“AVE, Ó CRUZ, NOSSA ÚNICA ESPERANÇA”

Ave Crux Spes Unica ! | Penso, logo escrevo!“[…] Queridos fiéis confinados, que hoje não podem ter a graça de estar aqui para assistir o Santo Sacrifício da Missa e comungar, eu gostaria de lhes dizer umas palavras: primeiro, que há algo mais contagioso e letal que o coronavírus, que já se disseminou por toda a Igreja, desde o Concílio Vaticano II, e a ameaça perigosamente: o modernismo e suas terríveis sequelas: o indiferentismo religioso, o naturalismo, o desânimo, a falta de fé, etc; segundo, que não ponham as suas esperanças nesta ou naquela autoridade liberal, neste ou naquele cientista, neste ou naquele homem: lembrem-se do que dizia o profeta Jeremias: “Maldito o homem que confia no homem”. Devemos por toda a nossa esperança na Cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo! Donde virá a solução para esta crise e a cura desta pandemia? Somente das causas segundas, somente da habilidade dos homens? Não, não, queridos fiéis, o remédio para tudo isto está, primeiramente, em fazermos uma verdadeira penitência por nossos pecados, unindo os nossos sofrimentos, as mortificações que nos envia a Providência (como esta epidemia e o confinamento) à Cruz de Nosso Senhor, quem transformará tudo isto no antídoto ideal e eficaz para ambas crises.

Em terceiro lugar, a Paixão de Nosso Senhor foi o meio mais conveniente para a nossa redenção, porque Cristo, com a sua Paixão, não só libertou o homem do pecado, senão que ainda lhe mereceu a graça santificante e a vida eterna. Graça esta que nos faz filhos adotivos de Deus e herdeiros do Paraíso.

Em quarto lugar, porque obriga o homem a conservar-se em graça, segundo São Paulo: “Vós fostes comprados por um grande preço [isto é, pelo Sangue de Cristo]; glorificai, pois, e trazei a Deus no vosso corpo”16. Isto nos deve fazer refletir quão pouco damos valor à graça. Quantas vezes, contritos devemos admitir, trocamos este tesouro preciosíssimo pelo que há de mais vil na face da terra! Não meditamos um só instante no preço que ela custou a Nosso Senhor: a morte e morte de cruz. Que temos feito com a graça de Deus, que temos feito com a nossa vocação, que temos feito com os dons que Deus nos deu? Esta é a pergunta que nos devemos fazer cada dia, e sobretudo nesta Quaresma.

Por fim, em quinto lugar, para maior dignidade do homem, de modo que assim como fora vencido e enganado pelo diabo, assim também fosse ele quem vencesse o diabo; e assim como o homem mereceu a morte, assim também, morrendo, vencesse-a, como canta o Prefacio: “É verdadeiramente digno e justo, necessário e salutar que sempre e em toda parte Vos demos graças, Senhor, Pai Santo, Deus Onipotente e eterno, que no madeiro da cruz pusestes a salvação do gênero humano, a fim de que, donde nascera a morte, daí ressurgira a vida, e aquele que no madeiro vencera[isto é, satanás], no madeiro fosse vencido, por Jesus Cristo Nosso Senhor”.

Ave, ó Cruz, nossa única esperança

Trecho do sermão do Pe. Olivieri Toti proferido na Missa do Domingo da Paixão.

Para ler o sermão completo clique aqui ou para ouvi-lo durante a Missa clique aqui.

LEMBRETE: AMANHÃ, MISSA AO VIVO, DIRETO DA CAPELA SÃO PIO X – FSSPX

FSSPXPrezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Amanhã, teremos a transmissão ao vivo da Missa do Domingo da Paixão, direto da Capela São Pio X, do Priorado Padre Anchieta, em São Paulo/SP, a partir das 09:00h.

Para acessá-la clique aqui ou na figura acima.

SANTAS MISSAS DA FSSPX EM RIBEIRÃO – MARÇO – SUSPENSAS

Resultado de imagem para fsspx simboloPrezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Apenas informando que as Missas públicas em Ribeirão nesse mês estão suspensas (como todas as Missões e Priorados – ler o COMUNICADO OFICIAL AQUI) até que nossos Superiores deem novas orientações e diretrizes.

Rezemos para que Nosso Senhor tenha piedade de seu povo e as coisas se normalizem o mais rápido possível.

