NOSSO CANAL NO YOUTUBE DE VOLTA

Prezados amigos, leitores e benfeitores, louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo.

Tempos atrás anunciávamos a perda de nosso Canal no Youtube, por motivos alheios à nossa vontade.

Criamos um outro, com um link diferente (acesse clicando na imagem acima ou clique aqui).

Dessa forma, para receber as publicações em primeira mão será necessária uma nova inscrição.

Nesse momento da publicação não são todos os antigos vídeos que estão por lá, mas já temos uma boa parte deles. Com o tempo iremos completá-lo a iniciar novas publicações.

Pedimos a todos ajuda na divulgação, bem como agradecemos a paciência e as orações.

Obrigado

PODEMOS SER GENEROSOS

Resultado de imagem para confissão"DISCÍPULO — Padre, será possível a repetição de tais exemplos de generosidade?

MESTRE — De certo. Podem e devem ser repetidos por muitas almas generosas, inflamadas de amor por Jesus Cristo.

D — Mas, nem em toda parte se encontram Padres tão zelosos e jovens de tanta virtude.

M — Se não existem vigários e jovens tão entusiastas, pelo menos deveriam existir. A falta de tais jovens numa cidade já é um atestado certo de um castigo e no mais das vezes a prova do abandono de Deus.

Comunismo, socialismo, maçonaria, maus costumes, irreligião, não são sinais evidentes do abandono de Deus e muitas vezes do caminho certo que conduz à perdição eterna?

Apressemo-nos em reparar nossas faltas: o caminho mais seguro para isso é a Comunhão. Assim o assegurou Jesus Cristo pela boca do Papa Pio X, o Papa da Eucaristia.

Ouça a história. Este Papa, em poucos anos, de 1905 a 1910, promulgou cerca de oito decretos com o fito de estimular a todos, até às crianças e aos enfermos para que comungassem com frequência. Pois bem, poucos dias antes de lançar o último decreto, enquanto estava fazendo a ação de graças após a Missa, repentinamente o aposento em que se iluminou de uma luz celestial, e no meio da luz apareceu Jesus Cristo, que congratulando-se com ele lhe disse: — Muito bem, meu bom Vigário. Estou muito contente com a tua obra em prol da comunhão frequente, entre as crianças e adultos. Continuar lendo

CHRISTUS VINCIT

Nas vozes da Schola Cantorum St. Cecilia, da FSSPX em Utrecht, na Holanda.

Nota do blog: é em Utrecht (Holanda) que a FSSPX mantém uma de suas mais belas igrejas: a de St. Willibrord. Nos links abaixo é possível ver mais sobre ela:

HÁ HOJE UMA CRISE NA IGREJA

Pe. Mathias Gaudron, FSSPX

  1. HÁ HOJE UMA CRISE NA IGREJA? 

Seria preciso cobrir os olhos para não ver que a Igreja Católica sofre uma grave crise. Esperava-se, nos anos 1960, na época do Concílio Vaticano II, uma nova primavera para a Igreja, mas o que aconteceu foi o contrário. Milhares de padres abandonaram seu sacerdócio; milhares de religiosos e de religiosas retornaram à vida secular. Na Europa e na América do Norte, as vocações se tornam raras, e não se pode nem mais computar o número de seminários, conventos e casas religiosas que tiveram que fechar. Muitas paróquias permanecem sem padre, e as congregações religiosas devem abandonar escolas, hospitais e asilos para idosos. “Por alguma fissura, a fumaça de Satanás entrou no Templo de Deus” – essa era a queixa do Papa Paulo VI, em 29 de junho de 1972 (1).

Sabe-se quantos padres abandonaram o sacerdócio nos anos 1960? 

No conjunto da Igreja, entre 1962 e 1972, 21.320 padres foram reduzidos ao estado leigo. Não estão incluídos nesse número aqueles que negligenciaram pedir uma redução oficial ao estado leigo. Entre 1967 e 1974, trinta a quarenta mil padres teriam abandonado sua vocação. Esses fatos catastróficos podem, com algum esforço, ser comparados aos acontecimentos que acompanharam a auto-intitulada “Reforma” protestante do século XVI. 

Há um desastre análogo nas congregações religiosas? 

