A LIBERDADE DE IMPRENSA

Resultado de imagem para marcel lefebvre“Liberdade funesta e execrável, verdadeira opressão das massas”. Leão XIII

Se o leitor continuar a ler os documentos papais, um após outro, verá que todos disseram o mesmo sobre as novas liberdades nascidas do liberalismo: a liberdade de consciência e de cultos, a liberdade de imprensa, a liberdade de ensino, são liberdades envenenadas, falsas liberdades: porque o erro é sempre mais fácil de difundir do que a verdade, o mal é mais fácil de ser propagado do que o bem. É mais fácil dizer as pessoas: “podem ter várias mulheres” do que dizer: “só podem ter uma durante toda suas vidas”; logo é mais fácil estabelecer o divórcio como um “contrapeso” ao casamento! Assim também, deixem indiferentemente se propagar na imprensa o certo e o errado e verão com certeza o errado ser favorecido às custas da verdade.

Atualmente gostam de dizer que a verdade faz seu caminho somente com sua força intrínseca, e que para ela triunfar não necessita da proteção intempestiva e molesta do Estado e de suas leis. Se o Estado favorece a verdade, grita-se logo a injustiça, como se a justiça consistisse em manter equilibrada a balança entre o verdadeiro e o falso, entre a virtude e o vicio…Está errado! A primeira justiça é oferecer o acesso das inteligências à verdade e preservá-las do erro. É também a primeira caridade: “veritatem facientes in caritate”. Na caridade, façamos a verdade. O equilíbrio entre todas as opiniões, a tolerância de todos os comportamentos, o pluralismo moral ou religioso, são as características de uma sociedade em decomposição, que é a sociedade liberal procurada pela monarquia. Ora, foi contra o estabelecimento de uma tal sociedade que os Papas que citamos, reagiram sem cessar, afirmando o contrário, que o Estado, o Estado católico em primeiro lugar, não tem o direito de dar tais liberdades, como a liberdade religiosa, a liberdade de imprensa ou a liberdade de ensino.

A Liberdade de Imprensa

Leão XIII lembra ao estado seu dever de temperar com justiça, ou seja, de acordo com suas exigências da verdade, a liberdade de imprensa: Continuar lendo

PRECISAMOS DE SUA AJUDA!

caridPrezados amigos, prezados leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Vocês que acessam e gostam de nosso blogvocês que acompanham as ações da FSSPX pelo mundo, vocês que lutam pelo Reinado Social de Nosso Senhor, vocês que sabem que a Tradição é a única solução para a restauração a Igreja… AJUDE-NOS! 

Estamos, mais uma vez, pedindo vossa ajuda nessa campanha em prol da compra de um terreno e futura construção de mais uma Capela para a Tradição e para a Santa Igreja. Sabemos que o caminho é longo e árduo, por isso, toda ajuda é importante.

CLIQUE AQUI E SAIBA COMO!

Faça um gesto nobre de caridade, por amor à Santa Igreja!!

Ad Majorem Dei Gloriam

Aproveitamos para agradecer a todos que nos ajudam ou ajudaram em algum momento nessa campanha, mesmo de forma anônima. Contem com nossas orações.

Que Nossa Senhora os conduza ao caminho da santidade.

AMOR QUE DEUS MOSTROU AOS HOMENS NO MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO

Resultado de imagem para mistério da encarnaçãoApparuit gratia Dei Salvatoris nostri omnibus hominibus — “A graça de Deus nosso Salvador apareceu a todos os homens” (Tit. 2, 11).

Sumário. Embora a graça, isto é, o amor de Deus para com os homens, tenha sempre sido o mesmo, todavia não se manifestou sempre de igual maneira. Apareceu em toda a sua grandeza na obra da Encarnação, quando o Verbo Eterno se fez criança, gemendo e tremendo de frio, começando assim a satisfazer pelas penas que nós tínhamos merecido. Mas se este amor tão excessivo do Filho de Deus se manifestou a todos os homens, como é que nem todos o querem reconhecer e preferem as trevas do pecado à luz da graça celeste?

Considera que pela graça, da qual aqui se diz que apareceu, se entende o amor excessivo de Jesus Cristo para com os homens: amor imerecido da nossa parte e por isso chamado graça. Em Deus este amor foi sempre o mesmo, mas não se manifestou sempre de igual maneira. Primeiro foi prometido em diversas profecias e debuxado em muitas figuras. Mas bem apareceu e se manifestou o amor divino no nascimento do Redentor, quando o Verbo Eterno se mostrou aos homens feito criança sobre um pouco de palha, chorando e tremendo de frio, começando desde então a satisfazer pelas penas que nós tínhamos merecido, e patenteando o afeto que nos tinha, pelo sacrifício de sua vida: In hoc cognovimus caritatem Dei, quoniam ille animam suam pro nobis posuit (1) — “Nisto conhecemos o amor de Deus, em que Ele deu a sua vida por nós.

Apareceu, poi, o amor de nosso Deus, e apareceu a todos os homens: omnibus hominibus. Mas porque é que nem todos conheceram, e ainda hoje em dia há tantos que não o conhecem? Eis aqui a razão: Lux venit in mundum, et dilexerunt homines magis tenebras quam lucem (2). Não o conheceram nem o conhecem, poque não o querem conhecer: amam mais as trevas do pecado do que a luz da graça. Continuar lendo

ORDENS MENORES E TOMADA DE BATINA NO SEMINÁRIO SAGRADO CORAÇÃO – FSSPX/ALEMANHA – 2017

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Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

D. Alfonso de Galarretabispo auxiliar da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, concedeu a batina a 7 seminaristas do primeiro ano, procedeu com a tonsura e conferiu as primeiras ordens menores à outros 6, nos dias 1 e 2 de Fevereiro de 2017, no Seminário Sagrado Coração de Jesus, em Zaitzkofen, na Alemanha.

Em sinal de renúncia à vida mundana, o pontífice cortou algumas mechas de cabelo. Nas ordens antigas a tonsura é mais visível, como ainda é usada, por exemplo, pelos capuchinhos e beneditinos que, após a cerimônia de tonsura, não usam mais que uma coroa de cabelos.

A origem dos 13 seminaristas mostra bem o caráter internacional do seminário de Zaitzkofen:

  • Para 7 tomadas de batina: 3 alemães, 1 suíço, 1 polonês, 1 belga e 1 húngaro
  • Para as primeiras 6 ordenações das ordens menores: 1 alemão, 1 austríaco, 1 suíço, 2 tchecos e 1 lituano

Deo Gratias!

DO MODO DE POR FREIO À LÍNGUA

Resultado de imagem para pecado da linguaA língua do homem precisa muito de regra e de freio, porque não há quem não esteja grandemente inclinado a falar e discorrer sobre as causas que mais agradam aos sentidos.

E’ devido a uma certa soberba, que, na maioria dos casos, somos levados a falar muito . Persuadimos-nos, devido a este orgulho, de que sabemos muito,comprazemos-nos nas nossas opiniões e procuramos que os outros aceitem as nossas, para que tenhamos autoridade sobre eles, como se todos precisassem aprender de nós.

