SERMÃO DE SÃO LEÃO MAGNO SOBRE A PAIXÃO DO SENHOR (SERMÃO LVII)

Resultado de imagem para são leão magnoINTRODUÇÃO DA REVISTA “A ORDEM”

O sermão que hoje publicamos como precioso alimento para estes dias sacratíssimos da Quaresma em que, na alegria do Espírito Santo esperamos a Páscoa do Senhor, é um dos dezenove sermões do santo Papa que estão colecionados nas edições impressas como “Sermões sobre a Paixão”.[1] Pelas suas primeiras palavras, vê-se que é precedido de um outro. Esta circunstância não prejudica porém a sua unidade, pois forma por si só um todo independente; foi pronunciado numa quarta-feira da Semana Santa e o sermão anterior a que alude, no domingo precedente.

Mesmo entre os sermões de S. Leão este se faz notar pela sua extraordinária beleza, pela segurança magistral do movimento oratório; contém por assim dizer todos os pontos de história e doutrina que o santo Pastor costumava abordar nas homilias similares e não se estende por mais de quinze minutos. 

De início, é quase um “sermão de lágrimas”: é a Paciência de Cristo, a crueldade e cegueira dos Judeus, a cumplicidade de Pilatos, a iniqüidade do processo que condenou Jesus e tudo isso culminando com a crucificação e morte de Cristo (I-V). Mas neste momento, a narração cede o passo à exortação: o pensamento se eleva gradativa e rapidamente e o tema da gloria da Paixão se desenvolve em toda a sua plenitude (VI-VII). A conclusão é uma exortação à vida cristã: a Paixão do Senhor destruiu a morte e a nossa vida, a nossa moral é o exercício do mistério da “nova criatura”: “como as coisas antigas passaram e tudo se fez novo, ninguém permaneça na caducidade da vida carnal…” (VIII).

A glória da Paixão… a glória da Morte do Senhor… “uma força da fraqueza, uma glória do opróbio…”. Invariavelmente o santo Padre desenvolve este tema. “A glória da Paixão do Senhor, sobre a qual vos prometemos falar ainda hoje, Diletíssimos, é principalmente admirável pelo mistério de humildade que contém”: são as primeiras palavras de um outro sermão seu. Invariavelmente ele nos exorta à alegria e nos proíbe de chorar[2] ao considerarmos o espetáculo patético do Calvário; tal como hoje a Liturgia da Sexta-Feira Santa nos fala do “gáudio que veio para todo o mundo” através da Cruz do Senhor.  

Piedoso exagero oratório? Gosto condenável do paradoxo? É quase um escândalo (o escândalo da Cruz!) que possamos indagar, ainda que em interrogação retórica, a respeito daquilo que o instinto cristão mais elementar já exprimia ao adornar a Cruz de pedrarias e assim representar aos olhos da carne o que a fé via tão nitidamente: a glória da Paixão do Senhor. E no entanto indaguemo-lo agora: será a Paixão gloriosa, será gloriosa a Morte do Senhor, será a Sexta-Feira Santa um dia de triunfo e de glória, estará certo o Cânon da nossa Liturgia ocidental ao dizer que comemoramos “a tão bem-aventurada Paixão” de Cristo?  Continuar lendo

UTILIDADE DAS TENTAÇÕES

Fonte: FSSPX México – Tradução: Dominus Est

Excelente artigo escrito pelo Revmo. Pe. José María Mestre, da FSSPX, onde ele nos explica o que são as tentações, por onde elas chegam até nós e como vencê-las.

O tempo sagrado da Quaresma representa a vida do cristão sobre a terra, vida que assume o papel de uma guerra constante contra inimigos tenazes que buscam nossa perdição eterna. É verdade que, assim como a Quaresma nos leva à glória da luminosa manhã de Páscoa, da mesma maneira os sofrimentos e lutas desta vida, cristianamente aceitos, nos levam à possessão eterna da bem-aventurança. Mas, enquanto isso, devemos lutar, sofrer. A Quaresma é, então, um tempo de renúncia e dor. É um tempo de tentações por parte de Satanás, do mundo e da carne. A tentação, a prova, é a condição constante do homem que quer ganhar o céu. O próprio Cristo, nossa Cabeça, nosso Modelo, quis ser tentado, para nos ensinar:

  1. Que seremos tentados.
  2. Por onde seremos tentados.
  3. Que armas devemos usar para vencer a tentação.

1º Ao longo de nossas vidas, seremos tentados

A partir do exemplo de Nosso Senhor, que, sendo nossa Cabeça, desejou suportar a tentação do demônio, deduzimos, antes de tudo, que também seremos continuamente tentados. E então podemos nos perguntar: Por que Deus permite que o demônio nos tente? Em outras palavras, que vantagens obtemos da tentação?