Quebec, província francófona do Canadá, era, no início dos anos 1960, a região que contava, proporcionalmente, com mais religiosas no mundo. O Cardeal Ratzinger conta, enfatizando que é só um exemplo: 

“Entre 1961 e 1981, por causa das saídas, dos falecimentos e da paralisação do recrutamento, o número de religiosas passou de 46.933 para 26.294. Uma queda de 44%, que parece impossível de conter. As novas vocações, com efeito, diminuíram, durante o mesmo período, ao menos 98,5%. Verifica-se então que uma boa parte dos 1,5% restantes é constituída por “vocações tardias”, e não por jovens, a ponto de as simples previsões permitirem a todos os sociólogos estar de acordo sobre esta conclusão brutal, porém objetiva: em breve (salvo reversão de tendência muito improvável, ao menos ao olhar humano), a vida religiosa feminina tal como conhecemos não será mais que um suvenir do Canadá.”(2)

A situação não melhora hoje, e não se poderia considerar que a crise agora ficou para trás? 

Havia na França, nos anos 1950, por volta de mil ordenações sacerdotais por ano. Desde os anos 1990, não há mais de cem por ano. Havia 41 mil padres diocesanos na França em 1965. Não havia mais que 16.859 em 2004, e a maioria tem mais de 60 anos. O número de religiosos no mundo continua a diminuir(3).  Continuar lendo

SUJEITO DA EDUCAÇÃO

Resultado de imagem para catholic educationa) Todo o homem decaído, mas remido

Com efeito nunca deve perder-se de vista que o sujeito da educação cristã é o homem, o homem todo, espírito unido ao corpo em unidade de natureza, com todas as suas faculdades naturais e sobrenaturais, como no-lo dão a conhecer a recta razão e a Revelação: por isso o homem decaído do estado original, mas remido por Cristo, e reintegrado na condição sobrenatural de filho de Deus, ainda que o não tenha sido nos privilégios preternaturais da imortalidade do corpo e da integridade ou equilíbrio das suas inclinações. Permanecem portanto na natureza humana os efeitos do pecado original, particularmente o enfraquecimento da vontade e as tendências desordenadas.

« A estultícia está no coração da criança e a vara da disciplina dali a expulsará » (40). Devem-se portanto corrigir as inclinações desordenadas, excitar e ordenar as boas, desde a mais tenra infância, e sobretudo deve iluminar-se a inteligência e fortalecer-se a vontade com as verdades sobrenaturais e os auxílios da graça, sem a qual não se pode, nem dominar as inclinações perversas, nem conseguir a devida perfeição educativa da Igreja, perfeita e completamente dotada por Cristo com a divina doutrina e os Sacramentos, meios eficazes da Graça.

b) Falsidade e danos do naturalismo pedagógico

É falso portanto todo o naturalismo pedagógico que, na educação da juventude, exclui ou menospreza por todos os meios a formação sobrenatural cristã; é também errado todo o método de educação que, no todo ou em parte se funda sobre a negação ou esquecimento do pecado original e da graça, e, por conseguinte, unicamente sobre as forças da natureza humana.

Tais são na sua generalidade aqueles sistemas modernos, de vários nomes, que apelam para uma pretendida autonomia e ilimitada liberdade da criança, e que diminuem ou suprimem até, a autoridade e a acção do educador, atribuindo ao educando um primado exclusivo de iniciativa e uma actividade independente de toda a lei superior natural e divina, na obra da sua educação. Continuar lendo

NO CORAÇÃO DE UM SEMINÁRIO CATÓLICO

ENTRADA NOS SEMINÁRIOS DA FSSPX NO HEMISFÉRIO SUL | DOMINUS EST

Faz já um tempo – bastante grande, na verdade – que o Diretor desta Revista (Permanencia) pediu-me um artigo sobre o Seminário onde desempenho o cargo de reitor, deixando-me a maior liberdade na escolha da abordagem do referido artigo.

Durante certo tempo busquei qual seria o ponto de vista mais interessante para os leitores da Permanência e terminei concluindo que, talvez, a maneira mais original e viva para conhecer um seminário por dentro fosse através dos olhos, das ilusões, das aspirações e dos sentimentos dos próprios seminaristas. Pedi então a três diáconos que escrevessem o que os senhores lerão na continuação.