Não podemos, com poucas palavras, falar do mal que provem das muitas palavras.

A loquacidade é a mãe do desafeto, é a arma da ignorância e da insensatez, a porta da crítica descaridosa, o veículo das mentiras e o esfriamento da devolução.

As muitas palavras dão força às paixões viciosas, e estas, por sua vez, incitam depois, a língua, a que continue na sua loquacidade indiscreta .

Com os que não te ouvem de boa vontade, não sejas longa, para não os molestares. E faz o mesmo com os que gostam de te ouvir, para não seres imodesta. Continuar lendo

O PECADOR ABANDONADO POR DEUS

Resultado de imagem para pecadorCuravimus Babylonem, et non est sanata; derelinquamus eam — “Medicamos a Babilônia, e ela não sarou; deixemo-la” (Jer. 51, 9).

Sumário. Não há maior castigo do que Deus fingir que não vê a iniquidade. Permite que os pecadores prosperem e amontoem pecados sobre pecados. É sinal de que Deus os reserva para os entregar à sua justiça na vida eterna, onde terão tantos infernos a padecer, quantos foram os pecados cometidos. Desgraçados dos pecadores que prosperam nesta vida. Tal misericórdia é mais terrível do qualquer castigo.

Deus espera o pecador, a fim de que se corrija. Quando vê, porém, que o tempo que lhe é dado para chorar os pecados, só serve para os multiplicar, esse mesmo tempo será chamado a depor contra ele (1): isso é, o tempo concedido e as misericórdias recebidas servirão para fazer castigar o pecador com mais rigor e para o entregar mais cedo ao abandono. Curavimus Babyloniam, et non est sanata; derelinquamus eam — “Medicamos a Babilônia, e ela não sarou; deixemo-la”. — E como é que Deus o abandona? Ou lhe envia a morte e o faz morrer no pecado, ou o priva das graças abundantes e só lhe deixa a graça suficiente, com que o pecador se poderia salvar, mas não se salvará. O espírito obcecado, o coração endurecido, o mau hábito contraído, tornar-lhe-ão a salvação moralmente impossível, e assim ficará, senão absolutamente, ao menos moralmente abandonado.

Auferam sepem eius, et erit in direptionem (2) — “Arrancar-lhe-ei a sebe e ficará exposta a ser roubada”. Que castigo! Quando o dono de uma vinha arranca a sebe e deixa entrar nela a todos os homens e animais, que significa isto? Significa que a abandona. Pois, é o que faz Deus quando abandona uma alma: tira-lhe a sebe do temor de Deus, dos remorsos da consciência e deixa-a nas trevas. Então entram na alma todos os monstros dos vícios. E o pecador, entregue a esta escuridão, desprezará tudo, graça de Deus, paraíso, exortações, censuras, e até escarnecerá da sua própria condenação. Impius, cum in profundum venerit peccatorum, contemnet (3) — “O ímpio, depois de haver chegado ao profundo dos pecados, desprezará tudo”. Continuar lendo

MAIS 14 SEMINARISTAS RECEBEM A BATINA NO SEMINÁRIO SAINT-CURÉ-D’ARS – FSSPX/FRANÇA – 2017

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Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

No dia 2 de fevereiro, no seminário Santo Cura d’Ars, Mons. Bernard Fellay, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X , entregou o hábito clerical aos 14 seminaristas do primeiro ano: 12 franceses, 1 britânico e 1 suíço .

Ele foi assistido pelo Pe. Patrick Troadec , diretor do Seminário São Cura d’Ars (como padre assistente), e os padres: Christian Bouchacourt (como primeiro diácono) e Vincent Bétin, (como segundo diácono), Pe. Bernard Lacoste, (como diácono), Louis Fontaine, (como sub-diácono) e Frédéric Weil (como subdiácono portador da cruz).

Em seu sermão, ele lembrou o que representa a vestimenta eclesiástica: a renuncia ao mundo e seu individualismo, destruidor da autoridade e da obediência.

Muitos sacerdotes que estão em atividade nas escolas secundárias do Distrito da França, se juntaram às famílias para ficarem em torno dos seminaristas, 13 deles tendo passado pelas escolas da tradição.

Se o coro dos seminaristas de Ecône garantiu o canto das peças do Próprio gregoriano, o coro da escola Saint-Joseph des Carmes, dirigiu a função das peças para o Pe. Eric Peron , o Irmão Jean-Francois e Mons. Patrick Thomas, reforçando a solenidade da cerimônia pela Missa de São João de Deus de Haydn, e os motets de Mondonville.

LOUCURA DOS PECADORES

pecaSapientia enin huius mundi stultitia est apud Deum — “A sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus” (I Cor. 3, 19).

Sumário. Quem crê na vida futura e apesar disso vive no pecado e longe de Deus, merece ser metido num hospício de doidos. Com efeito, que loucura, renunciar ao paraíso e merecer o inferno por um vil interesse, por um pouco de fumo, por um prazer vergonhoso! O pior porém, é que o número de semelhantes loucos é infinito, e no mesmo tempo que são tão loucos, eles se têm por homens sábios e prudentes. Irmão meu, serás tu por ventura do número desses infelizes?

O Bem-aventurado João de Ávila quisera dividir o mundo em duas prisões, uma para os que não crêem na vida futura, e outra para os que crêem, mas vivem no pecado e longe de Deus. Acrescentava que estes deviam ser metidos num hospital de doidos. A maior miséria e desgraça destes infelizes é que se julgam sábios e prudentes e são os mais cegos e loucos que pode haver. E o pior é que o seu número é infinito: Et stultorum infinitus est numerus (1). São loucos, uns pelas honras, outros pelos prazeres, outros pelas criaturas abjetas desta terra.

Atrevem-se a apodar de doidos os santos que desprezam os bens do mundo para obter a salvação eterna e o verdadeiro bem, que é Deus. Chamam loucura sofrer os desprezos e perdoar as injúrias: loucura o privar-se dos prazeres dos sentidos, o praticar as mortificações; loucura renunciar às honras e riquezas; amar a solidão, a vida humilde e oculta. Mas não vêem que Deus chama a sabedoria deles loucura: Sapientia enin huius mundi stultitia est apud DeumA sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus. Continuar lendo

TOMADA DE BATINA E TONSURA NO SEMINÁRIO SÃO TOMÁS DE AQUINO – FSSPX/EUA – 2017

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Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Esta foi a primeira vez que os fiéis americanos tiveram a alegria de assistir às cerimônias de tomadas de batina e tonsura no novo seminário dos Estados Unidos, por Sua Excelência Mons.  Bernard Tissier de Mallerais, bispo auxiliar da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X .

São 17 seminaristas do primeiro ano (14 americanos, 1 dominicano, 1 mexicano e 1 canadense) que receberam a batina e 7 a tonsura das mãos do pontífice.

