FOTOS: TOMADA DE HÁBITO E PROFISSÃO RELIGIOSA EM PILAR (ARG) – FSSPX – 2018

img_3728_0No dia 25 de novembro de 2018, a Igreja do Menino Jesus de Praga, do noviciado das Irmãs da FSSPX em Pilar, na Argentina, realizou-se a cerimônia de Tomada de Hábito e Profissão Religiosa.

Fonte: FSSPX Sud América – Tradução: Dominus Est

O celebrante da missa solene foi o Superior do Distrito, Revmo. Pe. Mario Trejo. Duas religiosas receberam o hábito e iniciaram o noviciado e uma, terminado o tempo do noviciado, fez os primeiros votos de castidade, pobreza e obediência.

Muitos fiéis compareceram à cerimônia que, certamente, receberam nesse mesmo lugar as graças do céu que foram derramadas no mundo inteiro pela oblação das religiosas que entregaram suas vidas completamente a Deus.

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REVISTA “GUARDE A FÉ” – Nº 2

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O FUTURO DA IGREJA E DAS VOCAÇÕES

Tradução: Permanencia

O Pe. Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, concedeu uma entrevista exclusiva ao site oficial do Distrito Francês da FSSPX, La Porte Latine, na qual relembra a fecundidade da Cruz para as vocações e as famílias. Ele enfatiza particularmente a necessidade de guardar o espírito autêntico do fundador, Dom Marcel Lefebvre, “um espírito de amor pela fé e pela verdade, pelas almas e pela Igreja”, em face da recente canonização de Paul VI e da promoção da sinodalidade na Igreja.

Faz agora cinco meses que o senhor foi eleito Superior Geral da Fraternidade São Pio X, para um mandato de doze anos. Estes cinco meses certamente lhe permitiram uma primeira visão geral sobre a obra fundada por Dom Marcel Lefebvre, em complemento à sua já rica experiência pessoal. Qual a sua impressão e quais as prioridades para os próximos anos?

A Fraternidade é uma obra de Deus, e quanto mais a conhecemos, mais a amamos. Duas coisas mais me impressionaram. Primeiro, o caráter providencial da Fraternidade: ela é o resultado de escolhas e decisões de um santo guiado unicamente por uma prudência sobrenatural e “profética”, cuja sabedoria apreciamos mais e mais à medida que os anos passam e a crise da Igreja se agrava. Depois, pude constatar outra vez que não temos a regalia de sermos poupados: o Bom Deus santifica todos os nossos membros e fiéis mediante os fracassos, as provas, as decepções, em uma palavra, pela cruz e não por outros meios.

Com 65 novos seminaristas este ano, a Fraternidade atingiu o recorde de ingressos em seus seminários dos últimos trinta anos. O senhor foi reitor do seminário de La Reja, na Argentina, durante quase seis anos. Como pretende favorecer o desenvolvimento de vocações ainda mais sólidas e numerosas?

Estou persuadido de que a verdadeira solução para aumentar o número e a perseverança das vocações não reside principalmente nos meios humanos, ou por assim dizer, “técnicos”, tais como boletins informativos, visitas apostólicas ou publicidade. Antes de tudo, uma vocação para nascer precisa de um lar onde se ame a Nosso Senhor, à Cruz e ao seu sacerdócio; um lar onde não se respira amargura nem crítica para com os padres. É por osmose, ao contato com pais verdadeiramente católicos e com padres profundamente impregnados do espírito de Nosso Senhor, que uma vocação desperta. É nesse âmbito que se deve continuar trabalhando com todas as nossas forças. Uma vocação jamais é o resultado de um raciocínio especulativo, nem de uma lição que tenhamos recebido e com a qual estejamos intelectualmente de acordo. Esses elementos só podem ajudar a responder ao chamado de Deus sob a condição de se seguir aquilo que dissemos antes. Continuar lendo

FOTOS DAS ORDENAÇÕES DIACONAIS E SACERDOTAIS EM LA REJA (ARG) – 2018

Fonte: Seminário Ntra Sra. Corredentora – Tradução: Dominus Est

Graças a Deus fomos acompanhados por um lindo dia, quase como de primavera, fresco e ensolarado, como se ainda não tivéssemos entrado no verão. Às 9:30, D. Alfonso de Galarreta celebrou a Missa Pontifical, durante o qual, depois de um belo sermão sobre o sacerdócio, recebeu primeiramente o diaconato o seminarista argentino do 5º ano: Gaston Driollet. E logo depois, a ordenação sacerdotal dos que eram, até então, diáconos: Humberto  Bernabe  (Guadalajara, México), Pablo  Bianchetti (Buenos Aires, Argentina) e Raphael  da Silva  (Rio de Janeiro, Brasil), que foram acompanhados por uma boa afluência de sacerdotes e fiéis .