Na vida de Santa Catarina de Siena, lê-se que uma vez ela se viu envolvida em um combate espiritual muito prolongado e horrível. Representações torpes, provocadas pelo demônio, desfilavam uma após a outra por sua imaginação. E quanto mais ela as descartava, mais fortemente atacavam. Parecia-lhe que uma água suja a envolvia e que ela estava totalmente submersa nela; apenas sua vontade, que não consentia, permanecia à tona. A prova durou vários dias, no final dos quais o Senhor lhe apareceu:
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É MAIS FÁCIL FAZER PENITÊNCIA COM A VIRGEM

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

A verdade é que, à primeira vista, a penitência nos assusta. Talvez nós simplesmente não queiramos fazê-la, ou talvez pensemos que não podemos? Mas esse modo de pensar produz maus frutos e leva à destruição da vida da graça, porque é o oposto da vida de Cristo.

A penitência, embora amarga, é tão necessária à nós quanto a comida e a bebida são para o corpo. Mas esse alimento amargo no início, carrega uma doçura espiritual muito especial, acima de tudo o que a terra pode oferecer.

Se isso não é suficiente para nos encorajar no caminho da penitência, nosso bom Pai, que está no céu, nos deu uma terna Mãe para nos moldar em sua prática. Como uma criança toma seu remédio amargo? Ele toma o que não gosta graças aos afagos de sua mãe.

É o mesmo na vida espiritual. E Maria nos ensina dessa forma em Lourdes e Fátima: “Penitência, penitência!

A vida de Nossa Senhora era, de fato, uma vida de dor sem comparação. Ora, a penitência é essencialmente a dor pelo pecado, com a firme resolução de repará-lo e não fazê-lo novamente. Pela pena de seus pecados, o homem reconhece seus delitos contra Deus, que é a fonte de toda bondade e amante das almas.

O segundo pensamento, que pode nos ajudar a perseverar na prática da penitência, é o pensamento em Jesus e Maria.

No meio da alegria do Natal, enquanto Maria segurava Jesus nos braços, Simeão profetizou: “Eis que este menino está posto para a ruína e para ressurreição de muitos em Israel, e para ser alvo de contradição, e uma espada trespas­sa­rá a tua alma a fim de se descobrirem os pensamentos escondidos nos corações de muitos.” (Lc 2, 34). O Pe. Faber diz que essas palavras encheram a alma de Maria de uma dor indescritível e que lhe foi dada conhecer todos os detalhes da futura paixão de Cristo. Em outras palavras, como Jesus desejou sua paixão desde a concepção, Maria obteve essa graça 40 dias após o nascimento de seu Filho. Assim, a partir do dia da Apresentação, Jesus e Maria se uniram em uma sinfonia de dores, em uma vida de penitência.

Essa verdade profunda nos ensina exatamente como praticar a penitência. Não necessariamente de flagelações diárias ou jejuns freqüentes de pão e água. A forma mais profunda de penitência, a mais acessível e mais necessária a todos, é manter presente essa dor contínua do pecado, enquanto olha as severas penas de Cristo em nossos corações.

Você está sentado em seu escritório? Em união com Maria, deixe que as tristezas de Cristo ocupem uma parte importante de seu espírito, mesmo que você faça tarefas mais humildes em seu computador. Suas mãos que digitam e seus olhos cansados ​​são como aquelas mãos pregadas e dos olhos que buscam os corações que O buscam. É assim que Marie viveu. Ela viu as mãozinhas de Jesus bebê e sabia que um dia elas seriam pregadas em uma cruz. Ela olhou nos olhos de Jesus e viu as almas que Ele estava procurando. Cada movimento na vida de Cristo foi acompanhado por dor interior, por um verdadeiro sofrimento no Coração de Maria.

Em cada tarefa de nossa vida cotidiana, neste período da Quaresma, possamos nós reviver a vida de Maria. Que, com Maria, vejamos em cada árvore uma cruz, em cada mão um prego, em cada trabalho, cada obra, um fardo divino. Façamos todos nossos trabalhos diários neste espírito de união com o homem de dores. É assim que nossa conversão será concluída.

MEDIA VITA

Pe. Luis Cláudio Camargo – FSSPX

 Eis aqui que no meio da vida nos assaltou a morte. 

Que auxilio procurar, senão a Vós, Senhor, que por nossos pecados com razão vos irritais?

Deus Santo, Deus forte, Salvador misericordioso, não nos entregueis à morte amarga. 

Em Vós nossos pais esperaram; esperaram e livraste-los. 

A Vós clamaram nossos pais; clamaram e não foram confundidos 1.