Quando eu mesmo li estas reflexões dos referidos diáconos concluí que não me havia enganado ao deixar-lhes a redação do artigo: este permite não somente entrar no coração de um seminário católico, como diz o título, mas também no coração mesmo de um rapaz que quer doar-se totalmente a Nosso Senhor e que se deixa amoldar, pouco a pouco, pela graça de Deus, passando, no entanto, por algumas provas. Continuar lendo

CARTA DO SUPERIOR GERAL DA FRATERNIDADE SACERDOTAL SÃO PIO X APÓS A PUBLICAÇÃO DO MOTU PROPRIO “TRADITIONIS CUSTODES”

“ESSA MISSA, NOSSA MISSA, DEVE SER REALMENTE PARA NÓS COMO A PÉROLA DO EVANGELHO PELA QUAL TUDO RENUNCIAMOS, PELA QUAL ESTAMOS PRONTOS A VENDER TUDO.”

Fonte: FSSPX

Caros membros e amigos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X,

O motu proprio Traditionis custodes e a carta que o acompanha causaram uma agitação profunda no ambiente dito ‘tradicionalista’. Pode-se notar, com boa lógica, que a era da hermenêutica da continuidade — com seus equívocos, ilusões e esforços impossíveis — acabou tragicamente, sendo posta de lado. Essas medidas, tão claras e nítidas, não tocam diretamente a Fraternidade São Pio X, mas devem ser para nós ocasião de uma reflexão profunda. Para fazer isso, é necessário elevar-nos aos princípios e colocarmo-nos uma questão simultaneamente antiga e nova: por que a Missa tridentina é o pomo da discórdia depois de cinquenta anos?

Antes de tudo, devemos nos lembrar que a santa Missa é a continuação, nos tempos, da luta mais renhida que há: a batalha entre o Reino de Deus e o reino de Satanás, essa guerra que chegou ao ápice no Calvário, com o triunfo de Nosso Senhor. Foi para essa luta, e essa vitória, que Ele se encarnou. Visto que a vitória de Nosso Senhor foi obtida pela cruz e por seu sangue, é compreensível que sua perpetuação aconteça, também, por meio de lutas e contrariedades. Todo cristão é chamado a esse combate: Nosso Senhor nos chama porque disse que “veio à terra para trazer a espada” (Mt 10, 34). Não é surpreendente que a Missa de sempre, que exprime perfeitamente a vitória definitiva de Nosso Senhor sobre o pecado, por seu sacrifício expiatório, seja ela mesma um sinal de contradição.

Contudo, por que essa Missa se tornou sinal de contradição dentro da própria Igreja? A resposta é simples, e cada vez mais clara. Depois de cinquenta anos, os elementos da resposta são evidentes para todos os católicos de boa vontade: a Missa tridentina expressa e veicula uma concepção da vida cristã — e, consequentemente, uma concepção de Igreja — que é absolutamente incompatível com a eclesiologia que procede do Concílio Vaticano II. O problema não é simplesmente litúrgico, estético, ou meramente formal. O problema é simultaneamente doutrinal, moral, espiritual, eclesiológico e litúrgico. Em poucas palavras, é um problema que toca todos os aspectos da vida da Igreja, sem exceção: é uma questão de fé.

De um lado encontra-se a Missa de sempre, estandarte de uma Igreja que enfrenta o mundo e que está certa de sua vitória, porque sua batalha não é outra que a continuação daquela que Nosso Senhor realizou para destruir o pecado e o reinado de Satanás. É pela Missa, e através da Missa, que Nosso Senhor alista as almas cristãs no seu próprio combate, fazendo que participem tanto de sua cruz como de sua vitória. De tudo isso decorre uma ideia fundamentalmente militante da vida cristã. Duas notas a caracterizam: o espírito de sacrifício e uma esperança inabalável. Continuar lendo

TÉRMINO DA REFORMA DA IGREJA ST. VINCENT, NOS EUA

Recentemente, as tão esperadas e necessárias reformas da igreja, construída a partir de 1922, foram concluídas. O Pe. Michael Goldade, Prior de St. Vincent, descreve como a FSSPX garantiu seu futuro para as próximas gerações de católicos.

Fonte: SSPX USA – Tradução: Dominus Est

GARANTINDO NOSSO FUTURO

Como era St. Vincent quando a Fraternidade São Pio X assumiu sua propriedade?

Em 1975, os vicentinos, que cuidavam da paróquia há cerca de 100 anos, deixaram o local. A diocese tomou posse e fechou a magnífica igreja. Nos últimos anos, antes da FSSPX assumir a propriedade, a igreja estava em ruínas. Em 1980, a St. Vincent foi comprada pela FSSPX. Os paroquianos se recordam da sujeira e da extensiva limpeza necessária para o uso básico. Era evidente de que consideráveis reparos foram necessários, mas nos primeiros anos da nova propriedade seria difícil pagar por muito mais do que trabalho estético e improvisações localizadas.