Deo gratias!

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“Senhor, dai-nos sacerdotes,

Senhor, dai-nos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitos santos sacerdotes,

Senhor, dai-nos muitas santas vocações religiosas,

Senhor, dai-nos famílias católicas, 

São Pio X, rogai por nós”

ORDENAÇÃO DE UM SACERDOTE E UM DIÁCONO EM GOULBURN (AUSTRÁLIA)

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Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

No dia 13 de dezembro, o  Seminário da Santa Cruz em Goulburn experimentou a emoção de um grande dia, com a tradicional cerimônia de ordenação que marca o fim de um ano rico em graça para o Seminário australiano da Fraternidade.

Foi D. Bernard Fellay, Bispo Auxiliar e Conselheiro Geral da FSSPX, quem conferiu o diaconato à Martin Anozie e sacerdócio à John Mwangi .

No dia D, a chuva ia ao encontro: chuva de graças, é claro, mas também chuvas abundantes e benéficas neste canto de Nova Gales do Sul, que muito precisava dela.  

O mau tempo teve o bom senso de parar à tempo das procissões de entrada e saída, como em um piscar de olhos celestial abençoando a ordenação sacerdotal do Pe. John Mwangi Gitonga, o novo padre queniano. 

A África também foi o centro das atenções com a ordenação de um diácono e um acolito: outro queniano e um nigeriano. 

A assistência foi impressionante: 27 sacerdotes impuseram as mãos ao novo sacerdote, diante de mais de quatrocentos fiéis reunidos durante a missa pontifícal.

As entradas previstas para o próximo ano no seminário são promissoras: 7 candidatos ao ano de espiritualidade são esperados a fim de se prepararem para ascenderem, se Deus quiser, os degraus que os separam um verdadeiro sacerdócio católico.  

Deo gratias!

FOTOS DA 17ª FORMAÇÃO DA FSSPX (2018)

Entre os dias 15 e 18 de Novembro aconteceu a 17ª Formação do MJCB, com tema “A Vida Espiritual”.

Estiveram presentes 9 padres e quase duas centenas de fiéis, vindos dos mais diversos priorados, centros de missa e regiões do país.

O local, próximo à cidade de Santa Branca/SP, propiciou momentos de aprendizado, oração, descanso e lazer.

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Graças ao número de sacerdotes presentes, os fiéis puderam se beneficiar da missa diária e de várias missas privadas concomitantes, bem como do sacramento da Penitência sempre que fosse preciso.

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As conferências ministradas pelos padres contaram com assistência sempre atenta e muitas perguntas ao final…

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O Rev. Padre Jesus Mestre Roc, professor do seminário de La Reja e convidado especial, além de ministrar uma excelente conferência, falou também sobre o seminário aos jovens

Como de costume, a Formação é também oportunidade para que os fiéis de toda parte tenham oportunidade de conversar com os sacerdotes…

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Não faltou também a tradicional partida de futebol entre os participantes:

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A Formação foi oficialmente encerrada, no Domingo, com a missa solene celebrada pelo padre Jesus Mestre.

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A costumeira foto do grupo, ao final:

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FonteFSSPX – Crédito das fotos: Sr. José Roberto dos Santos

VISITA APOSTÓLICA DE D. ALFONSO DE GALARRETA AO GABÃO

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Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

O Gabão – tão querido por Mons. Marcel Lefebvre, fundador da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, uma vez que foi missionário lá – foi a primeira parada das visitas apostólicas quer serão feitas pelo Primeiro Assistente Geral, na África.

D. Alfonso de Galarreta, Bispo Auxiliar da FSSPX, começou com uma visita de cinco dias a Libreville, de 9 a 13 de novembro de 2018.

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Em 9 de novembro de 2018, o Primeiro Assistente Geral desembarcou em solo gabonês. No dia seguinte, D. de Galarreta celebrou a missa do catecismo da Missão, que acontece todos os sábados às 10h, entre duas horas de aula. Nada menos que 250 estudantes puderam desfrutar do discurso que o bispo preparou para a ocasião. 