Introdução

A preparação litúrgica para a festa da Páscoa se divide em muitas partes. Inicia-se com o tempo da Septuagésima (preparação remota que compreende três domingos) e se prolonga com o tempo da Quaresma propriamente dito (que compreende quatro domingos). Com a aproximação da festa principal do ano litúrgico nos deparamos com o tempo da Paixão (preparação imediata com dois domingos: 1º Domingo da Paixão e Domingo de Ramos). No fim desta última semana – Semana Maior– estão os dias mais importantes do ano: Quinta Feira Santa (Instituição da Eucaristia), Sexta feira Santa (Morte de N. Senhor), Sábado Santo (Vigília Solene) e o Domingo da Ressurreição.

Uma análise de todos os textos litúrgicos seria de grande interesse, porém, nos parece importante, antes de entrar em tal análise, fazer o leitor encontrar os pontos de unificação de todos esses elementos. A prática das penitências quaresmais é certamente um dos principais. Queremos no presente artigo atrair a atenção sobre este ponto tão crucial.

Ia Parte – Não só de pão

A penitência tem como fim remover os obstáculos que dificultam nossa aproximação a Deus. Sua importância então não está nos atos penosos em si, mas sim no fim último ao qual está ordenada, o que quer dizer que tem a mesma medida da caridade. Vou tentar esclarecer um pouco mais: todo caminho sai de um lugar e conduz a outro. Aproximar- se do fim é necessariamente afastar-se do ponto de partida. Aproximar-se de Deus significa, por razão do movimento, afastar-se de si mesmo. A penitência é o aspecto negativo da união com Deus. Certamente o que importa é o Amor de Deus, mas a penitência é sua sombra. Ambos crescem na mesma medida, como de mãos juntas.  Continuar lendo

PE. JÜRGEN WEGNER, FSSPX: A IGREJA SOBREVIVERÁ A ESTA ÉPOCA DE TRAIÇÃO DE SEUS MEMBROS

Fonte: SSPX USA – Tradução: Dominus Est

O Superior do Distrito americano da Fraternidade São Pio X, escreve aos fiéis no início deste período da Quaresma, sobre a sensação de desânimo sentido por muitos sobre o atual estado da Igreja Católica:

Querido amigo,

Em várias de minhas recentes cartas, tenho mencionado os problemas da Igreja. Infelizmente, a crise continua, inabalável. 

De fato, enquanto escrevo esta carta, o ex-cardeal Theodore McCarrick foi destituído do estado sacerdotal como resultado de seus crimes, e vários bispos e cardeais estão se reunindo com o Papa Francisco em Roma para uma cúpula sobre abuso sexual. Finalmente, em 4 de fevereiro, o Papa Francisco assinou um documento conjunto, intitulado “Sobre a Fraternidade Humana para a Paz Mundial e a Convivência Comum”, com o Sheikh (xeque) Ahmed el-Tayeb, Grande Imã de Al-Azhar. 

Este documento contém a perturbadora afirmação de que “o pluralismo e a diversidade das religiões” são “desejados por Deus em Sua sabedoria”, uma afirmação que se opõe ao dogma que declara que a religião Católica é a única religião verdadeira.

Muitos de vocês que conheci em minhas viagens falaram do seu desânimo em relação ao estado atual da Igreja. Então digo isto a vocês: – A Igreja sobreviveu a muitas crises no passado – sacerdotes pecadores, falsos papas, cismas – e estamos confiantes, pela promessa de Cristo, de que a Igreja sobreviverá a isso também. Você também sobreviverá, contanto que ore e permaneça fiel. 

Com a iminente chegada da Quaresma, tens um bom momento para se afastar das coisas mundanas e se concentrar na vida espiritual. Encorajo-o, durante a Quaresma, a abandonar as distrações das redes sociais e da Internet ou, pelo menos, limitar o seu uso apenas ao que é necessário para a escola ou o trabalho. Isso não apenas ajudará você a evitar o desespero em relação aos problemas na Igreja e a cultura, mas lhe dará a oportunidade de fazer algo muito mais eficaz: orar.

Ore pela Igreja, ore pelo mundo, ore por suas famílias – e ore por um aumento na fé. 

E, por favor, ore pela Fraternidade São Pio X e seus sacerdotes.

Desejando-lhes uma Santa e espiritualmente frutífera Quaresma.

No amor de Cristo, 
Pe. Jürgen Wegner  
Superior do Distrito dos Estados Unidos

NA PREPARAÇÃO PARA A PÁSCOA: OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO 142

7Senhor, ouvi a minha oração; pela vossa fidelidade, escutai a minha súplica, atendei-me em nome de vossa justiça.