Mons. Marcel Lefebvre, fundador da FSSPX, sempre defendeu o uso da batina como um sinal de sacrifício: um sermão vivo, pregando Nosso Senhor Jesus Cristo no mundo. Este também foi o sentido da homilia de Mons. Tissier de Mallerais, que pregou sobre o profundo significado desta tomada de batina, que separa estes jovens seminaristas do resto do “mundo”.

A Batina, traje sóbrio e austero simboliza o desprendimento dos seminaristas do mundo em tudo o que pode ser frívolo, leviano e superficial. Ela indica também, um outro aspecto positivo, a estreita relação que agora os une a Nosso Senhor Jesus Cristo.

No mesmo dia, no seminário de São Cura d’Ars, em Flavigny (França), Mons. Bernard Fellay  entregou a batina para 14 seminaristas do primeiro ano: 12 franceses, 1 britânico e 1 suíço.

Finalmente, no seminário  Sagrado Coração de Jesus, em Zaitzkofen (Alemanha), Dom Alfonso de Galarreta entregou o hábito clerical a 7 seminaristas. Isso faz que tenhamos no total: 38 tomadas de batina para a FSSPX, em 02 de fevereiro de 2017.

Deo Gratias!

A LIBERDADE RELIGIOSA CONDENADA PELOS PAPAS – PARTE 2

lef3MOTIVO DA CONDENAÇÃO

Como terão notado nos textos precedentes, os papas mostraram cuidadosamente as causas e denunciaram as origens liberais do direito à liberdade religiosa: trata-se de denunciar principalmente o liberalismo naturalista e racionalista, que pretende ser a razão humana o único árbitro do bem e do mal (racionalismo); que pertence a cada um de decidir se deve adorar ou não (indiferentismo); e finalmente que o Estado é a origem de todo o direito (monismoestatal).

Daí certos teólogos modernos acharam que se podiam tirar três teses:

1 – Os papas não condenaram a liberdade religiosa em si, mas somente porque ela aparecia “como conseqüência de uma concepção naturalista do homem”84ou que ela “procedia da primeira premissa do racionalismo naturalista”85, ou das duas outras: “mais do que as conseqüências, são os princípios    que

são aqui considerados: A Igreja condena o racionalismo, o indiferentismo e o monismo estatal”86, simplesmente.

– Ante as expressões concretas dos princípios modernos (luta com o poder temporal do papado, laicização das Constituições, espoliação da Igreja, etc.), faltou aos papas “a serenidade necessária para julgar com objetividade o sistema das liberdades modernas, e distinguir o verdadeiro do falso”; “era inevitável que o primeiro reflexo de defesa fosse uma atitude de condenação total”87, era difícil para estes papas “reconhecer um valor num conteúdo onde a motivação era hostil aos valores religiosos… assim se fez cara feia durante um longo tempo ao ideal representado pelos direitos do homem, porque não se lograva reconhecer neles a longínqua herança do Evangelho”88.

– Mas hoje é possível redescobrir a parte de verdade cristã contida nos princípios da Revolução de 1789 e reconciliar assim a Igreja com as liberdades modernas, com a liberdade religiosa em particular. O Padre Congar foi o primeiro a traçar o caminho que se deve seguir neste ponto: Continuar lendo

SEJAMOS PEREGRINOS SOBRE A TERRA

Resultado de imagem para sejamos peregrinos sobre a terraDum sumus in corpore, peregrinamur a Domino — “Enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor” (2 Cor. 5, 6).

Sumário. Enquanto estivermos sobre esta terra, sejamos como uns peregrinos, que vão errando longe de sua pátria, o paraíso onde Deus nos espera para gozarmos eternamente de sua beleza divina. Se, pois, amamos a Deus e a nossa alma, devemos suspirar continuamente por sairmos deste nosso exílio e separarmo-nos do corpo, a fim de entrarmos na posse de Deus. Quando nos sentirmos oprimidos pelos trabalhos, levantemos os olhos ao céu e consolemo-nos com a lembrança do reino da bem-aventurança.

Enquanto estivermos na vida presente, sejamos como que uns peregrinos, porque andamos errando por este mundo, longe da nossa pátria, o céu; onde o Senhor nos espera a fim de gozarmos eternamente de sua visão beatifica. Dum sumus in corpore, peregrinamur a Domino— “Enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor”. Se, pois, amamos a Deus, devemos suspirar continuamente por sairmos deste exílio, deixando o nosso corpo, a fim de entrarmos na posse de Deus.

Antes da Redenção, o caminho para chegar a Deus estava interdito para nós, míseros filhos de Adão. Mas Jesus Cristo obteve-nos com a sua morte o poder de nos fazermos filhos de Deus (1) e assim nos abriu a porta pela qual temos acesso junto a nosso Pai celestial (2) . — Desta sorte, se estamos na graça de Deus, já ficamos sendo concidadãos dos santos e membros da família de Deus (3). Diz Santo Agostinho: A nossa natureza nos fez nascer cidadãos da terra e vasos de ira; mas a graça do Redentor, livrando-nos do pecado, nos fez nascer cidadãos do céu e vasos de misericórdia. 

Não é para admirar que os maus queiram ficar sempre neste mundo, porque justamente temem que das penas da vida presente vão passar para as penas eternas e muito mais terríveis do inferno. Mas quem possui o amor de Deus e tem certeza moral de estar em graça, como pode desejar viver mais tempo neste vale de lágrimas, no meio de contínuas amarguras, angústias da consciência e perigos de condenação? Como não suspirará, ao contrário, por chegar em breve à união com Deus na eterna bem-aventurança, onde não haverá mais perigo de perdê-Lo? Ah! As almas abrasadas no amor de Deus, na vida terrestre gemem continuamente e exclamam com o Profeta: Heu mihi, quia incolatus meus prolongatus est! (4) — “Ai de mim, que o meu desterro se prolongou! Continuar lendo

A JURISDIÇÃO DE SUPLÊNCIA

Resultado de imagem para tissier de malleraisPor Dom Bernard TISSIER DE MALLERAIS

INTRODUÇÃO do Sr. Padre SCOTT

O ESTADO DA QUESTÃO

Muitos têm perguntado como os padres tradicionais podem continuar a ministrar os Sacramentos, e especialmente ouvir confissões, quando eles tiveram as suas Licencias Sacramentais retiradas pelo ordinário local.

As considerações a seguir deverão ajudar-lhes a entender não apenas a injustiça da situação, mas, também, como estes padres estão claramente no direito de usar a jurisdição de suplência. É óbvio que a presente crise na Igreja não está prevista na Lei Canônica.

Consequentemente, nós devemos basear a nossa actividade em uma analogia jurídica, tomada das normas gerais dos Códigos (Canon 20 no Código Antigo e Canon 19 no Novo Código), as quais determinam que se não há lei que diga respeito expressamente a uma situação especial, a regra deve ser tomada a partir de:

1) Leis promulgadas para circunstâncias similares. As circunstâncias similares são aquelas nas quais a Igreja supre a jurisdição por conta de um grave perigo para as almas. Estas são os casos de:

  • Erro comum concernente à jurisdição do padre: Código Antigo [i.e., o Código de Direito Canônico de 1917, doravante “CA”, Canon 209], Novo Código [i.e., o Código de Direito Canônico de 1983, doravante “NC”, 144].
  • Dúvida positiva e provável: CA 209 (NC 144). Isto pode estar relacionado a jurisdição ou erro comum ou perigo de morte.
  • Desconhecimento do fato de que a jurisdição havia expirado: CA 207.
  • Perigo de morte: CA 882 e 2252 (NC 976 e 1357). Aqueles que não podem encontrar um confessor apropriado por um longo período de tempo e, consequentemente, que estão em perigo de morte espiritual devem ser equiparados àqueles em perigo de morte, de acordo com o princípio da Equidade Canónica (v abaixo).