A Missão transformou-se numa verdadeira colmeia, cada uma fazendo seu melhor para finalizar os preparativos finais da cerimônia de confirmação marcada para o dia seguinte. 

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No domingo, 11 de novembro, antes de iniciar a Missa Pontifical, 56 crianças e adultos foram marcados com o selo de soldados de Cristo. Este lindo dia terminou com a cerimônia das Vésperas Pontificais.  

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No dia seguinte D. de Galarreta visitou a escola das meninas que está sob o patrocínio de Nossa Senhora da Providência. E assim, 163 pequenas “cabeças verdes” – assim chamadas em razão de seu uniforme, desenhado pelas mãos experientes das Irmãs da Fraternidade São Pio X – participaram com devoção da missa celebrada pelo bispo. 

À tarde, o Primeiro Assistente visitou o canteiro de obras da futura escola, que está sob a enérgica direção do Sr. Josef Huber. 

Na terça-feira 13 de novembro, foi a vez dos 250 alunos do “Juvenato” do Sagrado Coração acolherem o visitante que terminou, no meio da juventude gabonesa – o futuro do país – sua jornada nesta terra em que D. Lefebvre jamais evocou sem demonstrar emoção. 

Nas primeiras horas da manhã de 14 de novembro, D. de Galarreta viajou para Lagos, na Nigéria, onde uma escolta o recebeu o conduzi-o em segurança ao priorado de Enugu, no sudeste do país. 

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O ÓDIO DOS DEMÔNIOS CONTRA O MISTÉRIO DA ENCARNAÇÃO

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Fonte: Hojitas de Fe, nº 14, Seminário Nossa Senhora Corredentora, FSSPX
Tradução:
Dominus Est

Com o tempo do Advento da Igreja inicia-se um novo Ano litúrgico. Este tempo está especialmente orientado a representar-nos a longa espera do Redentor prometido. Por isso conta com quatro semanas, em recordação dos quatro mil anos que a humanidade teve de esperar o libertador que a redimiria do pecado. É, pois, um tempo ordenado a preparar o mistério da Encarnação do Senhor, ou melhor dizendo, a preparar nossas almas para receber as graças contidas na Encarnação do Verbo de Deus.

Este mistério da Encarnação, segundo o sentir dos mais ilustres teólogos católicos, dividiu em dois grandes grupos todo o mundo criado, tanto o angélico como o humano. Por essa razão, mostraremos essa verdade com certo comedimento, para sabermos como dar à Natividade do Senhor e à conveniente preparação do Advento, a importância que realmente têm.

Três pontos aqui são dignos de consideração:

• em primeiro lugar, a revelação feita aos anjos do mistério da Encarnação;

• em seguida, a rebelião de muitos deles contra este mistério, por orgulho e inveja;

• finalmente, a ação do demônio para impedir a realização do mistério da Encarnação, ou pelo menos frustrá-lo em seus frutos de salvação para as almas. Continuar lendo

COMUNICADO DA CASA GERAL DA FSSPX SOBRE O ENCONTRO ENTRE O CARDEAL LADARIA E D. DAVIDE PAGLIARANI

Fonte: FSSPX Itália – Tradução: Dominus Est

Na quinta-feira, 22 de novembro, D. Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade São Pio X, esteve em Roma, a convite do Cardeal Luis Ladaria Ferrer, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé. D. Davide foi acompanhado por D. Emanuele du Chalard. O Cardeal Ladaria foi assistido por Mons. Guido Pozzo, Secretário da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei .

O encontro foi realizado nos escritórios da Congregação para a Doutrina da Fé, das 16h30 às 18h30. Seu objetivo era permitir que o cardeal Ladaria e D. Pagliarani se reunissem pela primeira vez e fizessem juntos um balanço das relações entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X, depois da eleição do novo Superior Geral em julho passado.

Durante o encontro com as autoridades romanas, lembrou-se que o problema fundamental é de natureza puramente doutrinária, e nem a Fraternidade nem Roma podem eludi-lo. É precisamente por causa dessa irredutível divergência doutrinal que todas as tentativas de redigir um esboço de uma declaração doutrinal aceitável para ambos os lados fracassaram nos últimos 7 anos. Por isso que a questão doutrinal permanece absolutamente primordial.

A própria Santa Sé não diz nada de diferente quando afirma solenemente que o estabelecimento de um estatuto jurídico para a Fraternidade não poderá ser feito senão após a assinatura de um documento de caráter doutrinal.