Quão urgentes foram os reparos?

Há muito se sabia que era necessária uma restauração significativa o telhado e das paredes da igreja, especialmente nas partes mais altas do edifício devido à maior exposição ao tempo. A cada tempestade e cada nevasca usávamos todo estoque de baldes para atender aos vazamentos. Vários planos de arrecadação de fundos e restauração foram apresentados e, finalmente, em 2014, uma campanha de grande capital foi lançada. Sob o patrocínio de São Vicente de Paulo, generosos paroquianos levantaram US$ 1.000.000,00 para os serviços profissionais de uma empresa chamada Church Development.

Fale sobre a arrecadação de fundos. Foi bem recebido pela paróquia?

Fiquei um tanto surpreso e muito encorajado ao ver o desejo quase universal de contribuir para essa tentativa. Acredito realmente que a paróquia entendeu que se tratava de mais do que uma restauração em pedra e argamassa. Foi uma recordação e uma revitalização da Missão para a Tradição. De fato, parecia haver mais conversa sobre a história da Tradição na sequência do Vaticano II do que sobre o próprio edifício. As pessoas estavam mais dispostas a se sacrificar por uma causa nobre do que pelo imóvel. Não há dúvida de que a experiência elevou a vida espiritual da paróquia.

Quais os passos dados para a restauração da igreja?

Nossas prioridades sempre foram muito claras: consertar as coisas de fora para dentro e de cima para baixo. O processo habitual de obtenção de pelo menos três licitações com as devidas referências profissionais foi mantido. Queríamos, realmente, um trabalho de qualidade em um edifício histórico com materiais históricos. Por fim, as empreiteiras contratadas para o trabalho foram: a Western Roofing, cujo trabalho de qualidade havia sido comprovado no Convento Franciscano local, que substituiu 700 peças de ardósia e a Mid-Continental Restoration Co., que substituiu a alvenaria em áreas onde ela estava quase totalmente desintegrada. Eles precederam isso com uma lavagem ácida de todo o calcário da igreja. O prédio dificilmente se pareceria como era antigamente, depois desse processo.

No interior, o enorme esforço para revestir as paredes foi realizado pela Retro Pro. Este foi um processo bem coordenado que envolveu a divisão, em faixas, do espaço interior de forma que as funções litúrgicas ainda pudessem ser realizadas em torno da obra. Além do novo reboco, a pintura antiga foi removida das molduras das janelas de pedra, expondo o calcário natural como parte da decoração. A Kansas City Historic, grupo local de preservacionistas, concedeu o Prêmio Preservação 2019 para a Retro Pro e St. Vincent.

Foram feitas outras melhorias no local?

Este grande projeto inspirou pequenas melhorias ao longo do caminho. Um novo estacionamento de asfalto foi feito, janelas e lustres foram limpos e haverá mais retoques ao longo do tempo.

Quais foram os benefícios para a paróquia?

Entendemos que as pessoas são mais importantes do que os projetos, mas a beleza da casa de Deus eleva Sua glória e a edificação das almas. A beleza inspira, e não há dúvida de que houve benefícios espirituais com ainda mais frutos por vir.

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Honrando Nosso Passado – História de St. Vincent

A história por trás da Igreja St. Vincent, em Kansas City, está conectada com a origem da diocese de Kansas City na década de 1880, quando o primeiro Bispo pediu aos Padres Vicentinos que estabelecessem uma primeira paróquia. Uma pequena estrutura foi construída do outro lado da  Flora Avenue (no atual estacionamento) que, mais tarde, foi transformada em um salão paroquial. A atual igreja foi construída próxima ao prédio da escola de ensino médio em estilo georgiano, e o Bispo Thomas Lillis abençoou a pedra fundamental em 1922.

O arquiteto Maurice Carroll dava indicações sobre o grande escopo do projeto. Seria um “agradável início no projeto da igreja e construída de acordo com a escola gótica inglesa do século 16, que se adapta esplendidamente ao uso do calcário local”.

