FIGURA FEMININA SIM, FORMAS EVIDENCIADAS NÃO

Uma das características mais interessantes – e belas! – da mulher é o mistério. É com pesar que eu vejo como esta característica parece ter se perdido e isso é muito fácil de perceber apenas observando o vestuário.

O vestido modesto, ou saia, guarda esse charme feminino que o mistério proporciona. Mas com o advento da calça no guarda-roupa da mulher isso se perdeu. A calça não guarda o mistério, ela revela as formas femininas. Isso somente não acontece quando é usada como as hindus usam: com vestidos ou túnicas longas cobrindo o quadril e as coxas. Bom, mas esta não é a nossa cultura e não é desta maneira que as ocidentais usam a calça. Pelo contrário. Aqui no Ocidente a calça foi feita para evidenciar a sensualidade da mulher e surgiu como uma maneira de se contrapor à cultura cristã, sendo usada pelas feministas como bandeira pela “liberação”  feminina. E com toda esta “liberdade” o mistério feminino praticamente desapareceu: a mulher ficou muito exposta, cada vez mais exposta, pois o que começou com calças folgadas como pantalonas, terminou com o uso de leggings e calças skinny, exibindo as formas em vez de preservá-las como pede a modéstia.

Para perceber como as formas femininas ficam evidenciadas com o uso da calça, principalmente a justa, basta uma olhada nesta imagem onde aparecem três silhuetas:

A primeira das mulheres poderia estar usando uma legging ou uma calça skinny ou bermudinha ou short justo, enfim, qualquer uma dessas peças que deixam em evidência as formas, revelando o corpo e exibindo o que deveria ser guardado.

A segunda usa uma calça não tão justa, pelo corte pode ser tanto um jeans quanto uma calça social. Mas vejam como ficam evidentes as suas formas.

Nas duas primeiras mulheres vemos todo o quadril, área do corpo responsável pela geração da vida e que por isso deve ser resguardada, pois é um tesouro e ninguém em sã consciência deixa um tesouro à vista de todos. Vemos também as coxas, que são áreas muito sensuais, diretamente ligadas ao ato sexual, ato este que é sagrado. O corpo é templo do Espírito Santo, por isso deve ser velado e não revelado. Não é somente uma questão de pele à mostra, mas também das formas.

Agora vejam a terceira mulher. Com o uso da saia modesta suas formas ficam resguardadas. Ela fica feminina, pois não escondeu completamente as suas formas, não escondeu sua figura. É modesta, já que não evidencia o que deve ficar velado. Preserva o mistério.

“Ao levantar da cama e enquanto nos vestimos, deveríamos pensar que Deus está presente, que aquele dia pode ser o último da nossa vida; e, entretanto levantar-nos e vestir-nos com toda a modéstia possível.”
(Catecismo de São Pio X, questão 970)

A questão das formas não é que elas devam desaparecer. Nada disso. É que elas não devem ser evidenciadas e as roupas justas, principalmente as calças, fazem isso com a mulher: evidenciam as formas. A figura feminina – como vemos na terceira mulher da imagem – é bela e deve se incentivar que apareça assim. Mas as formas não podem ser exibidas.

Não é o caso de usar vestidos retos, “sacos de batata”, que escondem a figura feminina. De jeito nenhum. O belo é usar uma roupa que demonstre a feminilidade, mas que ao mesmo tempo não deixe tudo à mostra. No caso de vestidos largos é bom usar um cinto ou faixa, para que mostre a figura feminina e não fique parecendo uma camisola, uma roupa largada, desleixada.

Então para um visual modesto: figura feminina sim, formas evidenciadas não.

Fonte: Maria Rosa Mulher