2) Os princípios gerais da lei canónica, os quais inspiram as leis particulares. Os dois princípios são:

  • A salvação das almas é a maior das leis (NC 1752).
  • Os Sacramentos existem para o bem dos homens.

3) O recurso à equidade. Isto é, o recurso ao parecer do legislador (quando não há nada explícito por escrito), que nunca deseja que a sua legislação seja custosa demais (opressiva), mas sempre deseja que ela seja interpretada de uma maneira justa e favorável. Que seja, de fato, a intenção da Igreja ser generosa na concessão de jurisdição, e não rigorosa ou exigente em excesso, é, também, patente nos dois Cânones seguintes: Continuar lendo

A PARÁBOLA DO JOIO E A CONDUTA DE DEUS PARA COM OS PECADORES

Resultado de imagem para parábola do joioColligite primum zizania, et alligate ea in fasciculos ad comburendum — “Colhei primeiro o joio, e atai-o em feixes para o queimar” (Matth. 13, 30).

Sumário. O joio que cresce no meio do bom trigo é figura dos pecadores, que pela benignidade divina vivem juntamente com os justos no campo da Igreja Católica. Mais ai daqueles, se continuarem obstinados no pecado e deixarem passar o tempo de misericórdia! Chegará o dia da colheita, isso é, do juízo, e então os anjos separarão os maus dos bons, para levarem a estes ao paraíso e lançarem aqueles no fogo do inferno, onde serão atormentados por toda a eternidade.

I. “O reino dos céus”, diz Jesus Cristo no Evangelho deste dia, “é semelhante a um homem que semeou boa semente no seu campo. Mas, quando dormiam os homens, veio o seu inimigo e sobressemeou o joio no meio do trigo, e foi-se. Tendo, porém, crescido a erva e dado fruto, então apareceu também o joio. E chegando-se os servos do pai de família, disseram-lhe: Senhor, não semeaste boa semente no teu campo? Donde, pois, lhe veio o joio? Disse-lhes ele: Um homem inimigo fez isso. E os servos disseram-lhe: Queres que vamos e o apanhemos? Ele disse: Não! Não seja que apanhando o joio arranqueis juntamente com ele o trigo. Deixai crescer um e outro até a ceifa, e no tempo direi aos ceifeiros: Apanhai primeiro o joio, e ataio em molhos para o fogo; mas o trigo recolhei-o no meu celeiro.”

Nesta parábola vê-se de um lado a paciência do Senhor para com os pecadores, e por outro o seu rigor para com os obstinados. Diz Santo Tomás que todas as criaturas, por natural instinto, quereriam castigar o pecador e assim vingar as injúrias feitas ao Criador. Visimus et colligimus ea? — “Queres que vamos e o apanhemos?” Deus, porém, pela sua misericórdia, as impede. E assim faz, não só pelo amor dos justos, aos quais não quer tirar a ocasião para praticarem a virtude, suportando os maus; senão também, e muito mais, pela sua longanimidade para com os próprios pecadores, a quem quer dar tempo para se converterem: Propterea expectat deus, ut misereatur vestri (1) — “Por isso o Senhor espera, para ter misericórdia de vós”. Continuar lendo

NOVO JUDAS

meninoUm menino, chamado Fúlvio, fazia seus estudos num dos principais colégios da França. Enquanto a mãe o conservou sob suas vistas, foi o menino preservado dos graves perigos que ameaçam os pequenos; mas no colégio apegou-se Fúlvio a dois colegas maus e corrompidos com os quais vivia em estreita amizade.

Bem depressa, por causa deles, perdeu a inocência e com ela a paz do coração. Alguns livros imorais, que lhe deram os companheiros, acabaram de perdê-lo.

Aos doze anos foi admitido à primeira comunhão; infelizmente não a fez por devoção, mas apenas para obedecer à mãe, sem propósito de mudar de vida nem de abandonar as más companhias. Confessou-se sacrílegamente, calando certos pecados vergonhosos e, assim, com o demônio no coração, com o pecado mortal na alma, teve a temeridade de receber a comunhão.

Os pais, enganados pelas aparências, julgaram-no bem comportado e mandaram-no de novo ao colégio. Fúlvio, porém, por sua indisciplina e preguiça nos estudos, teve um dia de ser severamente castigado pelo diretor e encerrado por algumas horas na prisão do colégio.

Chegada a hora de o pôr em liberdade, vão ao quarto que servia de prisão e, antes de abrir a porta, escutam do lado de fora… Não ouvem nada… nenhum movimento… Bate-se à porta, e ninguém responde. Abre-se, afinal, a porta, e que é que se vê? Ai! que horror! O infeliz rapaz enforcara-se: estava morto!

Imaginem-se os gritos e gemidos no colégio.

Sobre a mesa foi encontrada uma carta, na qual estavam expressos os sentimentos de uma alma ímpia, desesperada, sacrílega.

Tal foi o fim do desditoso rapaz, vítima de maus companheiro, e que, tendo pecado como Judas, teve também a morte de Judas.

Tesouro de Exemplos – Pe. Francisco Alves

MARIA SANTÍSSIMA, MODELO DA ESPERANÇA

Imagem relacionadaMihi autem adhaerere Deo bonum est; ponere in Domino meo spem meam ― “Para mim é bom unir-me a Deus; pôr no Senhor Deus a minha esperança” (Ps. 72, 28)

Sumário. Se da fé nasce a esperança, Maria Santíssima, que teve uma fé singular, possuiu também uma esperança exímia. Disso deu contínuas provas em todo o curso de sua vida moral, porquanto viveu sempre em desapego completo de qualquer criatura e em inteiro abandono à divina Providência, que dela dispunha à vontade. Se quisermos ser filhos dignos de tão excelsa Mãe, esforcemo-nos por imitá-la, esperando tudo da bondade divina. E, depois de Deus, ponhamos a nossa confiança em Maria, que é chamada Mãe da santa esperança.