Não entreis em juízo com o vosso servo, porque ninguém que viva é justo diante de vós.

O inimigo trama contra a minha vida, ele me prostrou por terra; relegou-me para as trevas com os mortos.

Desfalece-me o espírito dentro de mim, gela-me no peito o coração.

Lembro-me dos dias de outrora, penso em tudo aquilo que fizestes, reflito nas obras de vossas mãos.

Estendo para vós os braços; minha alma, como terra árida, tem sede de vós.

Apressai-vos em me atender, Senhor, pois estou a ponto de desfalecer. Não me oculteis a vossa face, para que não me torne como os que descem à sepultura.

Fazei-me sentir, logo, vossa bondade, porque ponho em vós a minha confiança. Mostrai-me o caminho que devo seguir, porque é para vós que se eleva a minha alma.

Livrai-me, Senhor, de meus inimigos, porque é em vós que ponho a minha esperança.

Ensinai-me a fazer vossa vontade, pois sois o meu Deus. Que vosso Espírito de bondade me conduza pelo caminho reto.

Por amor de vosso nome, Senhor, conservai-me a vida; em nome de vossa clemência, livrai minha alma de suas angústias.

Pela vossa bondade, destruí meus inimigos e exterminai todos os que me oprimem, pois sou vosso servo.

NA PREPARAÇÃO PARA A PÁSCOA: OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO 129

6Do fundo do abismo, clamo a vós, Senhor;

Senhor, ouvi minha oração. Que vossos ouvidos estejam atentos à voz de minha súplica.

Se tiverdes em conta nossos pecados, Senhor, Senhor, quem poderá subsistir diante de vós?

Mas em vós se encontra o perdão dos pecados, para que, reverentes, vos sirvamos.

Ponho a minha esperança no Senhor. Minha alma tem confiança em sua palavra.

Minha alma espera pelo Senhor, mais ansiosa do que os vigias pela manhã.

Mais do que os vigias que aguardam a manhã, espere Israel pelo Senhor, porque junto ao Senhor se acha a misericórdia; encontra-se nele copiosa redenção.

E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniqüidades.

NA PREPARAÇÃO PARA A PÁSCOA: OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO 101

5Prece de um aflito que desabafa sua angústia diante do Senhor.

Senhor, ouvi a minha oração, e chegue até vós o meu clamor.

Não oculteis de mim a vossa face no dia de minha angústia. Inclinai para mim o vosso ouvido. Quando vos invocar, acudi-me prontamente,

porque meus dias se dissipam como a fumaça, e como um tição consomem-se os meus ossos.

Queimando como erva, meu coração murcha, até me esqueço de comer meu pão.

A violência de meus gemidos faz com que se me peguem à pele os ossos.

Assemelho-me ao pelicano do deserto, sou como a coruja nas ruínas.

Perdi o sono e gemo, como pássaro solitário no telhado.

Insultam-me continuamente os inimigos, em seu furor me atiram imprecações.

Como cinza do mesmo modo que pão, lágrimas se misturam à minha bebida,

devido à vossa cólera indignada, pois me tomastes para me lançar ao longe.

Os meus dias se esvaecem como a sombra da noite e me vou murchando como a relva.

Vós, porém, Senhor, sois eterno, e vosso nome subsiste em todas as gerações.

Levantai-vos, pois, e sede propício a Sião; é tempo de compadecer-vos dela, chegou a hora…

porque vossos servos têm amor aos seus escombros e se condoem de suas ruínas.

E as nações pagãs reverenciarão o vosso nome, Senhor, e os reis da terra prestarão homenagens à vossa glória.

Quando o Senhor tiver reconstruído Sião, e aparecido em sua glória,

quando ele aceitar a oração dos desvalidos e não mais rejeitar as suas súplicas,

escrevam-se estes fatos para a geração futura, e louve o Senhor o povo que há de vir,

porque o Senhor olhou do alto de seu santuário, do céu ele contemplou a terra;

para escutar os gemidos dos cativos, para livrar da morte os condenados;

para que seja aclamado em Sião o nome do Senhor, e em Jerusalém o seu louvor,

no dia em que se hão de reunir os povos, e os reinos para servir o Senhor.

Deus esgotou-me as forças no meio do caminho, abreviou-me os dias.

Meu Deus, peço, não me leveis no meio da minha vida, vós cujos anos são eternos.

No começo criastes a terra, e o céu é obra de vossas mãos.

Um e outro passarão, enquanto vós ficareis. Tudo se acaba pelo uso como um traje. Como uma veste, vós os substituís e eles hão de sumir.

Mas vós permaneceis o mesmo e vossos anos não têm fim.

Os filhos de vossos servos habitarão seguros, e sua posteridade se perpetuará diante de vós.

