visita dos padres nesse próximo final de semana.

Mais informações nesse post: MUDANÇAS NA MISSÃO DA FSSPX EM RIBEIRÃO

DA ASSISTÊNCIA À SANTA MISSA

missaImmolabit (agnum) universa multitudo filiorum Israel — “Toda a multidão dos filhos de Israel imolará (um cordeiro)” (Ex. 12, 6).

Sumário. Para ouvir a missa com devoção, devemos ter bem presente que o sacrifício do altar é o mesmo que foi um dia oferecido no Calvário, posto que se ofereça sem derramamento de sangue. Avivemos, pois, a nossa fé, e, quando assistirmos aos augustos mistérios, afiguremo-nos que em companhia de Maria Santíssima e de São João estamos ao pé da árvore da Cruz, para oferecer ao Pai Eterno a vida de seu Filho adorável. E, quando tivermos a ventura de comungar, façamos que bebemos o Sangue preciosíssimo do Coração amável de Jesus Cristo.

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Para ouvir a missa com devoção, devemos ter bem presente que o sacrifício do altar é o mesmo que foi oferecido um dia no Calvário; com esta diferença: que ali o sangue de Jesus se derramou realmente, e aqui só se derrama misticamente. Se então tivesses estado no Calvário, com que devoção e ternura terias assistido a tão sublime sacrifício! Aviva, pois, a tua fé e pensa que a mesma oferenda de então se renova sobre o altar pela mão do sacerdote. Por isso, cada vez que assistires à missa, afigura-te que em companhia de Maria Santíssima e de São João te achas ao pé da árvore da Cruz, para ofereceres a Deus Pai a vida de seu adorável Filho. Se tiveres ainda a ventura de comungar, faze que da chaga do sagrado Coração de Jesus estás bebendo o seu preciosíssimo Sangue.

Além disso deves lembrar-te que o assistir à missa é de algum modo oferecê-la; porque o sacerdote, sendo ministro público, obra, fala e ora em nome de todos os fiéis e em particular daqueles que assistem. De modo que, ouvindo devotamente a missa, também tu, posto que não sejas sacerdote, ofereces de algum modo a Deus um sacrifício de valor infinito, e pagas-Lhe, segundo a justiça, as quatro grandes dividas que Lhe deves: a de honrá-Lo tanto como merece a sua grandeza; a de satisfazer-Lhe, conforme exige a sua justiça; a de agradecer-Lhe à proporção da sua liberalidade; e finalmente a de pedir-Lhe tudo o que exige a nossa miséria.

É, pois, com razão que um autor célebre dizia: “Antes quisera eu perder o mundo inteiro, do que uma só missa, porque sei que o que na terra podemos fazer de mais sublime para a glória de Deus é exatamente a missa, na qual o próprio Jesus Cristo se oferece para dar a seu Pai uma glória infinita. — Que consolo sinto depois de assistir à missa! Então, posto que não seja sacerdote, eu também ofereci à Deus um sacrifício de valor infinito. Ó meu amado Jesus, que tesouro inestimável possuímos em Vós, se soubéssemos apreciá-lo.” (1) Continuar lendo

A SANTA MISSA É UM MEIO EFICAZ PARA OBTERMOS AS GRAÇAS DE DEUS

Santa MissaIn omnibus divites facti estis in illo — “Em todas as coisas fostes enriquecidos nele” (1 Cor, 1, 5).

Sumário. Posto que o Senhor esteja sempre disposto a nos conceder as suas graças, dispensa-as todavia com mais largueza no tempo da missa aos rogos do sacerdote, juntos aos de Jesus Cristo que é o oferente principal. Os mesmos anjos aproveitam o tempo da missa para intercederem mais eficazmente em nosso favor; e o que então se não obtém, obter-se-á dificilmente em outro tempo. Que tesouros podemos, pois, ajuntar pela celebração devota do divino sacrifício e pela sua devota assistência!

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I. Considera que a santa missa é um verdadeiro sacrifício impetratório, isto é, instituído para alcançar de Deus os auxílios e as graças de que necessitamos. É uma verdade da fé que o Pai Eterno dispensa seus favores sempre que forem pedidos pelos merecimentos de Jesus Cristo: Si quid petieritis Patrem in nomine meo, dabit vobis (1) — “Se pedirdes alguma coisa a meu Pai em meu nome, Ele vô-la dará”. Observa, porém, São João Crisóstomo, que no tempo da missa Deus os dipensa com maior largueza aos rogos do sacerdote, porque estes então são acompanhados e reforçados pelos rogos do próprio Jesus Cristo, o oferente principal, que neste sacrifício se oferece ao Pai, afim de nos obter as graças. Pelo que um grande servo de Deus dizia: Quando celebro e tenho Jesus Cristo na mão, alcanço tudo que desejo.