Para reflexão, seguem alguns textos a serem lidos nesse momento:

CORONAVÍRUS: UMA VISÃO SOBRENATURAL

[Nota da Permanência: reproduzimos a seguir nossa tradução do belíssimo sermão do Pe. Denis Puga – FSSPX, dado no sábado passado (7/3/20) na igreja de Saint Nicolas-du-Chardonnet, Paris, após a “Missa votiva para tempos de epidemia”]

Caríssimos fiéis,

Desde tempos imemoriais, sempre foi prática da Igreja, em tempos de calamidade pública, recorrer ao Senhor, especialmente em tempos de epidemia. Sem dúvida, esta não é a primeira e nem será a última na história da humanidade. Mas, as epidemias sempre têm algo de inquietante, já que, como os demônios, você não pode ver o que está atacando você. E assim a Igreja se volta para o bom Deus, especialmente por meio dessa missa muito antiga, que celebramos para pedir a Ele que nos proteja do mal.

O que a Igreja pede a Deus?

O que a Igreja pede com essas orações? Ela certamente pede a Deus que afaste de nós essas doenças; e, se fomos infectados, que nós as vençamos; e, se é chegada a hora da nossa morte, que nos encontre preparados. Mas não só isso: ela pede ainda a luz de Deus para que, durante esses períodos que são sempre especiais, muitas vezes marcados pela desordem social, o católico manifeste a sua fé e a sua virtude, posta à prova pela falta de confiança, egoísmo e falta de caridade. Ela também pede auxílio para todos aqueles que, especialmente entre os católicos, terão que cumprir nesses tempos seu dever de estado de modo cristão. Tenho em mente especialmente os médicos, as enfermeiras e todos aqueles que cuidam dos doentes, pois sempre foi uma das missões da Igreja cuidar dos que sofrem e dos doentes.

A Igreja também ora pelas autoridades públicas, porque esse tipo de provação, esse tipo de calamidade, exige que sejamos governados de maneira justa, com prudência, com sabedoria, mesmo se não compactuamos — longe disso — com todas as posições e opiniões daqueles que nos governam. Há momentos em que devemos pedir ao bom Senhor, como São Pedro disse tão bem, que os ilumine para que possamos nos submeter a sábios mandamentos.

O sentido desses acontecimentos

A Igreja também pede para que entendamos o significado desses eventos. Nossa primeira reação deve ser um reflexo do olhar sobrenatural e aqui, talvez o mais preocupante, caríssimos fiéis, nos dias que correm, não é tanto essa epidemia, não é tanto o que está acontecendo, mas ver que o medo entrou na Igreja, e com ele a preocupação e a falta de fé. Continuar lendo

VALIDADE NÃO É SUFICIENTE PARA FAZER QUE UMA MISSA SEJA BOA – PALAVRAS DE D. LEFEBVRE

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Validade é uma palavra enganosa. Para muitas pessoas que não estão acostumadas a termos teológicos e canônicos, validade significa que é válida. (…) Não se trata disso! Validade significa que a presença e a eficácia da graça que está no sacramento, a eficácia do efeito, podem estar presentes, mesmo que a cerimônia seja sacrílega! Uma Missa válida pode também ser sacrílega!

A missa reformada é apenas “menos boa”?

Uma vez examinadas as debilidades da reforma litúrgica, a nova Missa é apenas menos boa que a tradicional ou pode ser qualificada como ruim? Todas as Missas válidas são boas? 

Embora a validade da nova missa possa não estar em risco, é uma missa envenenada, porque a partir do momento que as verdades católicas da Missa não são mais confirmadas a fim de agradar aos protestantes, a fé nessas verdades também desaparecem pouco a pouco. É algo tão evidente ver as conseqüências da nova Missa! Por esse motivo, é impossível dizer que essa reforma é apenas ruim de uma maneira puramente acidental, puramente exterior e extrínseca.

Consideramos que a reforma da Missa, tendo sida composta por protestantes, tem uma influência ecumenista que produz um efeito que deixa, de tal modo, um sabor protestante e que, aos poucos, faz desaparecer a noção do sacrifício propiciatório, pelo qual as mudanças que foram realizadas na Missa tornam-na perigosa e envenenada.

Como essa reforma é fruto do liberalismo e do modernismo, está totalmente envenenada; sai da heresia e termina nela, embora todos os seus atos não sejam formalmente heréticos.

Eis os fatos que mostram que se perde a fé nas realidades dogmáticas essenciais da Missa. (…) É relativamente fácil estudar a nocividade da Missa nova, que não vale para nada a conclusão de algumas pessoas, às vezes muito próximas de nós e que são supostamente “tradicionalistas”, a quem se ouve dizer : “A Missa antiga é melhor, é claro, mas a outra não é ruim.” Foi o que disse o abade de Fontgombault respondendo a uma pessoa que lhe escreveu dizendo que ele não podia ser oblata beneditina daquela abadia porque estavam ligados à Missa Nova. O abade de Fontgombault respondeu: “Sim, é verdade. Reconheço, de fato, que a massa antiga é melhor, mas o novo não é ruim e, portanto, a dizemos para obedecer ”.