De fato, o objetivo dos arquitetos ao projetar a nova Igreja St. Vincent era produzir uma verdadeira igreja gótica, não uma catedral gótica com riqueza de ornamentos, como apenas uma grande diocese deveria manter, mas uma igreja paroquial gótica, com  linhas clássicas e desenhos decorativos góticos. Seu interior foi cuidadosamente organizado de forma que o foco dos fiéis se mantivesse no altar-mor, portanto, havia uma ornamentação mínima na nave, enquanto um conjunto equilibrado de detalhes de Tudor Gótico compreendia os retábulos de carvalho fumegante do altar-mor. Também foram incorporadas a via sacra, uma ausência de nichos para evitar imagens supérfluas e vitrais simples, porém elegantes. Outras características incluem capelas distintas de Nossa Senhora e de São José (ao invés dos altares laterais), duas sacristias espaçosas, um batistério, um santuário e uma capela na cripta com capacidade para 200 pessoas. Para a década de 1920, sua construção também era de vanguarda. A estrutura revestida de calcário foi a primeira igreja de concreto armado com aço de Kansas City. Comodidades modernas foram incluídas – um sistema de ar forçado para aquecimento e resfriamento natural e aspiração central. A maior parte da construção foi concluída em meados de 1924 ao custo de US$ 230.000,00 (que na moeda atual seria de US$ 2,5 milhões, embora fossem necessários US$ 30 milhões para construí-la agora).

O complexo foi construído de forma ampla, pois era esperado um crescimento substancial da paróquia, mas devido à Depressão, isso nunca ocorreu. A mudança demográfica na década de 1950, causada pela suburbanização, apenas piorou as coisas. Durante a década de 70, a diocese dividiu o complexo e por duas vezes tentou vender a igreja para grupos protestantes, mas não conseguiu. Naquela época, o “bispo” protestante Penn havia adquirido o prédio do instituto.

No verão de 1975, Pe. Hector Bolduc estava celebrando a Missa regularmente em Springfield, Missouri, e se ofereceu para vir regularmente a Kansas City, dedicando o grupo a São Miguel Arcanjo, saindo de garagens para antigas igrejas protestantes até chegar à Betty’s Floral Shop, em Grandview, Missouri. O Bispo John Sullivan havia sido abordado sobre a aquisição de uma das igrejas recentemente fechadas, mas jurou nunca vender uma para a FSSPX. Finalmente, uma venda a terceiros foi feita por meio do Bispo Penn, que tinha a opção de comprar a igreja, e na quinta-feira da Ascensão, 15 de maio de 1980, a St. Vincent foi comprada pela FSSPX por meros US$ 60.000.

Poucos dias depois, em 23 de maio, Mons. Lefebvre ecoou as palavras “C’est magnifique! É uma Catedral!” dentro da espaçosa nave de St. Vincent que é, atualmente, a maior igreja que a FSSPX é proprietária em todo o mundo.

Em 9 de maio de 1981, Mons. Lefebvre abençoou solenemente St. Vincent, rededicando-a novamente ao culto católico. Então, de acordo com sua designação,  como St. Vincent sendo a “Igreja Episcopal” da FSSPX, Mons. Lefebvre conferiu as Ordens Sagradas no local. Houve depois apenas mais uma ordenação – de Pe. Benjamin Campbell — realizada em 2008.

Gradualmente, ao longo do tempo, o instituto St. Vincent foi adquirido (em 1989), e mais tarde a casa-paroquial ao lado, enquanto a Casa do Distrito mudou em 1991de St. Louis para Kansas City, na Tracy Avenue. Atualmente, o Priorado está localizado ao lado da reitoria e o instituto abriga a escola para meninos, enquanto a escola para meninas mudou-se para o recém-adquirido Tracy campus.

SOFRER AO INVÉS DE AGIR?

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Diante dos erros modernos que ele desaprova, o Padre “X” optou por permanecer em silêncio, oferecendo os sofrimentos que isso lhe causa. Isso é realmente admirável?

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Ouvimos, por vezes, ecos de um ou de outro sacerdote de boa-fé que, demasiado conservador aos olhos de sua hierarquia, é obrigado a reduzir o ardor apostólico e a obedecer às injunções progressistas. Ele então se encontra acorrentado à toda-poderosa Equipe de Animação Pastoral e, com relutância, tem que lidar com a ecologia e o ecumenismo mais do que com a salvação das almas. Ele deve então ensinar as almas a viverem bem aqui na Terra de acordo com as máximas do mundo, ao invés de pregar as virtudes celestiais do desprezo por esta terra de exílio. Muitos padres conservadores dizem que sofrem com isso. Queremos acreditar neles! Substituem o ministério sacerdotal pelo ministério do sofrimento: o sofrimento por não poder cumprir o seu ministério. Mas é suficiente sofrer?