Da fé nasce a esperança, porquanto para nenhum outro fim Deus nos fez conhecer pela fé a sua bondade e as suas promessas, senão para que depois pela esperança nos elevemos ao desejo de o possuir. Sendo, pois, certo que Maria teve a virtude de uma fé excelente, teve igualmente a virtude de uma excelente esperança, que a fazia dizer com Davi: Mihi autem adhaerere Deo bonum est; ponere in Domino Deo spem meam― “Para mim é bom unir-me a Deus; pôr no Senhor Deus a minha esperança”.E bem demonstrou a Santíssima Virgem quanto era grande esta sua confiança em Deus, quando pressentiu que seu esposo, por ignorar o modo de sua prodigiosa gravidez, estava agitado e com idéia de a deixar. Parecia então necessário que ela descobrisse a seu esposo o oculto mistério. Mas não, ela não quis manifestar a graça recebida; preferiu entregar-se à divina Providência, confiando, como diz Cornélio a Lapide, que Deus mesmo defenderia a sua inocência e reputação. ― Demonstrou, além disso, a confiança em Deus, quando, próxima ao parto, se viu expulsa em Belém, também dos hospícios dos pobres, e reduzida a dar à luz em uma gruta. A divina Mãe fez igualmente conhecer quanto confiava na Providência de Deus, quando, avisada por São José que devia fugir para o Egito, na mesma noite se pôs a caminho para tão longa viagem a um país estrangeiro e desconhecido, sem provisão, sem dinheiro, sem outro acompanhamento além do Menino Jesus e de seu pobre esposo.

Muito mais Maria demonstrou esta sua confiança, quando pediu ao Filho a graça do vinho para os esposos de Caná; porque, depois da resposta de Jesus Cristo, pela qual parecia claro que o pedido lhe seria recusado, ela confiada na divina bondade ordenou à gente da casa que fizessem o que lhes dissesse o Filho, visto que a graça era certa:Quodcunque dixerit vobis, facite (1). De fato, Jesus Cristo fez encher os vasos de água e depois a converteu em vinho. Continuar lendo

INAUGURAÇÃO DA CASA AUTÔNOMA DA FSSPX – BRASIL

Prosseguindo seus projetos de expansão no Brasil, convidamos a todos amigos e benfeitores para a inauguração da Casa Autônoma da FSSPX, dia 19 de março, em São Paulo.

As Casas autônomas

No organograma da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, uma Casa Autônoma é um Distrito em formação.

O Superior de uma Casa Autônoma tem o mesmo papel que um Superior de Distrito. Nomeado pelo Superior Geral e seu Conselho para um mandato renovável de seis anos, tem sob sua responsabilidade a direção do apostolado em seu território, conforme os estatutos e o espírito da Fraternidade. A cada vez que a Divina Providência o permite, organiza a fundação de Priorados, segundo as necessidades e as circunstâncias do apostolado.

Quando uma Casa Autônoma chega a ter em seu território três Priorados, pode-se estabelecer um Distrito. Em certos casos, as circunstâncias do apostolado podem indicar a conveniência de unir uma Casa Autônoma a um Distrito vizinho maior ou que um novo Distrito seja formado unindo Casas Autônomas próximas.

Mais informações pelo contato@fsspx.com.br

A LIBERDADE RELIGIOSA CONDENADA PELOS PAPAS – PARTE 1

lef2“A liberdade civil de todos os cultos propaga a peste do indiferentismo” S.S Papa Pio IX

Correndo o risco de me repetir, vou reunir neste capítulo os textos das principais condenações da liberdade religiosa durante o século XIX, para que os leitores entendam bem o que foi condenado e porque os papas condenaram.

A CONDENAÇÃO

Pio VI, carta “Quod Aliquantulum”, de 10 de março de 1791, aos bispos franceses da Assembléia Nacional:73

“A finalidade da Constituição decretada pela Assembléia é aniquilar a religião católica, e com ela a obediência devida aos reis. Como resultado se estabelece como direito do homem na sociedade esta liberdade absoluta que não só lhe assegura o direito de não ser perturbado quanto às suas opiniões religiosas, como também licença de pensar, de dizer, de escrever e inclusive imprimir impunemente tudo o que possa sugerir  a  imaginação  mais  desordenada;  direito  monstruoso que parece à Assembléia ser o resultado da igualdade e liberdade naturais a todos os homens. Mas o que poderia haver de mais insensato do que estabelecer entre os homens esta igualdade e esta liberdade desenfreada que parece afogar a razão, o dom mais precioso que a natureza fez ao homem e o único que o distingue dos animais.”

Pio VII, carta apostólica “Post tam Diuturnitas”, ao bispo de Troyes, na França, condenando a “liberdade de cultos e de consciência”, estabelecida pela constituição de 1814 (Luis XVIII):74

“Um novo motivo de tristeza pelo qual nosso coração ainda mais se aflige e que, confessamos, nos causa tormento, opressão e angústia, é o artigo 22 da Constituição. Nele não só se permite a liberdade de cultos e de consciência, como também promete-se apoio e proteção a esta liberdade e aos ministros dos seus chamados “cultos”. Certamente não são necessárias muitas explicações, ao nos dirigirmos a um Bispo como vós, para vos fazer conhecer claramente que ferida mortal este artigo atingiu à religião católica na França. Continuar lendo

JESUS QUIS SOFRER A FIM DE GANHAR OS NOSSOS CORAÇÕES

Resultado de imagem para paixão de cristoDilexit nos, et lavit nos a peccatis nostris in sanguine suo — “(Jesus) nos amou e nos lavou de nossos pecados em seu sangue” (Apoc. 1, 5).

Sumário. Os santos tinham bastante razão de chorar, considerando a ingratidão dos homens para com o amor excessivo que Jesus lhes mostrou. Coisa assombrosa! Ver um Deus sofrer tantas penas, derramar lágrimas numa lapa, viver pobre numa oficina, morrer exangue na cruz, ver, enfim, um Deus aflito e atribulado durante a sua vida toda, para ganhar o amor dos homens, e ver depois os homens ingratos responderem-Lhe com injúrias e ofensas! Meu irmão, se tu também no passado foste um desses ingratos, procura agora reparar o malfeito e amar a Jesus Cristo com mais fervor.

Considera como Jesus sofreu desde o primeiro instante de sua vida e sofreu tudo por nosso amor. Durante toda a sua vida não teve em mira outra coisa, depois da glória de Deus, senão a nossa salvação. Jesus, sendo Filho de Deus, não havia mister sofrer para merecer o céu. Toda a pena, pobreza, ignomínia que Jesus padeceu, foi destinada a merecer para nós a salvação eterna. Mais; embora pudesse Jesus salvar-nos sem sofrimento, quis todavia levar uma vida de dores, de pobreza, de desprezos, de privação de qualquer alívio, terminá-la com uma morte mais desolada e amargosa do que jamais algum mártir ou penitente sofreu, com o único intuito de fazer-nos compreender a grandeza do amor que nos tinha e para ganhar o nosso afeto.

Viveu trinta e três anos sempre suspirando que chegasse afinal a hora do sacrifício de sua vida, que desejava oferecer para nos alcançar a graça divina e a glória eterna, e ver-nos sempre consigo no paraíso.  Baptismo habeo baptizari, et quomodo coarctor usquedum perficiatur? (1) — “Tenho de ser batizado com um batismo, e quão grande não é a minha ansiedade até que ele se cumpra?” Desejava ser  batizado com o seu próprio sangue, não para lavar pecados pessoais, porquanto era inocente, senão os dos homens que Ele tanto amava. Ó amor excessivo de um Deus, que todos os homens e todos os anjos nunca chegarão a compreender e a louvar bastantemente. Continuar lendo

ABENÇOADA FÉ

Resultado de imagem para rapaz rezandoSabes o que te proporciona a fé, o que te dá a religião? — Vértebras de aço, convicções, inquebrantável fidelidade aos princípios.