NA PREPARAÇÃO PARA A PÁSCOA: OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO 50

Uma belíssima versão polifônica renascentista desse Salmo pode ser ouvida aqui.

4Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidade de vossa misericórdia, apagai a minha iniqüidade.

Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado.

Eu reconheço a minha iniqüidade, diante de mim está sempre o meu pecado.

Só contra vós pequei, o que é mau fiz diante de vós. Vossa sentença assim se manifesta justa, e reto o vosso julgamento.

Eis que nasci na culpa, minha mãe concebeu-me no pecado.

Não obstante, amais a sinceridade de coração. Infundi-me, pois, a sabedoria no mais íntimo de mim.

Aspergi-me com um ramo de hissope e ficarei puro. Lavai-me e me tornarei mais branco do que a neve.

Fazei-me ouvir uma palavra de gozo e de alegria, para que exultem os ossos que triturastes.

Dos meus pecados desviai os olhos, e minhas culpas todas apagai.

Ó meu Deus, criai em mim um coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza.

De vossa face não me rejeiteis, e nem me priveis de vosso santo Espírito.

Restituí-me a alegria da salvação, e sustentai-me com uma vontade generosa.

Então aos maus ensinarei vossos caminhos, e voltarão a vós os pecadores.

Deus, ó Deus, meu salvador, livrai-me da pena desse sangue derramado, e a vossa misericórdia a minha língua exaltará.

Senhor, abri meus lábios, a fim de que minha boca anuncie vossos louvores.

Vós não vos aplacais com sacrifícios rituais; e se eu vos ofertasse um sacrifício, não o aceitaríeis.

Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado, ó Deus, que não haveis de desprezar.

Senhor, pela vossa bondade, tratai Sião com benevolência, reconstruí os muros de Jerusalém.

Então aceitareis os sacrifícios prescritos, as oferendas e os holocaustos; e sobre vosso altar vítimas vos serão oferecidas.

NA PREPARAÇÃO PARA A PÁSCOA: OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO 37

3

Senhor, em vossa cólera não me repreendais, em vosso furor não me castigueis,

porque as vossas flechas me atingiram, e desceu sobre mim a vossa mão.

Vossa cólera nada poupou em minha carne, por causa de meu pecado nada há de intacto nos meus ossos.

Porque minhas culpas se elevaram acima de minha cabeça, como pesado fardo me oprimem em demasia.

São fétidas e purulentas as chagas que a minha loucura me causou.

Estou abatido, extremamente recurvado, todo o dia ando cheio de tristeza.

Inteiramente inflamados os meus rins; não há parte sã em minha carne.

Ao extremo enfraquecido e alquebrado, agitado o coração, lanço gritos lancinantes.

Senhor, diante de vós estão todos os meus desejos, e meu gemido não vos é oculto.

Palpita-me o coração, abandonam-me as forças, e me falta a própria luz dos olhos.

Amigos e companheiros fogem de minha chaga, e meus parentes permanecem longe.

Os que odeiam a minha vida, armam-me ciladas; os que me procuram perder, ameaçam-me de morte; não cessam de planejar traições.

Eu, porém, sou como um surdo: não ouço; sou como um mudo que não abre os lábios.

Fiz-me como um homem que não ouve, e que não tem na boca réplicas a dar.

Porque é em vós, Senhor, que eu espero; vós me atendereis, Senhor, ó meu Deus.

Eis meu desejo: Não se alegrem com minha perda; não se ensoberbeçam contra mim, quando meu pé resvala;

pois estou prestes a cair, e minha dor é permanente.

Sim, minha culpa eu a confesso, meu pecado me atormenta.

Entretanto, são vigorosos e fortes os meus inimigos, e muitos os que me odeiam sem razão.

Retribuem-me o mal pelo bem, hostilizam-me porque quero fazer o bem.

Não me abandoneis, Senhor. Ó meu Deus, não fiqueis longe de mim.

Depressa, vinde em meu auxílio, Senhor, minha salvação!

NA PREPARAÇÃO PARA A PÁSCOA: OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO 31

2Feliz aquele cuja iniqüidade foi perdoada, cujo pecado foi absolvido.

Feliz o homem a quem o Senhor não argúi de falta, e em cujo coração não há dolo.

Enquanto me conservei calado, mirraram-se-me os ossos, entre contínuos gemidos.

Pois, dia e noite, vossa mão pesava sobre mim; esgotavam-se-me as forças como nos ardores do verão.

Então eu vos confessei o meu pecado, e não mais dissimulei a minha culpa. Disse: Sim, vou confessar ao Senhor a minha iniqüidade. E vós perdoastes a pena do meu pecado.