Se soubéssemos que todos os Santos do paraíso, em união com a divina mãe, intercedem por nós, que confiança não teríamos de tudo suceder para nosso proveito? Pois bem, é certíssimo que um só pedido de Jesus Cristo vale infinitamente mais do que todos os pedidos dos Santos. Este pedido, posto que, na palavra de São Paulo, Jesus Cristo o faça por nós continuamnete no céu (Qui etiam  interpellat pro nobis (2)  — “Que também intercede por nós”) fá-lo todavia especialmente na hora da missa, na qual se renova o sacrifício da Cruz.

Eis porque, como se exprime o Concílio de Trento, o tempo da celebração da missa é exateamente aquele em que o Senhor está not rono da graça, ao qual o Apóstolo nos exorta que recorramos com confiança para obtermos a divina misericórdia: Adeamos ergo cum fiducia ad thronum gratiae (3). São João Crisóstomo  atesta que os mesmos anjos esperam o tempo da missa para intercederem mais eficazmente a nosso favor; e acrescenta que o que não se alcança na missa, dificilmente se alcançará em outro tempo. Oh! Que tesouros de graças podemos ajuntar celebrando devotamente o divino sacrifício ou assitindo a ele com atenção: Em todas as coisas fostes eniquecidos nele! Continuar lendo

MINHA MISSA DIÁRIA

Resultado de imagem para rezando joelhosFonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Muitos fiéis sentem a ausência da verdadeira Missa católica, seja de forma regular, porque não têm por perto alguma capela ou priorado onde se celebre, seja de forma ocasional, por ocasião de alguma viagem ou férias. A todos esses, queremos oferecer-lhes neste artigo, um método simples para unirem-se espiritualmente à Missa que não podem assistir fisicamente, santificando assim o domingo segundo o espírito da Igreja.

Talvez possa não assistir à Santa Missa todos os dias. Mas posso rezar “minha Missa” … No silêncio matutino ou vespertino de meu quarto, em minha oficina, em meu escritório, em meus estudos… posso rezar a “minha missa”, unindo-me ao Santo Sacrifício está sendo oferecido em todos os altares católicos do mundo. E “minha missa” começa assim: 

1º Minha purificação. – Como o sacerdote ao pé do altar… começarei purificando minha alma. Meu ato de contrição… com sinceridade: Meu Deus, eu te amo; perdão e misericórdia. 

2º Minha renovação da fé. – E assim purificado, renovarei minha fé… Com a leitura de um texto da Sagrada Escritura que não falte um trecho do evangelho, ou com a recitação pausada do Credo.

3º Meu ofertório. – É despertar em mim uma vontade de entrega. É um desejo sincero de oferecimento… 

Todo o meu dia, minhas orações e trabalho, entregues ao Senhor, como a gota de água derramada no cálice do sacrifício… 

Minha vida unida a Cristo… para a glória do Pai… em reparação de todos os pecados… por minhas necessidades pessoais e familiares… pelas necessidades do Apostolado… pelas intenções do Papa … pelas necessidades da Igreja e do mundo … por nossa Fraternidade São Pio X e sua grande luta contra o liberalismo.

Este sincero desejo de entrega prepara minha consagração. 

4º Minha consagração. – É a realização do meu ofertório: o momento mais solene da “minha missa”. É a transformação de minha vida em Jesus… é uma consagração da minha vida ao AMOR… E minha consagração pode ser assim:

“Coração Divino de Jesus! Através do Imaculado Coração de Maria Santíssima, ofereço-Vos todas as minhas orações, obras e sofrimentos deste dia em reparação de nossos pecados e por todas as intenções pelas quais vos imolais continuamente no Santíssimo Sacramento do Altar. Ofereço-vos tudo isto especialmente pela liberdade e exaltação da nossa Santa Madre Igreja”.

Minha consagração está feita. Agora tenho que vivê-la, vinte e quatro horas por dia, cumprindo com amor meu dever de Estado. 