Portanto, tudo leva a Fraternidade a retomar a discussão teológica, consciente que Deus não lhe pede, necessariamente, que convença seus interlocutores, mas que ofereça à Igreja o testemunho incondicional da Fé.

O futuro da Fraternidade está nas mãos da Providência e da Santíssima Virgem Maria, como demonstra toda a sua história, desde a sua fundação até hoje.

Os membros da Fraternidade não querem fazer outra coisa senão servir a Igreja e cooperar efetivamente em sua regeneração, a fim de dar vida pelo seu triunfo, se assim necessário. Mas não lhes cabe escolher os meios, nem os fins que somente a Deus pertence.

Menzingen, 23 de novembro de 2018

OS PAIS VERDADEIROS DE QUE PRECISAMOS

Resultado de imagem para FAMILIA CATOLICA QUADROPe. Hervé de la tour, FSSPX

A necessidade de nosso tempo é formar homens de caráter que se tornem autênticos líderes espirituais de suas famílias. Infelizmente, o liberalismo infectou tanto as nossas mentes, que mesmo entre católicos tradicionais homens verdadeiros se tornaram raros. Nosso propósito neste artigo é fornecer alguns conselhos úteis sobre um dos mais sérios problemas do mundo moderno ― a ausência de pais verdadeiros ― recorrendo à robusta doutrina de Santo Tomás de Aquino contida na Summa Theologica. Ao apresentar a substância dos princípios luminosos do Doutor Angélico em linguagem simples, esperamos que todos possam tirar proveito de sua sabedoria.

É no estudo de Santo Tomás sobre a virtude da fortaleza, freqüentemente identificada com a coragem, que encontraremos muitos dos elementos de que precisamos. Em latim, uma das palavras possíveis para fortaleza é “virtus” (que também significa virtude). A raiz dessa palavra é “vir”, que significa “homem”. Vê-se assim que a masculinidade está associada à coragem. Para que tenhamos verdadeiros pais, precisamos de verdadeiros homens; e verdadeiros homens são homens fortes. Mas o que é exatamente a força? Santo Tomás explica que a fortaleza é uma virtude moral relacionada com o perigo. O homem encontra muitos males ameaçadores durante sua existência e tem de encará-los de maneira razoável controlando seu medo; é a coragem que permite que o homem lide com essas dificuldades e obstáculos. Há dois atos que fluem dessa virtude: o ataque e a defesa. Por isso, a fortaleza será divida em magnanimidade, que pode ser traduzida como “grandeza de alma” (magna anima), e perseverança. A magnanimidade é o que faz com que alarguemos o nosso coração e empreendamos uma grande obra com confiança. A perseverança permite que permaneçamos firmes e resistamos ao mal por um longo tempo, resistindo à tentação de desistir.

O problema é que o pecado original danificou severamente nossa natureza humana, levando a certa perda de nossa antiga inclinação para o bem. Uma das desordens introduzidas pelo pecado original é a ferida da fraqueza, que debilita a fortaleza. Desde a queda de Adão, não é fácil ter coragem; tendemos a cair em pecados que se opõem à fortaleza. Por exemplo, o pecado da pusilanimidade (ou pequenez de alma) leva-nos a subestimar nosso próprio poder e, conseqüentemente, à paralisia. Vemos um exemplo claro dessa disposição desafortunada na história do Evangelho sobre o servo que enterrou no chão o talento de seu senhor por medo da severidade de seu mestre, em vez de se munir de esperança e fazer o talento frutificar. Ele tinha os dons necessários para realizar a tarefa, mas por desânimo não teve coragem de agir, pensando que o encargo estava além de sua capacidade. Continuar lendo

CONFRARIA DOS HOMENS PARA A CASTIDADE

Dom Lourenço Fleichman OSB
Capelão responsável

Confraria dos Homens para a Castidade é uma iniciativa da Capela Nossa Senhora da Conceição, de propor a todos os homens católicos, jovens e adultos, solteiros, casados ou viúvos, um combate mais eficaz e duradouro contra a pornografia e os pecados de impureza que assolam a sociedade moderna de modo assustador. S. Excelência, Dom Alfonso de Galarreta aprovou oficialmente a criação da Confraria.