Assim também todo fiel recorrerá a vós, no momento da necessidade. Quando transbordarem muitas águas, elas não chegarão até ele.

Vós sois meu asilo, das angústias me preservareis e me envolvereis na alegria de minha salvação.

Vou te ensinar, dizeis, vou te mostrar o caminho que deves seguir; vou te instruir, fitando em ti os meus olhos:

não queiras ser sem inteligência como o cavalo, como o muar, que só ao freio e à rédea submetem seus ímpetos; de outro modo não se chegam a ti.

São muitos os sofrimentos do ímpio. Mas quem espera no Senhor, sua misericórdia o envolve.

Ó justos, alegrai-vos e regozijai-vos no Senhor. Exultai todos vós, retos de coração.

NA PREPARAÇÃO PARA A PÁSCOA: OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO 6

1

Senhor, em vossa cólera não me repreendais, em vosso furor não me castigueis.

Tende piedade de mim, Senhor, porque desfaleço; sarai-me, pois sinto abalados os meus ossos.

Minha alma está muito perturbada; vós, porém, Senhor, até quando?…

Voltai, Senhor, livrai minha alma; salvai-me, pela vossa bondade.

Porque no seio da morte não há quem de vós se lembre; quem vos glorificará na habitação dos mortos?

Eu me esgoto gemendo; todas as noites banho de pranto minha cama, com lágrimas inundo o meu leito.

De amargura meus olhos se turvam, esmorecem por causa dos que me oprimem.

Apartai-vos de mim, vós todos que praticais o mal, porque o Senhor atendeu às minhas lágrimas.

O Senhor escutou a minha oração, o Senhor acolheu a minha súplica.

Que todos os meus inimigos sejam envergonhados e aterrados; recuem imediatamente, cobertos de confusão!

IMMUTEMUR HABITU

Cantada na imposição das Cinzas..

“Immutemur habitu in cinere et cilicio; jejunemus, et ploremus ante Dominum; quia multum misericors est dimittere peccata nostra Deus noster.”

“Mudemos as nossas vestes pela cinza e o cilício. Jejuemos e choremos diante do Senhor, porque Deus é infinitamente misericordioso e perdoa os nossos pecados.”

INSTRUÇÃO SOBRE A QUARESMA

A Quaresma são os quarenta e seis dias, da Quarta Feira de Cinzas ao Domingo de Páscoa, em que jejuam os cristãos, exceto aos domingos.

Afirmam os santos padres (como se pode ver em Cornélio e Lapide, Bellarmino, etc.) que foi a Quaresma instituição dos apóstolos para honrarmos e imitarmos o jejum de Nosso Senhor Jesus Cristo, satisfazermos a Justiça Divina, e assim preparamos a digna celebração da Páscoa.

Nesse tempo sagrado, substituindo a Igreja o luto as profanas alegrias, bradando a Deus a implorar seu auxilio, a pedir-lhe a conversão dos pecadores, exorta-nos, e como que nos obriga, a entrarmos em contas conosco. Façamos-lhe a vontade, cumpramos com o preceito do jejum, e juntemos a essa penitencia exterior a do coração, sondando o abismo da nossa consciência, lavando os pecados nas lágrimas da compunção e no sangue de Cristo, frequentando mais os sacramentos, ouçamos a missa todas as vezes que pudermos, apliquemo-nos a lição espiritual, a oração, a consideração das verdades eternas, a pratica das boas obras, façamos esmolas mais generosas, sirvam as nossas privações para sustento do pobre. Desta sorte apagaremos, nestes dias da salvação, nossas culpas passadas, e fortalecemo-nos contra as tentações futuras.

 Foi religiosamente praticado esse jejum desde o tempo dos apóstolos. Que vergonha para nossa tibieza e covardia a piedade e rigor dos primeiros cristãos! Privavam-se, não só da carne, como de muitos outros alimentos; era depois das vésperas a única refeição do dia; comiam só para não morrer, sem tantas sensualidades. Só nos princípios do século XIII consentiu a Igreja que adiantassem ate ao meio dia refeição da tarde. Asseveram São Bernardo e Pedro Blezense (12º século) que bem como eles jejuavam os fieis ate a boca da noite.

Nunc usque ad Vésperam jejunábunt nobíscum páriter univérsi reges, et príncipes, cleros et pópulus, nóbiles et ignóbiles, simul in unum dives et pauper. (Serm. 3 in Quadrag.)

Em memória desta antiga disciplina rezam-se as Vésperas na Quaresma antes da comida, e desta indulgente antecipação da hora veio aconsoada, a qual não deve ser mais uma refeição completa.