Encontramos no Papa Paulo VI uma atitude semelhante. Em 21 de junho de 1972, durante uma audiência geral, ele revelou parte de suas notas pessoais: 

Talvez o Senhor me tenha chamado e me mantenha neste serviço[o papado] não tanto por qualquer aptidão que eu possua ou para que eu governe e salve a Igreja das suas dificuldades atuais [grifo nosso], mas para que eu sofra algo pela Igreja e fique claro que Ele, e mais ninguém, a guia e salva

Romano Amerio, autor do famoso livro Iota Unum (compre aqui ou aqui) sobre a crise na Igreja, qualifica esta admissão como “exorbitante“: Deus o teria chamado ao ofício papal, mas não para que governe. Amério mostra que Paulo VI não se contentou com essas estranhas palavras, mas que muitas vezes renunciou sua autoridade diante dos muitos desvios graves que marcaram seu pontificado. Para sua função pública de pastor supremo, o Papa substituiu assim uma virtude pessoal: sofrer em vez de comandar. Como se um pai abandonasse seu papel para sofrer exclusivamente as dificuldades de sua família. Dificuldades que não deixarão de surgir precisamente porque o pai abandona sua função. Paulo VI procurou assim “salvar a Igreja” não por sua ação, mas por seu sofrimento…devido, em parte, à sua inação. Continuar lendo

A MISSA DE SÃO PIO V, A MISSA DE PAULO VI E OS CONSERVADORES

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POR UMA VERDADEIRA COMPAIXÃO

A situação dos ritos de São Pio V e Paulo VI é descrita no recente Motu proprio Traditionis Custodes: uma coabitação impossível no nível dos princípios litúrgicos.

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

1 – Com o recente Motu proprio Traditionis custodes de 16 de julho, o Papa Francisco estabelece que “os livros litúrgicos promulgados pelos “Santos” Pontífices Paulo VI e João Paulo II, em conformidade com os decretos do Concílio Vaticano II, são a única expressão da lex orandi do Rito Romano

2 – As diversas reações não tardaram a surgir do movimento Ecclesia Dei. Sem dúvida, a situação de todos aqueles que, por estarem ligados à liturgia tradicional, não quiseram seguir Mons. Lefebvre e a Fraternidade São Pio X em um suposto “cisma” ou pelo menos em uma igualmente suposta “desobediência”, corre o risco de se tornar muito problemática. Isto é muito angustiante aos olhos de todos aqueles cuja consideração se limita ao bem pessoal dos membros do referido movimento – ou, ao menos, sob o aspecto das consequências práticas imediatas. O exemplo do Superior do Distrito da França da Fraternidade São Pedro é característico a esse respeito, quando ele vê no Motu proprio do Papa Francisco um texto “ofensivo”, que retribui mal os esforços de “obediência” desenvolvidos até agora, chegando ao ponto de dizer que “a Fraternidade São Pio X é finalmente tratada melhor do que nós“.

3 – Mostrando ser angustiante em seus efeitos e prejudicial para as pessoas, a iniciativa do Papa não é, entretanto, surpreendente. É até mesmo lógica. E podemos nos perguntar se tal situação não seria inevitável. Pois a situação dos dois ritos, o de São Pio V e o de Paulo VI, é justamente a descrita no recente Motu proprio Traditionis custodes: situação de uma coabitação impossível no nível dos princípios litúrgicos. Além das situações de fato e do estado infinitamente variável – pacífico ou conflituoso – dos indivíduos, há, fundamentalmente, uma oposição formal de doutrina entre a Missa de São Pio V e o novo rito de Paulo VI. Pois a liturgia é um lugar teológico[1]. Continuar lendo

DO SUMMORUM PONTIFICUM A TRADITIONIS CUSTODES, OU DA RESERVA AO ZOOLÓGICO

O Papa Francisco publicou nesta sexta (16/07) um Motu Proprio cujo título poderia apresentar uma grande esperança: Traditionis custodes, “Guardiões da Tradição”. Sabendo que se dirige aos Bispos, poderia-se levar a sonhar: a Tradição está em vias de recuperar os seus direitos na Igreja?