Não aceitamos essa conclusão de forma alguma! Dizer que a Missa nova é boa: não! A Missa nova não é boa! Se fosse boa, começaríamos a dizê-la amanhã. Se é boa, devemos obedecer. Se a Igreja nos dá algo bom e nos diz: “Os senhores precisam fazer assim“, qual seria o motivo para dizer não? Enquanto isso dizemos: “Essa Missa está envenenada; é má e faz perder, gradualmente, a fé ”, estamos claramente obrigados a rejeitá-la.

A Missa de Sempre – MONS. MARCEL LEFEBVRE +

O QUE ACONTECEU DEPOIS DO CONCÍLIO? – A MUDANÇA DA MISSA

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Neste primeiro artigo de uma série que publicaremos, extraído de uma conferência proferida por D. Lefebvre em Roma, em 6 de julho de 1977, intitulada “A Igreja depois do Concílio”, explicaremos uma a uma as consequências desastrosas e a tempestade causada pelas mudanças feitas no Concílio Vaticano II.

Na Santa Missa, o Sacrifício foi substituído pela Ceia. Assim, ao invés do Sacrifício da Cruz, se insistirá sobre a Ceia, sobre a comunhão e a participação dos fiéis. Essa orientação é completamente contrária à Tradição da Igreja e à fé da Igreja.

O que é importante em nossa Missa é o sacrifício. O sacrifício da Missa não é apenas uma ceia, não é a ceia evangélica, é um verdadeiro sacrifício. Porque também se o sacerdote oferece, sozinho, o Sacrifício da Missa, isto vale o mesmo que se mil pessoas estivessem com ele, como se houvesse uma multidão na Igreja. Agora, pelo contrário, parece que a Missa é sobretudo uma assembleia e que o padre é o presidente da assembleia. Presidente, e não sacrificador. É uma nova noção da Missa. Como podem ver, é uma mudança radical, muito grave.

Não digo que a nova Missa seja herética, nunca disse isso; mas enfatizo que há cada vez mais Missas inválidas, porque se alteram as bases da mesma. Eu realmente acho que esta Missa é uma Missa equívoca, porque pode ser dita tanto por protestantes como por católicos. Os protestantes concordam em dizer esta Missa. Tenho aqui um documento que prova isso, um documento dos protestantes da Alsácia que se reuniram, documento da “Confissão de Augsburgo na Alsácia-Lorena”. O documento diz: Continuar lendo

CONFERÊNCIA PADRE HESSE 1: SOBRE A VALIDADE OU INVALIDADE DA NOVA MISSA E A ECCLESIA DEI

Padre Gregory Hesse S.T.D., J.C.D., S.T.L., J.C.L., Canonista, Doutor em Teologia Tomística, amigo e secretário pessoal do Cardeal Stickler no Vaticano de 1986-1988 .

Pe. Hesse conheceu aproximadamente 45 Cardeais enquanto estudava e trabalhava em Roma por 15 anos. Possui um conhecimento amplo e substancial da Crise da Igreja .

Ele nasceu em Vienna, Áustria em 1952, tendo parentesco sanguíneo com a linhagem real dos Habsburgos. Foi ordenado em 21 de novembro de 1981 na basílica de São Pedro e conquistou Licenciatura e Doutorado em direito Canônico e Teologia pela Pontifícia Universidade São Tomás de Aquino (Angelicum) de Roma após conhecer a Tradição e perceber a Crise na Igreja, afastou-se do Novus Ordo e aproximou-se da Fraternidade Sacerdotal São Pio X trabalhando para a mesma na Europa, traduzindo e gravando áudios das homilias de Dom Marcel Lefebvre para utilização dos seminaristas de Zaitzkofen sob o comando do Pe. Franz Schmidberger.

O padre Gregorius Henricus Laurentius Diego Dagobertus Hervinus Hesse (conhecido como Gregorius Hesse ou Gregory Hesse) moreu em 25 de janeiro de 2006 de um derrame fulminante decorrente de seu diabetes e hipertensão. Pe. Hesse deixou muitas conferências e entrevistas em vídeo e áudio quem fez nos EUA demonstrando seu profundo conhecimento e Amor por Nosso senhor Jesus Cristo, por Maria Santíssima e pela Igreja.