Pirro, rei do Epiro, enviou Cíneas, seu confidente ao senador Fabrício, a fim de suborná-lo. Cinea’s voltou: “Majestade, antes conseguiremos desviar o sol de seu curso secular, do que a Fabrício da senda da honestidade!”

Vês? Eis o panegírico do homem fiel! Não podemos ter confiança num homem que baseia o conceito de honra e caráter em ideias filosóficas versáteis ou na efêmera frivolidade do mundo. Mas aquele cuja frieza e fidelidade emanam das leis de Deus eterno, este inspira confiança, como a rocha de granito.

Nas situações críticas da vida é unicamente a religião que nos dá energia para afrontar as dificuldades.

Napoleão, o dominador da Europa, retirava-se de Moscou em chamas. Terrível tempestade de neve fustigava os soldados mortalmente exaustos; apenas conseguiam arrastar-se, caindo aos milhares, vítimas das garras gélidas da neve. Fazem ligeiro alto. Trevas, com impenetrável nevoeiro, envolvem os poucos sobreviventes. Napoleão caminha pela neve, mortalha de tantos bravos. Eis que um raio de luz brilha na escuridão! À ordem do imperador, seu ajudante de ordens corre a verificar do que se trata… Volta: “Majestade! O major Drouot vela na tenda: ele reza e trabalha”. — Na primeira ocasião, o imperador o eleva a general e lhe agradece por ter demonstrado tanta virilidade d’alma naquela horrenda noite em que ele mesmo ameaçava desfalecer.

“Sire”, replica o general, “não receio nem a morte nem a fome, só temo a Deus: nisso está toda a minha força”. Continuar lendo

DEVEMOS ESPERAR TUDO PELOS MERECIMENTOS DE JESUS CRISTO

Resultado de imagem para paixão de cristoProprio filio suo non pepercit, sed pro nobis omnibus tradidit illum — “(Deus) não poupou a seu próprio Filho, mas entregou-O por nós todos” (Rom. 8, 32).

Sumário. A satisfação que o Filho de Deus ofereceu ao Pai Eterno é infinitamente maior do que a dívida que com os nossos pecados tínhamos contraído. Por isso não seria justo que perecesse o pecador que se arrepende de seus pecados e oferece a Deus os merecimentos do Redentor. Por outro lado, Jesus Cristo lá no céu intercede continuamente por nós e o Pai divino não pode negar nada a um Filho tão querido. Agradeçamos, pois, ao Senhor, e imploremos com confiança qualquer graça, valendo-nos sempre desses merecimentos infinitos.

Considera que, tendo-nos dado o Padre Eterno seu próprio Filho por medianeiro, por advogado junto a si, e por vítima em satisfação dos nossos pecados, não nos é mais lícito duvidar que não obtenhamos qualquer graça que pedirmos, valendo-nos da mediação de semelhante Redentor. Quomodo non etiam cum illo omnia nobis donavit? (1) Que é que Deus nos recusará, diz o Apóstolo, depois que não nos negou o próprio Filho?

Todas as nossas súplicas não merecem que o Senhor as atenda, ou somente para elas olhe, porquanto o que nós merecemos não é graça, senão castigo pelos nossos pecados. Digno, porém, de ser atendido é Jesus Cristo que intercede por nós e oferece a seu Pai todos os sofrimentos da sua vida, o seu sangue e a sua morte. O Pai não pode recusar nada a um Filho tão querido, que Lhe oferece um preço de valor infinito. Sendo Ele inocente, todo o preço que pagou à divina justiça é aplicado tão somente em satisfação de nossas dívidas e esta satisfação excede infinitamente os pecados dos homens. Não seria de justiça que viesse a perder-se um pecador que se arrepende dos pecados e oferece a Deus os merecimentos de Jesus Cristo, cujas satisfações foram super abundantes. Demos, pois, graças a Deus e esperemos tudo pelos merecimentos de Jesus Cristo. Continuar lendo

CRUZADA DE ROSÁRIOS – FEVEREIRO 2017

Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Aos que estão em oração conosco na NOVA CRUZADA DE ROSÁRIOS DA FSSPX, segue abaixo a planilha para acompanhamento em FEVEREIRO.

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Os que quiserem informar a quantidade de terços e sacrifícios oferecidos em janeiro, podem nos enviar pelo gespiox@yahoo.com.br que repassaremos ao Priorado de São Paulo para a contabilização.

Que Nossa Senhora nos mantenha fiel na verdadeira Fé.

BIZARRO – RETRATO DE UM MUNDO SEM DEUS

DA HOMOFOBIA À ROBOFOBIA – A ULTIMA FRONTEIRA DA REVOLUÇÃO

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Fonte: Corrispondenza Romana – Tradução: Dominus Est

“Do casamento gay e lésbico ao “casamento robô”, passando pelo “auto-casamento””. Estes são os loucos, mas lógicos passos do atual processo de dissolução da instituição familiar, em nome do ilimitado princípio de auto-determinação individual. Se, de fato, guiamos as nossas ações e nossas escolhas por meros instintos e sentimentos de amor, sem qualquer filtro de ponderação, de razão e de bom senso, chega-se a resultados inverossímeis e surreais, pela qual cada um pretende reivindicar o direito de casar-se com quem “sente amar”, mesmo que seja, com si mesmo ou um despersonalizado e perturbador robô.

A este respeito, como dito pelo Dr. Michael Brown no charismanews, a popular revista norte-americana Good Housekeeping  publicou recentemente uma reportagem intitulada PORQUE CASEI COMIGO MESMA?

O auto-casamento é um pequeno, mas crescente movimento ao redor do mundo, que retrata a nova e incrível tendência dos “auto-casamentos.” O artigo analisa, de maneira detalhada, o pequeno mas crescente fenômeno dos “self-weddings”, contando histórias como a de Dominique, ” uma conselheira e ministra de auto-casamentos, que oferece serviços, incluindo sessões de aconselhamento e cerimônias privadas, através do seu site  Self Marriage Ceremonies (www.selfmarriageceremonies.com), operando a partir de sua casa no norte da Califórnia “.

A lista inclui de delirantes convites e auto-votos a serem pronunciados na ocasião da auto-união matrimonial, com promessas com esses conteúdos: “Eu nunca mais me deixarei”, “Prometo pedir ajuda quando estiver sofrendo“, “Prometo me olhar no espelho todos os dias e me sentir grato, “Prometo lhe dar a incrível vida que espera há tanto tempo.” Continuar lendo

QUAL SERÁ O GOZO DOS BEM-AVENTURADOS NO PARAÍSO.

Resultado de imagem para céu igreja catolicaVidemus nunc per speculum in aenigmale; tunc autem facie ad faciem — “Vemos agora (a Deus) como por um espelho, em enigma; porém então face a face” (I Cor. 13, 12).