5º Pai Nosso – É a grande oração do cristão… São as grandes intenções do Coração de Jesus… O rezarei lentamente… É a minha preparação para a Comunhão… PAI NOSSO QUE ESTAIS NO CÉU… 

6º Minha comunhão:  – É a consumação da “minha missa”. Talvez eu não possa comungar hoje sacramentalmente. Farei, pelo menos, uma Comunhão Espiritual… A Comunhão Espiritual é isto: um ato de fé na presença de Cristo na Eucaristia. Um sincero desejo de recebê-Lo espiritualmente em meu coração… Eu posso fazer assim:

“Vem, Senhor Jesus, e fica comigo. Dá-me a vossa graça para ser fiel aos vossos mandamentos. Dá-me a vossa graça para que jamais me aparte de Vós. Amém”

E no silêncio do meu coração unirei minha vida com a de Cristo, e Ele me dará Sua graça para meu combate de hoje. 

7º “Minha Missa» terminará. – «Minha Missa» chega ao fim. Tenho por certo de que Deus me devolverá cem vezes o obséquio do meu sacrifício. 

E agora coloco fim à “minha Missa” como os sacerdotes em nossas igrejas. Será minha ação de graças como o final do meu sacrifício. Direi pausadamente três vezes aquela bela saudação do anjo à SEMPRE VIRGEM MARIA, completada posteriormente pelo amor filial da Igreja à sua Mãe e Rainha. AVE MARIA… SALVE RAINHA, MÃE DE MISERICÓRDIA…

Talvez as reze pelas minhas intenções particulares… Mas me lembrarei que os padres pedem a conversão do mundo, e que o Papa Pio XI pediu que se rezassem estas orações pela conversão da Rússia. Pedirei, então, para o Papa consagre a Rússia ao Imaculado Coração de Maria, para que revele o terceiro segredo de Fátima, para que a hierarquia da Igreja volte à fidelidade da Tradição, e, finalmente, pelo triunfo dos Sagrados Corações de Jesus e Maria.

A MISSA É UM SACRIFÍCIO DE AGRADECIMENTO PROPORCIONADO À DIVINA BENEFICÊNCIA

Resultado de imagem para missa la rejaQuid retribuam Domino, pro omnibus quae retribuit mihi? Calicem salutaris accipiano, et nomen Domini invocabo – “Que darei ao Senhor por todos os benefícios que me tem feito? Tomarei o cálice da salvação, e invocarei o nome do Senhor” (Sl 115, 12-13)

Sumário. A santa missa foi instituída particularmente para agradecer a Deus os benefícios que nos tem feito. Quando celebramos, e, também de certo modo, quando assistimos ao sacrifício divino, podemos dizer com verdade: Senhor, as vossas misericórdias são imensas; mas eis que vo-las retribuo por meio de uma oferenda que vale tanto como vossos dons, e infinitamente mais. Portanto, se és sacerdote, não deixes um dia de celebrar a missa com a devida preparação e ação de graças; se és simples leigo, procura ao menos assistir à missa, ainda à custa de algum proveito temporal.

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É mais do que justo que agradeçamos ao Senhor os imensos benefícios que nos fez a sua bondade infinita. Nós ainda não existíamos, ainda não existia o mundo, e Deus já nos amava e resolvera criar-nos no tempo e cumular-nos de seus dons na ordem da natureza e na da graça. – Mais: vendo o Eterno Pai que todos nós estávamos mortos e privados de sua amizade por causa do pecado, pelo grande amor que nos tinha, como escreve o Apóstolo, mandou seu Filho amado para satisfazer por nós (1).

A estes e mais outros benefícios que o Senhor fez a todos em geral, acrescentai tantos outros, igualmente inúmeros e imensos, que fez a cada um em particular: tantas inspirações e impulsos ao bem; a remoção de tantos perigos de cair, tantos pecados perdoados; e depois dize-me: Quid retribuam Domino pro omnibus quae retribuit mihi? – “Como poderemos nós, criaturas miseráveis, agradecer dignamente a Deus? – Calicem salutaris acciptam. Eis que Jesus Cristo nos proporcionou o meio para não ficarmos aquém das nossas obrigações, e de dar-lhe dignas ações de graças. É a santa missa, que, na frase de Santo Irineu, foi instituída principalmente por Jesus para este fim, e de que ele mesmo foi o primeiro a servir-se: Et accepto calice, gratias egit – “Tendo tomado o cálice, deu graças” (2). Continuar lendo