Unamos cada dia nosso jejum ao de Cristo Nosso Senhor, em testemunho da nossa obediência a Igreja nossa Mãe, do nosso agradecimento por tantos benefícios, para expiação dos nossos pecados e dos de nossos irmãos, para alivio das almas do Purgatório, e para alcançar a graça de livrar-nos de tal pecado e praticar tal virtude.

Goffiné – Manual do Cristão

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OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO CXLII

7Senhor, ouvi a minha oração; pela vossa fidelidade, escutai a minha súplica, atendei-me em nome de vossa justiça.

Não entreis em juízo com o vosso servo, porque ninguém que viva é justo diante de vós.

O inimigo trama contra a minha vida, ele me prostrou por terra; relegou-me para as trevas com os mortos.

Desfalece-me o espírito dentro de mim, gela-me no peito o coração.

Lembro-me dos dias de outrora, penso em tudo aquilo que fizestes, reflito nas obras de vossas mãos.

Estendo para vós os braços; minha alma, como terra árida, tem sede de vós.

Apressai-vos em me atender, Senhor, pois estou a ponto de desfalecer. Não me oculteis a vossa face, para que não me torne como os que descem à sepultura.

Fazei-me sentir, logo, vossa bondade, porque ponho em vós a minha confiança. Mostrai-me o caminho que devo seguir, porque é para vós que se eleva a minha alma.

Livrai-me, Senhor, de meus inimigos, porque é em vós que ponho a minha esperança.

Ensinai-me a fazer vossa vontade, pois sois o meu Deus. Que vosso Espírito de bondade me conduza pelo caminho reto.

Por amor de vosso nome, Senhor, conservai-me a vida; em nome de vossa clemência, livrai minha alma de suas angústias.

Pela vossa bondade, destruí meus inimigos e exterminai todos os que me oprimem, pois sou vosso servo.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.  

OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO CXXIX

6Do fundo do abismo, clamo a vós, Senhor;

Senhor, ouvi minha oração. Que vossos ouvidos estejam atentos à voz de minha súplica.

Se tiverdes em conta nossos pecados, Senhor, Senhor, quem poderá subsistir diante de vós?

Mas em vós se encontra o perdão dos pecados, para que, reverentes, vos sirvamos.

Ponho a minha esperança no Senhor. Minha alma tem confiança em sua palavra.

Minha alma espera pelo Senhor, mais ansiosa do que os vigias pela manhã.

Mais do que os vigias que aguardam a manhã, espere Israel pelo Senhor, porque junto ao Senhor se acha a misericórdia; encontra-se nele copiosa redenção.

E ele mesmo há de remir Israel de todas as suas iniqüidades.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO CI

5Prece de um aflito que desabafa sua angústia diante do Senhor.

Senhor, ouvi a minha oração, e chegue até vós o meu clamor.

Não oculteis de mim a vossa face no dia de minha angústia. Inclinai para mim o vosso ouvido. Quando vos invocar, acudi-me prontamente,

porque meus dias se dissipam como a fumaça, e como um tição consomem-se os meus ossos.

Queimando como erva, meu coração murcha, até me esqueço de comer meu pão.

A violência de meus gemidos faz com que se me peguem à pele os ossos.

Assemelho-me ao pelicano do deserto, sou como a coruja nas ruínas.

Perdi o sono e gemo, como pássaro solitário no telhado.

Insultam-me continuamente os inimigos, em seu furor me atiram imprecações.

Como cinza do mesmo modo que pão, lágrimas se misturam à minha bebida,

devido à vossa cólera indignada, pois me tomastes para me lançar ao longe.

Os meus dias se esvaecem como a sombra da noite e me vou murchando como a relva.

Vós, porém, Senhor, sois eterno, e vosso nome subsiste em todas as gerações.

Levantai-vos, pois, e sede propício a Sião; é tempo de compadecer-vos dela, chegou a hora…

porque vossos servos têm amor aos seus escombros e se condoem de suas ruínas.

E as nações pagãs reverenciarão o vosso nome, Senhor, e os reis da terra prestarão homenagens à vossa glória.

Quando o Senhor tiver reconstruído Sião, e aparecido em sua glória,

quando ele aceitar a oração dos desvalidos e não mais rejeitar as suas súplicas,

escrevam-se estes fatos para a geração futura, e louve o Senhor o povo que há de vir,

porque o Senhor olhou do alto de seu santuário, do céu ele contemplou a terra;

para escutar os gemidos dos cativos, para livrar da morte os condenados;

para que seja aclamado em Sião o nome do Senhor, e em Jerusalém o seu louvor,

no dia em que se hão de reunir os povos, e os reinos para servir o Senhor.

Deus esgotou-me as forças no meio do caminho, abreviou-me os dias.