Sumário. O bem-aventurado, conhecendo no céu a amabilidade infinita de Deus, e vendo todas as disposições admiráveis para sua salvação, amá-Lo-á de todo o coração, regozijar-se-á pela felicidade de Deus mais do que pela sua própria, e não terá outro desejo senão o de amá-Lo e de ser amado por Ele. É nisto que consistirá a sua eterna beatitude. Portanto, se nós amarmos a Deus, sem termos tanto em vista o nosso interesse como a satisfação pela felicidade de Deus, desde a vida presente começaríamos a gozar da beatitude do reino celestial.

Quando a alma entrar na pátria bem-aventurada e for corrido o reposteiro que lhe impedia a vista, verá a descoberto e sem véu a beleza infinita do seu Deus, e é nisto que consistirá o gozo do bem-aventurado. Todas as coisas que ele contemplará em Deus, enche-lo-ão de alegria. Verá a retidão dos juízos divinos, a harmonia nas suas disposições relativas a cada alma e todas ordenadas para a glória de Deus e o bem de si mesmo.

Com relação a si própria, a alma verá o amor imenso que Deus lhe mostrou em fazer-se homem e em sacrificar por amor dela a vida na Cruz. Conhecerá o excesso de amor encerrado no mistério da Cruz: ver um Deus feito servo e morto supliciado num infame patíbulo! Conhecerá o amor excessivo encerrado no mistério da Eucaristia: ver um Deus posto presente sob a espécie de pão e feito alimento de suas criaturas! Verá distintamente todas as graças que Deus lhe dispensou e que até então lhe estiveram ocultas. Verá toda a misericórdia de que Deus usou para com ela, esperando-a e perdoando-lhe todas as ingratidões. Verá os muitos convites, as luzes e os auxílios que tão abundantemente lhe foram prodigalizados. Verá que as tribulações, as doenças, a perda de bens ou de parentes, que chamara castigos, não foram castigos, senão manifestações da bondade divina para atrair a alma ao seu amor perfeito.

Numa palavra, tudo o que ela vir, lhe fará conhecer a bondade infinita de seu Deus, e o amor infinito que merece. Donde provém que logo que chegada for ao céu, não terá mais outro desejo senão o de vê-Lo feliz e contente. Compreendendo ao mesmo tempo, que a felicidade de Deus é suprema, infinita e eterna, sentirá uma satisfação, já não digo infinita, visto que a criatura não é susceptível de cousas infinitas, mas uma satisfação imensa e plena, que a encherá de gozo, e do mesmo gozo que é próprio a Deus. Assim se verificará nela a palavra de Jesus:  Intra in gaudium Domini tui (1) — “Entra no gozo de teu Senhor”. Continuar lendo

A LIBERDADE DE CONSCIÊNCIA E DE CULTOS

Resultado de imagem para marcel lefebvreSob o nome sedutor de liberdade de culto, proclama-se a apostasia legal da sociedade”. Leão XIII

Na encíclica “Libertas”, o Papa Leão XIII passa em revista as novas liberdades proclamadas pelo liberalismo. Seguirei sua exposição passo a passo66.

“Será bom considerar separadamente os diversos tipos de liberdade que são consideradas como conquistas da nossa época”.

A liberdade de cultos (ou liberdade de consciência e de cultos) é a primeira; ela é, como explica Leão XIII, reivindicada como uma liberdade moral da consciência individual e como uma liberdade social, um direito civil reconhecido pelo Estado.

“Consideremos a propósito dos indivíduos, esta liberdade tão contrária à virtude de religião, a liberdade de cultos, como chamam, liberdade que tem seu fundamento em considerar permitido a cada um professas a religião que mais lhe agrade, ou não professar nenhuma. Ao contrário, entre todas as obrigações do homem, a maior e a mais santa é sem dúvida a que nos manda oferecer a Deus um culto de piedade e de religião. E este dever vem do fato de que estamos sempre sob  o domínio de Deus, somos governados por sua vontade e providência, temos nEle nossa origem e havemos de retornar a Ele”.

Se realmente o indivíduo-rei é considerado a fonte de seus próprios direitos, é lógico que ele atribua à sua consciência uma completa independência em relação à Deus e à religião. Leão XIII considera então a liberdade religiosa enquanto direito civil67.

“Do ponto de vista social, esta mesma liberdade pede que o Estado não tribute nenhum culto público à Deus, ou não autorize nenhum culto público, que nenhuma religião seja preferida à outra, e que todas elas tenham os mesmos direitos, sem nenhuma consideração ao povo, mesmo que este professe o catolicismo”. Continuar lendo

ATENÇÃO CATÓLICOS DE RIBEIRÃO PRETO – SOBRE UMA SUPOSTA YOGA “CRISTÔ

CUIDADO, ESTÃO BRINCANDO COM O DEMÔNIO

Está sendo promovido em Ribeirão, com o apoio da Arquidiocese (veja aqui) e uma associação de “padres casados” (que se denominam “católicos no sentido amplo e não apenas romano“), um curso sobre Yoga, uma prática gnóstica que está sendo apresentada sob uma aparência “cristã”. O próprio local a ser realizado, um “espaço ecumênico”, por si só, já deveria ser evitado por católicos.

Ao nos depararmos com estes tais cursos, como católicos, não podemos deixar de nos perguntar se, neste ímpeto modernista, a Arquidiocese também não apoiará, em breve, a macumba cristã, ou uma sessão de mesa branca, ou quem sabe um “dia arquidiocesano de oração voltados para Meca”, visto que, há muito tempo (como vemos nesse pequeno exemplo), de aberração em aberração, lentamente, a igreja local parece muito interessada em desfigurar o catolicismo e colocar em seu lugar a nova religião mundial.

Esse é um modismo da igreja conciliar, que visa confundir os católicos, inculcar-lhes o veneno mundano sem que eles nem sequer percebam. Mons. Marcel Lefebvre já falava sobre isso na década de 80 em suaCarta Aberta aos Católicos Perplexos“, no capítuloEstão Mudando nossa Religião“:

“Os cristãos desconcertados vêem propor-se-lhes receitas que são sempre aprovadas pela hierarquia contanto que elas se afastem da espiritualidade católica. O yoga e o zen são as mais estranhas. Orientalismo desastroso que coloca a piedade em caminhos falsos, pretendendo conduzir a uma “higiene da alma”. Quem falará também dos danos da expressão corporal, degradação da pessoa ao mesmo tempo que exaltação do corpo, contrária à elevação para Deus? Estas modas novas introduzidas até nos mosteiros de contemplativos, com muitas outras, são extremamente perigosas e dão razão àqueles que ouvimos dizer: “Mudaram a nossa religião.”

E Pe. Gabriele Amorth, um dos maiores exorcistas do Vaticano, que faleceu recentemente, em uma entrevista à Zenit, disse que:

“Perigosas e desonestas são também as práticas orientais aparentemente inócuas como o Yoga: “Você acha que está fazendo para relaxar, mas leva ao Hinduísmo – explicou o exorcista – Todas as religiões orientais são baseadas na falsa crença da reencarnação”.

