OS FALSOS CRISTÃOS QUE ESTÃO NO INFERNO

DAS PENAS DO INFERNO – PONTO I | DOMINUS ESTUm dia São Macário encontrou uma caveira e, depois de rezar, perguntou-lhe de quem tinha sido a cabeça.

A caveira respondeu que fora pagão, e Macário indagou: “onde está sua alma?”

Ela respondeu: “no inferno!”

Ele perguntou então se o local em que estava era muito profundo, e ela respondeu que sua profundidade é igual a distância da Terra ao céu.

Macário: “há outros que estejam mais abaixo?”

Ela: “sim, os Judeus!”

Macário: “e abaixo dos judeus, há alguém?”

E ela: “os mais afundados de todos são os falsos cristãos, que desperdiçam o sangue de Cristo pelo qual foram redimidos!”

Trecho da Legenda Áurea, Vida dos Santos. n. 18, pág 165

NO INFERNO SOFRE-SE SEMPRE

Picture-of-HellCruciabuntur die ac nocte in saecula saeculorum — “Serão atormentados dia e noite pelos séculos dos séculos” (Apoc. 20, 10).

Sumário. Consideremos que o inferno é um cárcere tristíssimo, no qual se sofrem todas as penas e todas elas eternamente. De sorte que passarão cem anos, passarão mil, e o inferno apenas terá começado. Passarão cem mil séculos, passarão cem milhões, e o inferno estará ainda no seu princípio. Ora, esse inferno nos está também preparado, se não nos aplicarmos ao serviço de Deus, se O ofendermos pelo pecado. Quantos dentre os que, como nós, meditaram nesse horroroso cárcere, estão agora nele queimando para sempre!

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Considera que o inferno não tem fim; sofrem-se nele todas as penas, e todas elas eternamente. De sorte que passarão cem anos de sofrimentos, passarão mil, e o inferno terá apenas começado. Passarão cem mil, cem milhões, mil milhões de anos e de séculos, e o inferno estará ainda no seu princípio. — Se um anjo fosse nesta hora dizer a um réprobo que Deus o quer livrar do inferno, mas quando? Quando tiverem passado tantos milhões de séculos quantas são as gotas de água, as folhas das árvores, e os grãos de areia que existem no oceano e na terra, vós haveríeis de ficar pasmos; mas a verdade é que aquele réprobo sentiria mais alegria com tal notícia do que vós se vos dessem a notícia de haverdes sido eleito rei de um grande reino. Sim, porque o réprobo diria consigo: é verdade que devem passar tantos séculos, mas chegará o dia em que terminarão. Porém, os séculos hão de passar, e o inferno estará no seu princípio; suceder-se-á tantas vezes igual número de séculos, quantos são os grãos de areia, as gotas de água, as folhas das árvores, e ainda o inferno estará no seu princípio. — Cada réprobo de boa vontade proporia a Deus esta condição: Senhor, aumentai as minhas penas tanto quanto vos aprouver; prolongai-as tanto quanto for da vossa vontade, mas ponde-lhe um termo qualquer dia e ficarei contente. Mas não, esse fim nunca chegará.

Se o pobre réprobo pudesse ao menos iludir-se e consolar-se dizendo: quem sabe? Talvez um dia Deus se apiede de mim e me livre do inferno! Mas não, o desgraçado réprobo terá incessantemente diante da vista a sentença de sua condenação eterna, e dirá: todas as penas que agora estou sofrendo, o fogo, os lamentos, nunca mais terão fim? Nunca! E quanto tempo durarão? Sempre, sempre! Ó nunca! Ó sempre! Ó eternidade! Ó inferno! Como? Os homens o crêem, e pecam e continuam a viver no pecado? Continuar lendo