Oferecemos esta Confraria, este combate singular, aos homens e não às mulheres, por acreditarmos que os homens devem recuperar seu papel na sociedade familiar e na sociedade civil. Papel este deixado de lado por 200 anos de Liberalismo, de hedonismo e de decadência moral da humanidade. Se um homem recupera sua saúde espiritual e a fortaleza própria do seu estado, as mulheres de sua casa, sejam elas mãe, irmãs, esposa ou filhas, seguirão o exemplo dos homens fortes e castos. O resultado esperado é o restabelecimento da ordem da natureza na sociedade, com os homens sendo valorosos, fortes, virtuosos, e as mulheres se espelhando no belo exemplo dos soldados de Cristo para serem elas também santas e virtuosas.

Mas, por favor, não vejam nessa distinção nenhuma sombra de desprezo ou diminuição do papel das mulheres. Não se trata de nada disso, pois é uma questão de vida espiritual, e não de vida social. A espiritualidade masculina é diferente da espiritualidade feminina. A Confraria trabalha nos homens, para favorecer toda a sociedade. Os homens castos elevarão a casa e a cidade a uma vida sob o domínio da graça. Isso é o que importa. Continuar lendo

AS ALMAS DO PURGATÓRIO

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FonteHojitas de Fe, 11 | Seminário Nossa Senhora Corredentora, FSSPX
Tradução:
Dominus Est

A Igreja, durante todo o mês de novembro, após ter honrado e exaltado seus filhos do céu, e invocado sua intercessão, não quer esquecer seus filhos do Purgatório. Dedica a eles a Comemoração dos Fiéis Defuntos, e dá indulgências especiais durante os primeiros oito dias de novembro, e consagra todo este mês a orar pelas almas dos defuntos. No que nos diz respeito, três motivos devem nos levar a interessar-nos por estas santas almas:

1º Primeiramente, porque são almas necessitadíssimas de nossa misericórdia e de nossos sufrágios: “Estive na prisão e me visitastes”.

2º Depois, porque um dia nós teremos que encontrá-las no Purgatório (se a bondade de Deus assim o permitir), razão pela qual muito nos interessa saber o que é dessas almas, qual é seu estado, como Deus as trata…

3º Finalmente, porque muitas vezes imaginamos o Purgatório como o lugar da justiça de Deus, de uma justiça inflexível, de uma justiça sem misericórdia: quando, na realidade, é ao contrário uma invenção da misericórdia de Deus, mesmo que seja uma misericórdia em que o homem já não pode mais merecer e deve reparar todos os pecados de sua vida.

Detenhamo-nos neste último ponto, considerando as três razões pelas quais a misericórdia divina se manifesta no Purgatório: • primeiro, no amor que as três Pessoas divinas têm por essas almas abençoadas; • segundo, no amor e na conformidade que essas almas têm para com Deus; • terceiro, no próprio sofrimento que essas almas têm que suportar. Continuar lendo

AS 5 FUNDADORAS DO MOSTEIRO DE SÃO JOSÉ (EUA) RECEBEM SEUS HÁBITOS BENEDITINOS

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Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Desde a época de São Bento e Santa Escolástica, santos irmãos, houveram mosteiros beneditinos, tanto masculinos como femininos, frequentemente fundados perto um do outro em memória da proximidade da primeira família beneditina.

Desde que Monsenhor Lefebvre abençoou a fundação do mosteiro beneditino para os homens nos Estados Unidos, em 1991, o Mosteiro de Nossa Senhora de Guadalupe, os monges foram questionados inúmeras vezes por jovens senhoras: “Quando haverá um convento beneditino nos Estados Unidos para meninas americanas? ” Mas com o passar dos anos, apesar do grande desejo, orações e esforços, parecia que um convento nunca seria fundado. Os próprios monges estavam engajados em realizar verdadeiros esforços heroicos para sobreviverem e construírem seu próprio mosteiro no meio das extremas dificuldades causadas pelo terreno rochoso, seco e implacável de uma árida montanha localizada no sudoeste do Novo México. Então, por 25 anos ou mais, as jovens senhoras de língua inglesa que sentiam o chamado para se unirem às Beneditinas não tinham outra opção senão deixar sua terra natal e sua cultura, aprender uma nova língua e entrar em um convento beneditino francês. Este inconveniente acabou por ser uma situação muito difícil para muitas.