Sendo assim, bem ao estilo do ecumenismo conciliar, mistura-se o sagrado com o profano, o catolicismo com o hinduísmo, práticas cristãs e pagãs, meditação cristã e meditação pagã….ou seja, coisas totalmente desnecessárias a uma católico que leva sua vida de oração, caridade e visita aos sacramentos.

Você acha mesmo que um católico necessita participar de práticas como essa?

Esperamos que não. Agora, se você é um daqueles que não vê mal nenhum na yoga denominada “cristã”, parabéns, seu catolicismo conciliar fará você se iniciar em algum Reiki “cristão” e mesmo uma macumba “cristã” logo logo.

DO FOGO DO INFERNO

Resultado de imagem para inferno DOMINUS ESTQuis poterit habitare de vobis cum igne devorante?… Cum ardoribus sempiternis? — “Qual de vós poderá habitar com o fogo devorador?… Com os ardores sempiternos?” (Is. 33, 14.)

Sumário. Na terra a pena do fogo é a maior de todas; mas há tamanha diferença entre o nosso fogo e o do inferno, que o nosso parece apenas um fogo pintado, ou antes, frieza. Como então, irmão meu, poderás habitar com esses ardores sempiternos, se por desgraça tua te condenares? Tu que não podes caminhar pelo ardor do sol, nem ficar com um braseiro num quarto fechado, nem aturar uma fagulha que se desprende de uma vela?

A pena que mais atormenta os sentidos do condenado é o fogo do inferno, que afeta o tato. Por isso o Senhor faz dele menção especial no juízo: Discedite a me, maledicti, in ignem aeternum (1) — “Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno”. Até na terra a pena do fogo é a maior de todas, mas há tamanha diferença entre o nosso fogo e o do inferno, que o nosso, no dizer de Santo Agostinho, parece apenas um fogo pintado. E São Vicente Ferrer acrescenta que, comparado àquele, o nosso fogo é frio. A razão é que o nosso fogo foi criado para nossa utilidade, ao passo que o do inferno foi criado por Deus expressamente para atormentar. Além de que, como diz Jeremias, aquele fogo é um fogo vingador aceso pela cólera de Deus (2). Por isso é que Isaías chama o fogo do inferno: espirito de ardor. Si abluerit Dominas sordes… in spiritu ardoris (3) — “O Senhor lavará as manchas… com o espirito de ardor”.

O condenado será enviado não só ao fogo, mas para dentro do fogo:  Apartai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno. De maneira que o desgraçado será envolvido pelo fogo como a lenha na fornalha. O réprobo terá um abismo de fogo abaixo de si, outro abismo acima de si, outro por todos os lados. Quando apalpar, quando vir, quando respirar, não apalpará, não verá, não respirará senão fogo. Estará no fogo como o peixe na água. — Não só este fogo cercará o condenado, mas penetrar-lhe-á todos os membros para mais o atormentar. Todo o seu corpo será uma fogueira. As vísceras arderão no ventre, o coração dentro do peito, o cérebro na cabeça, o sangue nas veias, a medula nos ossos. Em uma palavra, cada réprobo tornar-se-á uma fornalha ardente: Pones eos ut clibanum ignis (4) — “Vós os poreis como um forno aceso”. Continuar lendo

SOBRE A ENTREVISTA DADA POR D. FELLAY…

..à TV Libertés, da França, no programa Terres de Mission n°17 e que  está causando tanta “comoção” sobre um possível acordo com Roma.

Enfim, não há nada de novo que D. Fellay diz há anos em qualquer Formação, Congresso ou visita, como a realizada aqui em Ribeirão em 2015!

Eis a transcrição…

Entrevistador: O Papa Francisco lhes fez a proposta de uma prelatura pessoal para a FSSPX. Com esta situação canônica os senhores mantêm uma independência dos bispos. Mons. Schneider, que visitou seus seminários insiste para que aceitem essa proposta, mesmo que a situação da Igreja não seja satisfatória em 100%. Não existe, com o tempo, um risco da criação de uma Igreja mais ou menos autónoma, autocéfala, se continuar essa situação de distanciamento constante com Roma, em respeito ao Papa, em respeito a cúria, em respeito aos bispos? O que o senhor espera para assinar uma proposta de Roma, a aparição na Sé de Pedro de um Pio XIII que todos nós esperamos?

D. Fellay: Creio que não precise esperar que tudo esteja resolvido na Igreja, de que todos os problemas estejam resolvidos. No entanto, existem uma série de condições que são necessárias e para nós a condição necessária é a condição de sobrevivência. Eu tenho dado a conhecer em Roma, sem qualquer ambiguidade, que da mesma maneira que Mons. Lefebvre disse em seu tempo: existe uma condição sine qua non, ou seja, se a condição não se cumpre, nós não nos movemos: que possamos permanecer tal como somos, ou seja, conservar todos os princípios que temos mantido, que são princípios católicos.

Na verdade, temos sérias censuras ao que aconteceu desde o Concílio, na Igreja, por certos homens: a famosa questão da maneira que se tem conduzido o ecumenismo, por exemplo, o que se chama liberdade religiosa, a relação entre Igreja e Estado, em seguida a liberdade de dar e a que título dar a todos a liberdade de exercer sua religião (…) e eu acredito que avançamos nesse caminho, na direção certa, ou seja, que Roma está cedendo.

É interessante que, há dois anos praticamente, que nos dizem que  há questões que foram enunciadas, propostas apresentadas pelo Conselho, que não são critérios de catolicidade. Isto significa que temos o direito de discordar e ainda assim ser considerados Católicos.
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ASSEIO E ARTE

Resultado de imagem para MÃE CATOLICAAgradável pelo asseio e pela arte; quente e acolhedor pelo teu devotamento; confortável pela ordem e trabalho – farás de teu lar uma – atração e uma saudade.

Não se discute que a falta de asseio desacredita uma dona de casa. Que se refira esse desasseio à casa ou à pessoa de sua dona, é a mesma coisa.

A beleza e asseio de uma casa influem sobre a moral do homem por causa de certa força secreta. Numa casa bem asseada, ordenada, inundada de luz, exercita-se a vigilância, a linguagem e os pensamentos são mais cultos, o caráter é mais alegre.

O contrário se dá em caso de desasseio. É funesta a influência que sobre a família exercem a sujeira e a desordem de uma casa. As idéias, os sentimentos, os costumes ficam num nível baixo.

Por isso, leitora, teu princípio rezará: asseio, custe o que custar. Não temas a luta com o marido e com os filhos para obrigá-los a amar e praticar o asseio. Roupas, sapatos, móveis, utensílios de cozinha, escadas, varandas, hall, jardim, quartos, salas – tudo terá o brilho da limpeza.

O cansaço imposto para manteres o asseio, em tudo e em todos, é um cansaço por Deus. É um mérito que adquires como educadora. Além disso, esse trabalho te prenderá à casa, livrando-te do ciganismo das ruas e lojas. Continuar lendo