Meu Deus, peço, não me leveis no meio da minha vida, vós cujos anos são eternos.

No começo criastes a terra, e o céu é obra de vossas mãos.

Um e outro passarão, enquanto vós ficareis. Tudo se acaba pelo uso como um traje. Como uma veste, vós os substituís e eles hão de sumir.

Mas vós permaneceis o mesmo e vossos anos não têm fim.

Os filhos de vossos servos habitarão seguros, e sua posteridade se perpetuará diante de vós.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 

OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO L

Uma belíssima versão polifônica renascentista desse Salmo pode ser ouvida aqui.

4Tende piedade de mim, Senhor, segundo a vossa bondade. E conforme a imensidade de vossa misericórdia, apagai a minha iniqüidade.

Lavai-me totalmente de minha falta, e purificai-me de meu pecado.

Eu reconheço a minha iniqüidade, diante de mim está sempre o meu pecado.

Só contra vós pequei, o que é mau fiz diante de vós. Vossa sentença assim se manifesta justa, e reto o vosso julgamento.

Eis que nasci na culpa, minha mãe concebeu-me no pecado.

Não obstante, amais a sinceridade de coração. Infundi-me, pois, a sabedoria no mais íntimo de mim.

Aspergi-me com um ramo de hissope e ficarei puro. Lavai-me e me tornarei mais branco do que a neve.

Fazei-me ouvir uma palavra de gozo e de alegria, para que exultem os ossos que triturastes.

Dos meus pecados desviai os olhos, e minhas culpas todas apagai.

Ó meu Deus, criai em mim um coração puro, e renovai-me o espírito de firmeza.

De vossa face não me rejeiteis, e nem me priveis de vosso santo Espírito.

Restituí-me a alegria da salvação, e sustentai-me com uma vontade generosa.

Então aos maus ensinarei vossos caminhos, e voltarão a vós os pecadores.

Deus, ó Deus, meu salvador, livrai-me da pena desse sangue derramado, e a vossa misericórdia a minha língua exaltará.

Senhor, abri meus lábios, a fim de que minha boca anuncie vossos louvores.

Vós não vos aplacais com sacrifícios rituais; e se eu vos ofertasse um sacrifício, não o aceitaríeis.

Meu sacrifício, ó Senhor, é um espírito contrito, um coração arrependido e humilhado, ó Deus, que não haveis de desprezar.

Senhor, pela vossa bondade, tratai Sião com benevolência, reconstruí os muros de Jerusalém.

Então aceitareis os sacrifícios prescritos, as oferendas e os holocaustos; e sobre vosso altar vítimas vos serão oferecidas.

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém. 

OS SETE SALMOS PENITENCIAIS – SALMO XXXVII

3Senhor, em vossa cólera não me repreendais, em vosso furor não me castigueis,

porque as vossas flechas me atingiram, e desceu sobre mim a vossa mão.

Vossa cólera nada poupou em minha carne, por causa de meu pecado nada há de intacto nos meus ossos.

Porque minhas culpas se elevaram acima de minha cabeça, como pesado fardo me oprimem em demasia.

São fétidas e purulentas as chagas que a minha loucura me causou.

Estou abatido, extremamente recurvado, todo o dia ando cheio de tristeza.

Inteiramente inflamados os meus rins; não há parte sã em minha carne.

Ao extremo enfraquecido e alquebrado, agitado o coração, lanço gritos lancinantes.

Senhor, diante de vós estão todos os meus desejos, e meu gemido não vos é oculto.

Palpita-me o coração, abandonam-me as forças, e me falta a própria luz dos olhos.

Amigos e companheiros fogem de minha chaga, e meus parentes permanecem longe.

Os que odeiam a minha vida, armam-me ciladas; os que me procuram perder, ameaçam-me de morte; não cessam de planejar traições.

Eu, porém, sou como um surdo: não ouço; sou como um mudo que não abre os lábios.

Fiz-me como um homem que não ouve, e que não tem na boca réplicas a dar.

Porque é em vós, Senhor, que eu espero; vós me atendereis, Senhor, ó meu Deus.

Eis meu desejo: Não se alegrem com minha perda; não se ensoberbeçam contra mim, quando meu pé resvala;

pois estou prestes a cair, e minha dor é permanente.

Sim, minha culpa eu a confesso, meu pecado me atormenta.

Entretanto, são vigorosos e fortes os meus inimigos, e muitos os que me odeiam sem razão.

Retribuem-me o mal pelo bem, hostilizam-me porque quero fazer o bem.

Não me abandoneis, Senhor. Ó meu Deus, não fiqueis longe de mim.

Depressa, vinde em meu auxílio, Senhor, minha salvação!

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo. Como era no princípio, agora e sempre. Amém.