Fonte: La Porte Latine – Tradução: Dominus Est

Pelo contrário. Este novo Motu Proprio executa uma eliminação. Ele ilustra a precariedade do atual magistério e indica a data de expiração do Summorum Pontificum de Bento XVI, que nem sequer terá celebrado seu décimo quinto aniversário.

Tudo, ou quase tudo, contido no Summorum pontificum foi disperso, abandonado ou destruído. O objetivo também está claramente estabelecido na Carta que acompanha esta liquidação.

O Papa enumera dois princípios “sobre o modo de proceder nas dioceses”: “por um lado, prover o bem daqueles que estão enraizados na forma precedente de celebração e que precisam de tempo para retornar ao rito romano promulgado pelos “santos” Paulo VI e João Paulo II ”.

E, por outro lado: “impedir de erigir novas paróquias pessoais, ligadas mais ao desejo e à vontade de cada sacerdote do que às necessidades do “povo santo e fiel de Deus”.

Uma extinção programada

Enquanto Francisco se faz defensor das espécies animais ou vegetais em vias de desaparecimento, ele decide e promulga a extinção daqueles que estão ligados ao rito imemorial da Santa Missa. Esta espécie não tem mais o direito de viver: ela deve desaparecer. E todos os meios serão empregados ​​para alcançar este resultado. Continuar lendo

O BRAÇO DE FERRO ENTRE A UNIÃO EUROPÉIA E A HUNGRIA

Em visita a Belgrado em 8 de julho, o Primeiro-Ministro húngaro, Viktor Orban, insistiu que o espírito de sua lei, criticada por muitos países da União Europeia (UE), especifica que os pais têm o direito de decidir sobre a educação de seus filhos, que é um princípio inviolável da lei natural.

Fonte: DICI – Tradução: Dominus Est

Viktor Orban não se intimidou com os ataques à soberania húngara que foram desencadeados na UE pela Lei [húngara] destinada a proteger as crianças, lei esta que proíbe que menores tenham acesso à propaganda sobre homossexualismo e transgenia, inclusive nas escolas.

O Parlamento Europeu e a Comissão Europeia querem que os ativistas LGBT tenham acesso livre às nossas escolas e jardins de infância, mas isso não vai acontecer porque não é isso que a Hungria quer“, disse o primeiro-ministro húngaro.

Em seguida, acrescentou: “O que quer que façam, não permitiremos propaganda LGBT nas nossas escolas“, numa mensagem direta à Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, que ameaçou Orban com cortes de fundos europeus para a reconstrução econômica, se ele não se retirasse a lei, que ela descreveu como “vergonhosa“.

A pressão da UE

Em uma conversa entre os 27 chefes de estado, em 24 de junho, Viktor Orban foi submetido a duras críticas. A primeira salva foi disparada pelo Primeiro Ministro de Luxemburgo, Xavier Bettel, que disse: “A homossexualidade não é uma escolha, você nasce assim” – Xavier Bettel é um homossexual declarado. Continuar lendo

SOBRE O MOTU PROPRIO DO PAPA FRANCISCO SOBRE A MISSA TRIDENTINA

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E agora, o que será feito? Como ficará a questão da Missa Tridentina das capelas que rezam segundo o Motu Próprio de Bento XVI? O que vocês têm a dizer?

Primeiramente devemos lembrar que isso em nada muda o trabalho da FSSPX com a Missa e a verdadeira fé católica.

Em segundo lugar vamos aguardar se haverá um pronunciamento oficial da FSSPX sobre essa questão.

Em terceiro lugar quem deve responder diretamente essa pergunta não somos nós, mas sim os neoconservadores. Eles que deverão sair de cima do muro.

Porém, nesse momento, para poder elucidar um pouco a questão, disponibilizaremos alguns textos já publicados aqui no blog que poderão dar uma noção sobre o assunto:

DEVE-SE TEMER UMA AMEAÇA À MISSA TRADICIONAL?

É A MESMA MISSA TRIDENTINA? SIM, MAS NAO O MESMO COMBATE!

CATECISMO DAS VERDADES OPORTUNAS: OS “RALLIÉS”, VISTOS POR MONS. LEFEBVRE

A GRANDE LACUNA DOS CONSERVADORES

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Rezemos para que esses que estão ligados apenas à Missa e não a fé integral ( aqueles da “forma extraordinária”) consigam dar um “passo à frente” em relação à Tradição,  pois nós que saímos do Motu Proprio em 2013 conhecemos, e muito bem, todas as artimanhas desse processo.