Mas, anos de esperança, orações e sacrifícios finalmente deram frutos no tempo de Deus, e Ele escolheu 2018 para ser o ano abençoado que veria, finalmente, a fundação do Mosteiro de São José, um convento beneditino América do Norte! Este convento foi fundado com a bênção, especial patrocínio e caridade de Sua Excelência D. Bernard Fellay. Em fevereiro de 2018, ele pregou pessoalmente o primeiro retiro e orientou 10 jovens que estavam considerando fortemente a vida beneditina. Cinco delas iniciaram imediatamente seu postulado e, em 17 de outubro, estavam prontas para se tornarem noviças e, oficialmente, fundadoras deste convento americano. D. Fellay lhes havia prometido em fevereiro que voltaria e oficiaria esta cerimônia, e para o deleite de ambas as comunidades, pôde cumprir sua promessa.

Muitas outras jovens visitaram o convento neste ano, e algumas logo se juntarão em breve, enquanto outras tem discernido com seus diretores espirituais que podem entrar sem dificuldade.

As fundadoras são os frutos das paróquias da FSSPX e estão felizes por terem se unido ao ramo contemplativo da grande obra da Tradição. O Mosteiro de Nossa Senhora de Guadalupe e o Mosteiro de São José pedem suas orações pela perseverança de suas vocações, e também pedem sua ajuda para construir mais celas para as excelentes vocações que batem à sua porta.

A ACEITAÇÃO CRISTÃ DA MORTE E A GRAÇA DA PERSEVERANÇA FINAL

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Fonte: Hojitas de Fe, 261 | Seminário Nossa Senhora Corredentora, FSSPX Tradução: Dominus Est

No trabalho da santificação não basta começar bem, nem sequer progredir muito e por longo tempo; o mais necessário de tudo é terminar bem, pois em todas as coisas “o fim é que coroa a obra”. Por isso toca-nos examinar, a modo de conclusão final, a boa morte considerada sob um duplo aspecto: 1º como coroação de todo o trabalho de renúncia e mortificação; 2º como coroação de todo nosso trabalho de santificação.

1º A aceitação cristã da morte, coroação de todo o trabalho de mortificação e renúncia ao pecado.

Considerada à luz da fé, a morte aparece como a penitência por excelência para expiar os pecados cometidos, e como o sacrifício por excelência para unir-nos ao holocausto do Calvário.

1 – A morte, cristãmente aceita, constitui a penitência por excelência para reparar nossos pecados. Temos as provas disso:

  1. Na vontade formal de Deus. Todas as penitências suportadas ao longo da vida são contas parciais e antecipadas; o pagamento total que a justiça divina exige por nossas dívida é a morte. Assim o decretou Deus desde que o pecado entrou no mundo: “Morrerás indubitavelmente” (Gn 2 17); assim o proclama São Paulo: “O estipêndio do pecado é a morte” (Rm 6 23).
  2. Na conduta de Jesus Cristo. Feito nosso fiador, Jesus Cristo expiou nossos pecados por sua morte na cruz; e por isso mesmo, também nós devemos pagar à justiça divina a parte que nos corresponde, unindo o sacrifício de nossa vida ao de Jesus Cristo.
  3. Na natureza do pecado e da morte. Todo pecado tem como princípio, um apego desordenado aos bens da terra, uma satisfação culpável dos sentidos, um ato de orgulho ou de vontade própria. Pois bem, aceitar cristãmente a morte é reparar: todos os nossos apegos desordenados, aceitando a separação desgarradora de todos os bens desta terra; todos os nossos prazeres culpáveis, aceitando a morte com todo seu cortejo de sofrimentos físicos e angústias morais;  todos os nossos atos de orgulho de vontade própria, fazendo-nos obedientes à vontade Deus até o ponto de aceitar a morte, tal como apraz ao Senhor no-la enviar, e a humilhação e o esquecimento supremo do túmulo. Por isso, os autores ascéticos veem na aceitação cristã da morte um ato de caridade perfeita, que tem a virtude de expiar todas as dívidas contraídas por nossos pecados.

2 – A morte, cristãmente aceita, é o sacrifício por excelência. Com efeito, para a criatura humana: • aceitar a destruição de seu ser para reconhecer o supremo domínio de Deus sobre ela, é oferecer à divina Majestade o mais perfeito holocausto; • aceitá-la com confiança e abandono filial para com nosso Pai celestial é terminar nossa vida pelo ato mais meritório; • aceitá-la, sobretudo, em união com Jesus e seu sacrifício da cruz, morrendo com Ele pela redenção das almas, é coroar nossa vida com o mais fecundo sacrifício, a imitação de Jesus, que converteu o infame patíbulo da cruz em um altar no qual consumou o mais perfeito sacrifício para glória de seu Pai e salvação das almas. Continuar lendo