A EUCARISTIA, ANTÍDOTO UNIVERSAL AO VENENO DO LIBERALISMO

Resultado de imagem para comunhão tridentinaFonte: “Fojitas de Fe”, 251 | Seminário Nossa Senhora Corredentora, FSSPX
Tradução:
Dominus Est

Hoje as pessoas, famílias e sociedades agonizam e morrem pelo pior dos venenos: o liberalismo. Esse é o seu nome científico: consiste em uma falsa concepção da liberdade, que a coloca como o valor máximo, essencial, em certo modo único para a humanidade. Os sábios antigos sempre definiram o homem como um animal racional. Mas o liberalismo o redefine como um animal livre: o que é próprio e específico da pessoa humana, que a distingue de tudo o mais, já não é mais sua racionalidade, mas sua liberdade.

Tomemos nota do diagnóstico! Acaso não é passo fundamental que o médico consiga descobrir o que está matando o paciente? E não é qualquer veneno, mas a essência mesma de todo tóxico da alma. A ilusão que está no fundo de todo pecado, que lhe dá força, seu mecanismo mais íntimo, é a ilusão liberal: “Non serviam!” Não servirei, não serei escravo de ninguém!

Bem, esse veneno universal, ocasionador de todas as doenças, tem remédio? Os remédios que curam todas as outras enfermidades espirituais, são apenas paliativos do liberalismo, causador de todas elas. Há apenas um antídoto universal ao liberalismo: o Santíssimo Sacramento da Eucaristia; e isso tanto no indivíduo, como na família e na sociedade. Continuar lendo

A SANTA MISSA É UM MEIO SEGURO PARA OBTER AS MISERICÓRDIAS DIVINAS

missaIpse (Iesus) est propitiatio pro peccatis nostris – “Ele (Jesus) é a propiciação pelos nossos pecados” (I Io. 2, 2).

Sumário. A Santa missa é por excelência a oração propiciatória e a reparadora; é ela que continuamente atrai sobre nós as divinas misericórdias e impede a divina justiça de tomar as vinganças merecidas pelos nossos pecados. Eis porque, depois da vinda de Jesus Cristo, não se vêem mais aqueles castigos tão freqüentes e tão formidáveis que se observam na antiga Lei. Tomai, pois, a resolução de assistir cada dia e com a devida atenção ao santo sacrifício, mesmo à custa de algum incômodo ou de algum interesse temporal.

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Considera que a Santa Missa é um sacrifício propiciatório, isto é, que torna Deus propício para nos perdoar não só as penas temporais, que ficam a pagar depois do perdão da culpa, mas também a própria culpa. Quanto à pena, a Missa perdoa-a diretamente, pelo menos em parte, não só aos vivos, mas também às almas dos defuntos. Pelo que São Jerônimo afirma: “Cada Missa celebrada com devoção faz sair diversas almas do purgatório.”

Quanto às culpas, perdoa-as, posto que só indiretamente, e as perdoa todas, por mais graves que sejam, conforme a declaração do Concílio de Trento: Peccata etiam ingentia dimittit (1) . O que quer dizer que, por meio do Sacrifício do Altar, concede a graça, pela qual o homem é levado a arrepender-se e a purificar-se no Sacramento da Penitência. – Santa Matilde viu um dia que a Santíssima Virgem amolecia um diamante mergulhando-o no Sangue do Coração de Jesus. Com tal visão, o Senhor lhe quis dar a entender que não há coração tão duro que não fique amolecido só com ser tingido no Sangue do Cordeiro Divino, que Se imola sobre o Altar.

Pobres de nós, se não houvesse este grande Sacrifício, que é por excelência a oração expiatória e reparadora; que continuamente atrai sobre nós as divinas misericórdias e impede a justiça divina de exercer a vingança merecida pelas nossas culpas! – Eis porque, depois da vinda de Jesus Cristo, não se vêem mais os castigos tão freqüentes e formidáveis que se observam na antiga Lei. Pela mesma razão tem o demônio procurado tantas vezes, e procura ainda sempre, por meio dos hereges, fazer desaparecer do mundo a Missa. Faz dos hereges os precursores do anticristo que, conforme a profecia de Daniel, antes de mais nada, abolirá o Santo Sacrifício do Altar (2). Continuar lendo